terça-feira, 28 de setembro de 2010

Playing For Change - Peace through Music (2008)

Há algumas semanas tive uma experiência que me fez ver como estamos todos conectados nesta era digital, que vou relatar antes de falar do filme, ou melhor, documentário “Playing For Change: Peace Through Music”. Estava conectado no twitter quando alguém postou um dos seus vídeos favoritos e várias pessoas começaram a fazer comentários sobre o mesmo, o que acabou despertando meu interesse e acabei por me conectar no Youtube para assistir ao vídeo. Fiquei fascinado com o tal vídeo e postei o mesmo como um dos meus favoritos no Orkut. Para minha surpresa alguns dias depois uma colega de trabalho me ligou e disse que gostaria de falar comigo, fui até o seu departamento e para minha surpresa ela havia visto minha postagem do Orkut e trouxe-me o DVD para assistir.Gostaria de agradecer aos amigos que que me fizeram ter contato com este fantástico documentário.


“Playing For Change: Peace Through Music” é uma história de esperança, luta, perseverança e alegria. Dirigido por Mark Johnson e Jonathan Walls que juntos com a equipe de Playing For Change, viajaram o mundo movidos por uma paixão: conectar o mundo através da música. Sua ambiciosa jornada levou os da África do Sul pós- apartheid, através dos sítios arqueológicos do Oriente Médio, até a beleza remota do Himalaia e além. Usando a tecnologia móvel inovadora, filmaram e gravaram mais de 100 músicos, em grande parte ao ar livre em parques, praças, estradas, nas ruas de paralelepípedos e em meio a montanhas. Cada performance capturada cria uma nova combinação em que os artistas todos estão, essencialmente, realizando em conjunto, mandando uma mensagem para o mundo apesar de estarem separados por centenas ou milhares de quilômetros de distância. Playing For Change: Peace Through Music é a história desta colaboração internacional sem precedentes musicais e do notável poder da música.

“Playing For Change: Peace Through Music” é um movimento multimídia criado para inspirar, conectar e trazer paz ao mundo através da música. A idéia deste projeto surgiu a partir de uma crença comum de que a música tem o poder de quebrar barreiras e superar as distâncias entre as pessoas. Não importa se as pessoas vêm de diferentes origens geográficas, políticas, econômicas, espirituais ou ideológicos, a música tem o poder universal de transcender e unir-nos como uma raça humana. E com essa verdade firmemente fixada em nossas mentes, partimos para compartilhá-lo com o mundo.

            
Se você quiser mais informações visite o site: http://www.playingforchange.com/          

domingo, 26 de setembro de 2010

Curtas

Esta confirmado Tom Cruise vai protagonizar Missão Impossível IV sob a supervisão de J.J.Abrams e a Paramount quer o produto pronto para 2011.

Roland Emmerich, o rei dos filmes catástrofes (2012,Poseidon), vai dirigir a trilogia “Fundação” baseada na obra de Isaac Asimov.

Penélope Cruz esta em negociação para participar da quarta aventura da franquia Disney “Piratas do Caribe” ao lado de Johnny Depp e que terá a direção de Rob Marshall.

Milla Jovovich (“Resident Evil: O Recomeço“) irá interpretar Milady de Winter, um amor antigo de Athos na nova versão de “Os Três Mosqueteiros”.O roteiro é de Andrew Davies (“O Diário de Bridget Jones”) e Paul W.S. Anderson (“Resident Evil“) dirige. O filme estreia no dia 15 de abril de 2011 nos EUA nos formatos 2D e 3D.

Marvel esta conversando com a atriz Scarlett Johansson para realizar um filme solo da heroína “Viúva Negra”.A chance é grande, mas estúdio dá prioridade a "Os Vingadores".

A animação “Gnomeo e Julieta“, baseada na peça de Shakespeare “Romeu e Julieta”, tem a direção de Kelly Asbury (“Shrek 2“). As músicas do filme são do cantor inglês Elton John. A animação tem estreia prevista para fevereiro de 2011.

Par Perfeito (2010)

Esta é mais uma dentre muitas das comédias românticas bobas produzidas por hollywood, e ainda estrelada por Ashton Kutcher que se especializou neste tipo de bobagem. Par Perfeito não pode ser considerada uma das melhores. Mas para quem não perde nada realizado pelo marido de Demi Moore e o segue no Facebook e Twitter fervorosamente, fica a dica para ter assunto com ele depois.


No filme Spencer (Ashton Kutcher), é uma espécie de super assassino que conhece Jen (Katherine Heigl), quando a mesma esta de férias em Nice. Após uma intensa atração se casam em um breve intervalo de tempo. A alegria dos pombinhos é interrompida quando Spencer passa a ser perseguido por uma pessoa do seu passado que paga um grupo de atiradores para matá-lo. Pior: os assassinos podem ser qualquer um.

Enfim o filme dirigido por Robert Luketic (A Sogra) e produzido por Ashton Kutcher tem um roteiro limitado, por não mostrar nada de novo, e seu final faz qualquer idéia de imprevisibilidade falir. Com uma produção no melhor estilo 007, não chega a ser uma base de entretenimento inteligente para você perder seu tempo, só se não tiver nada melhor para fazer.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ameaça Terrorista (2009)

Neste thriller psicológico, os USA se encontra sob uma ameaça terrorista, a diferença é que esta ameaça parte de um norte-americano, Younger (Michael Sheen), que se converteu ao islamismo e armou três bombas atômicas em diferentes cidades americanas. Apesar de Younger ser facilmente localizado e preso, ele não dá as coordenadas de onde as bombas estão. É quando entra em cena o investigador H (Samuel L. Jackson) e Helen (Carrie-Anne Moss) uma agente do FBI, que terão que pressionar o terrorista para descobrir a localização exata das bombas, numa corrida alucinante contra o tempo. Um thriller que irá te surpreender e te fazer pensar no inimaginável.


Este filme é extremamente discutível uma vez que o roteiro, procura justificar o uso da tortura (que existe a milênios e dizem eles que sempre dá certo) pelos militares americanos no combate a possíveis ataques terroristas, mesmo que isso vá contra os princípios básicos, da constituição americana e os direitos do homem.

Ao assistir ao filme, fiquei com uma sensação que a extrema direita mandou fazer o filme por encomenda a fim de justificar toda a podridão existente nos bastidores do mundo militar e política. Travestido em um thriller de suspense, nos é vendida uma polêmica extremamente manipulativa e perigosa.

Se você quer aprender técnicas de tortura, eis um prato cheio

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Interlúdio (1946)

"Interlúdio" é um clássico filme de suspense psicológico do mestre Alfred Hitchcock e produzido pelo grandioso David O. Selznick . O filme trata da história de Alicia Huberman (Ingrid Bergman), filha de um espião nazista, condenado por traição contra os Estados Unidos, logo após o fim da 2ª Guerra Mundial. Do outro lado esta o agente do governo Devlin (Cary Grant), que comanda a operação visando prender um grupo de espiões nazistas que vivem no Rio de Janeiro, monitorando para que tudo saia nos mais perfeitos moldes planejados.


Quando lançou “HITCHCOCK - The Definitive Study of Alfred Hitchcock” na década de 60, François Truffaut afirmou considerar “Interlúdio” (Notorious, EUA, 1946) o melhor filme da primeira fase de Alfred Hitchcock (1940-1950) em Hollywood. É uma afirmativa difícil de fazer, mas fácil de concordar. O clássico romance de espionagem compete com obras-primas do naipe de “Rebecca” (1940), único trabalho do inglês a faturar o Oscar de melhor filme, e “Festim Diabólico” (1948) – e mesmo assim, Truffaut parece ter razão. Ancorado na simplicidade narrativa e na elegância visual, Hitchcock conseguiu construir um híbrido perfeito de thriller de espionagem e drama romântico ousado.

"Interlúdio" conta com um roteiro, assinado por Ben Hecht, não sendo dos mais prováveis, tanto na trama como na execução e só funcionam pelo charme da dupla central, que por sinal nunca veio filmar no Rio sendo as cenas de estúdio ou com projeção de fundo. A cena do beijo é considerada a mais longa do cinema. O filme tem uma bela fotografia em preto-e-branco de Ted Tetzlaff e com interpretações inesquecíveis. A atuação de Ingrid Bergman é simplesmente extraordinária, digna de um Oscar. Claude Rains, indicado ao prêmio da Academia, apresenta também um ótimo trabalho. Merece ainda destaque a atuação de Cary Grant, cuja química com Ingrid Bergman é perfeita. Só o final deixa a desejar por sua lógica.

Enfim, "Interlúdio" é mais um imperdível filme do mestre do suspense.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Os Mercenários (2010)

A saudade dos grandiosos anos 80 realmente bateu em Sylvester Stallone, como já havia feito em Rambo IV e Rocky Balboa, co-roteiriza, dirige e protagoniza “Os Mercenários (The Expendables)”, com o qual o astro busca, um quarto de século depois do auge do gênero, resgatar a juventude do cinema de ação.


Na trama, um grupo de "soldados da fortuna" liderados por Stallone é contratado pelo misterioso Sr. Church (Willis) para infiltrar-se em uma ilha latina e assassinar seu ditador (David Zayas, de Dexter). Chegando lá, eles conhecem a rebelde Sandra (interpretada pela brasileira Giselle Itié) e descobrem a verdadeira natureza do problema. Mas quando eles enfim escapam da ilha, Sandra prefere ficar e lutar - o que desperta em Barney um sentimento de redenção que ele desconhecia.

“Os Mercenários” tem todas as virtudes e consequentemente os defeitos que o gênero ação dos anos 80 produziu, tanto que estão lá todos os ícones da época como Dolph Lundgren, Mickey Rourke, Eric Roberts e ainda fazendo uma participação especial estão Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis, numa cena onde Willis faz uma piadinha com Schwarzenegger. Ficou faltando apenas a figura de Jean-Claude Van Damme, que segundo foi comentado não teve interesse em participar da produção.

Sly acrescenta ao grupo, os ícones de ação da nova geração representados por Jason Statham e Jet Li bem como contratou atletas em nome do realismo como Randy Couture (campeão de MMA), Gary Daniels (campeão de kickboxing) e Steve Austin (astro da luta-livre).

Mas muito mais que um desfile de veteranos e iniciantes , o filme traz a tiracolo todos os clichês dos filmes de ação do anos 80, desde narcotráfico, ditador de país latino, garota durona em perigo e muito mais, tudo embalado com uma dose maior de violência, ritmo MTV, ação de videogame só ficou faltando o velho discurso político.

Enfim o filme é um amontoado de bobagens, que não se deve levar a sério. Se você quer passar um tempinho dá para se divertir com o pastiche e desfrutar, o balé pra macho das coreografias marciais, mas não sobra muita coisa para ser lembrada.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

O Império Contra Ataca

Completando 30 anos de existência, digam o que quiserem, mas este é o melhor filme da Saga “Guerra nas Estrelas”. Quando o primeiro filme da saga “Guerra nas Estrelas” estreou nos cinemas em 1977, causou um revolução na história do cinema, lembro que vi o filme em 3 sessões consecutivas, pois não cansava de me deslumbrar com os efeitos nunca vistos antes. Não foi para menos que o filme teve 11 indicações para o Oscar, levou sete, bateu recordes de bilheteria e criou uma legião de fãs.


Apesar de sua base não passar de uma aventura de capa-espada digna de Errol Flynn, a reformulação e a estrutura criada por George Lucas mudou para sempre o universo das aventuras espaciais.

Mas 3 anos depois Lucas consolidou sua franquia com o lançamento de “O Império Contra Ataca”, que tem mais dramaticidade e em conteúdo mais complexo.Lucas desenvolveu os personagens, ampliou o universo e conseguiu fazer cenas de ação ainda mais vibrantes que o primeiro, e parte disso devesse a contratação de Irving Kershner para a direção e Lawrence Kasdan para ajudar no roteiro.

Alem de cenas inesquecíveis como a batalha na neve e a fuga da Millenium Falcon no campo de asteróides, este segundo episodio que depois virou quinto, trouxe para a saga pontos essências como, o entrada do Mestre Yoda uma mistura de alienígena com os sábios das artes orientais. Luke enfrenta seu lado negro e sua ligação com o insuperável Darth Vader, que com a frase “Eu sou seu pai!”, faz o publico vibrar e colar na tela e ficar ávido pelo próximo capitulo.

Enfim “O Império Contra Ataca” é uma obra inesquecível, irretocável e o melhor da série.