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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

DISTRITO 9 em Blu-ray

DISTRITO 9 (District 9), foi uma das grandes surpresas cinematográficas de 2009, esta produção de  Peter Jackson teve um baixo orçamento para um filme do gênero – custou apenas  30 milhões de dólares, um valor irrisório para Hollywood, e arrecadou esta quantia apenas no seu fim de semana de estreia. Beneficiado por críticas e propaganda boca a boca mais do que positivas, o longa tornou-se um sucesso artístico e comercial, obtendo três indicações ao Oscar 2010.

A parceria entre o produtor Peter Jackson e do diretor Neill Blomkamp resultou num dos filmes de ficção científica mais original dos últimos anos.

O filme com excelentes efeitos especiais e realismo impactante, trata do primeiro contato da humanidade com extraterrestres, que chegam a Terra aparentemente sem meios de retornar para seu mundo e acabam tendo de coexistir com a humanidade, exilados em uma favela nos limites de Johanesburgo, na África do Sul. Depois de tomar conhecimento do misterioso segredo da tecnologia bélica extraterrestre, um solitário humano (Sharlto Copley) passa a ser caçado pelas imundas vielas da favela alienígena e descobre o que significa ser um completo estranho em seu próprio planeta.

Através deste argumento Neill Blomkamp acaba referência direta a aspectos históricos e políticos da segregação racial que por décadas imperou na África do Sul, o que ganha força adicional pelo fato de o filme se passar em Johanesburgo e ser dirigido por um sul-africano. O diretor adota um estilo de falso documentário, e assim descobrimos, através de depoimentos “reais”, que a nave mãe dos ETs surgiu sobre Johanesburgo nos anos 1980, com seus tripulantes em péssimas condições de saúde. Como imigrantes ilegais, as criaturas foram confinadas na favela miserável chamada Distrito 9, onde vivem em condições precárias e são explorados por criminosos nigerianos.

DISTRITO 9 é um filme inteligente, provocante,  tecnicamente impecável com segmentos que não ficam nada a dever aos melhores filmes de ação de Hollywood. Se você o perdeu quando foi exibido nos cinemas, não deixe passar a oportunidade de vê-lo agora em casa, especialmente na alta definição do Blu-ray, uma vez que o filme foi rodado com a nova câmera de ultra definição (4K) “Red One”, possuindo uma imagem excelente, que coloca você bem no meio do ensolarado e estranho ambiente do Distrito 9.
Sobre o  Blu-ray

DISTRITO 9 é distribuído pela Sony. E segundo informações foi originalmente autorado para o mercado europeu, assim além de trazer ótimos extras todos legendados em português do Brasil, o Blu-ray é de um primor técnico impar. O espectador já consegue vislumbrar o capricho do BD capricho já no carregamento dos menus animados, onde você tem de optar pelo ícone “humano” ou “alienígena”. De acordo com a escolha, temos visuais diferentes nos menus. Como o filme foi rodado em alta definição de última geração, o que se reflete na espetacular imagem proporcionada na transferência anamórfica 1080p/AVC MPEG-4 na proporção original de tela 1.85:1.  As cores são vibrantes e firmes, nesta bela transferência HD que pode ser considerada de referência.
 A qualidade do áudio é de primeira e temos mixagens Dolby Digital 5.1 nos idiomas espanhol, russo e ucraniano, e DTS-HD 5.1 Master Áudio em inglês e português.

 Os Extras

Se o Blu-ray de DISTRITO 9, na parte técnica, é excelente, também no que toca a extras merece elogios. E tudo está em alta definição (HD) e exceto pelos trailers, com legendas em português – inclusive o comentário em áudio.

· BD Live;
· Comentários do Diretor e Coautor Neill Blomkamp ;
· Johanesburgo Vista de Cima: Imagens de Satélite e Mapas de Distrito 9.;
· Cenas Excluídas (23:28min.) ;;
· A Agenda Alienígena: Diário do Cineasta (34:19min.) ;
· Metamorfose – A Transformação de Wikus (9:52min.) ;
· Inovação: A Atuação dos Atores e Improvisações em Distrito 9 (12:05min.) ;
· Concepção e Design: Criação do Mundo de Distrito 9 – (13:18min) ;
· Geração Alienígena: Efeitos Visuais em Distrito 9 (10:18min.) ;
· Trailers – Trailers de outros lançamentos da Sony em Blu-ray.

Livraria Catarinense

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Efeito Dominó (2008)

O australiano Roger Donaldson é um bom diretor e em minha opinião seu melhor filme foi Rebelião em Alto-mar um remake dos filmes O Grande Motim de 1935 e O Grande Motim de 1962, para o qual escalou Mel Gibson e Anthony Hopkins. Este filme lhe valeu a indicação à Palma de Ouro em Cannes.

Como o filme era estrelado por Jason Statham, fiquei ainda mais receoso de assistir uma grande bobagem com muita pancadaria e pouco cérebro. Mas amigos por fim acabei tendo uma boa surpresa.

Em Efeito Dominó, Donaldson nos conta uma história baseada num acontecimento verídico que ocorreu em setembro de 1971 – o assalto a um banco na Rua Baker, em Londres. Sendo que este caso até hoje não foi solucionado pela eficiente policia londrina. É impossível dizer o quanto desta história é real e quanto é inventado afinal, misturaram-se fatos, ficção,e os poucos artigos existentes da época com muita fofoca acumulada ao longo de quase quatro décadas. O que se sabe é que o caso teve na época a atenção maciça da imprensa, tempo mais tarde, o governo arbitrariamente proibiu tocar no assunto.

Na história de Efeito Dominó (The Bank Job) acompanhamos Terry (Jason Statham), um homem com
passado suspeito, que repentinamente se vê diante de uma oportunidade única em sua vida: é convidado pela linda Martine (Saffron Burrows) para liderar um assalto sem erros, pistas ou rastros. O alvo são cofres pessoais em um grande banco, repleto de milhões em dinheiro e joias. Mas o que Terry e sua equipe não sabem é que esses cofres também guardam grandes segredos, que poderá envolvê-los em uma perigosa rede de corrupção e escândalos, com o alto escalão do governo, a máfia e até a família real.

O que me agradou foi à historia ser contada com uma rara simplicidade e desenvoltura, com um elenco eficiente e uma trama bem amarada, que faz desse filme um ótimo thriller.

Grande parte do sucesso do filme se deve aos roteiristas Dick Clement e Ian La Frenais que enriqueceram os fatos ocorridos recheando a história com uma infinidade de subtramas que se interligam em volta da família real britânica, políticos corruptos, o Serviço Secreto Britânico, Gângsteres e um reacionário claramente inspirado em Malcom X, numa mistura de traficante e idealista. A história é bem ambientada, com uma boa trilha sonora.

Efeito Dominó é um ótimo exemplar de filme de assalto a banco, transposto com inteligência e envolvimento. A trama resultante é verossímil e agrada aos fãs do gênero, já que segue as suas regras, mantendo o suspense do início ao fim, e desenvolve suficientemente bem os personagens.

Assisti ao filme em DVD lançado pela Imagem Filmes, que não mutilou a imagem coisa normal em alguns dos filmes distribuídos por ela, deste modo temos a imagem em Widescreen Anamórfico 16:9 e áudio com as opções Português (Dolby Digital 2.0), Inglês (Dolby Digital 2.0) e Inglês (Dolby Digital 5.1). Como extras temos entrevista com a equipe, Slide Show e Trailer.

Livraria Catarinense


domingo, 1 de dezembro de 2013

Apos 30 anos Vidas sem Rumo ganha bela versão em Blu-ray

Em um subúrbio da pequena cidade de Tulsa, Oklahoma, Ponyboy Curtis (C. Thomas Howell) é o caçula de uma turma, formada ainda por Darrel Curtis (Patrick Swayze) e Sodapop Curtis (Rob Lowe). Os três órfãos tentam sobreviver onde tudo se restringe a "mexicanos pobres" e "ricaços". A trinca descende de mexicanos, amarga empregos em postos de gasolina e sofre com a perseguição da polícia. Também fazem parte da gangue Dallas Winston (Matt Dillon) e Johnny Cade (Ralph Macchio), ainda um projeto de marginal. Eles tentam vencer e amadurecer enfrentando os ricos, mas nem tudo acontece como eles planejam. Os acontecimentos são vistos pela ótica Ponyboy, que gosta de poesia e "...E o Vento Levou".

Em Vidas Sem Rumo Coppola conseguiu um feito de reunir C. Thomas Howell, Matt Dillon, Ralph Macchio, Patrick Swayze, Rob Lowe, Tom Cruise e Emilio Estevez, e só quem viveu nos anos 80 pode entender a amplitude deste façanha. Não que na época, eles já fossem ídolos, estavam apenas começando. Mas, ao adaptar o livro The Outsider, Coppola não apenas lhes deu uma chance de suas vidas, como demonstrou uma visão incrível de quais seriam os nomes da próxima geração de Hollywood,principalmente, Tom Cruise, que fazia apenas uma ponta na trama, mas se tornou um dos maiores astros de Hollywood.
Por não ter sido um filme com apelo comercial lembro que vi o filme na sessão de Arte do Cine Busch, que meu falecido pai lutava para manter e assim dar oportunidade a comunidade Blumenauense de ver filmes do circuito alternativo.Eu devia ter entre 23 ou 24 anos quando Vidas sem Rumo (mais conhecido no seu título original, The Outsiders), o mesmo foi lançado no Brasil em julho de 1984. Naquela época, os filmes chegavam no Brasil com certo atraso e em Blumenau nem se fala. Vidas sem Rumo é de 1983 e completou trinta anos em março, quando estreou nos cinemas americanos. Lembro que assisti a este belo drama dirigido por Francis Coppola e muito mexeu comigo. Ao revê-lo, recentemente em Blu-ray, percebi que algumas coisas ficaram marcadas para sempre, como o cabelo tingido de loiro do personagem Ponyboy ou ótimo casting que o realizador escolheu. Quase todos os atores viraram astros ou, em algum momento de suas carreiras, tiveram seu lugar ao sol.
Vidas Sem Rumo, apesar de tratar de temas fortes, como discriminação, pobreza e racismo, o roteiro do filme é bastante poético, ingênuo até. Isso devido à escolha da visão do narrador, o protagonista Ponyboy, que é mesmo um garoto bastante ingênuo e sensível. Adora poesia e "E O Vento Levou", não apenas o filme, mas, principalmente o livro, que carrega em boa parte da trama consigo, tendo momentos em que o lê para o amigo Johnny. Então, apenas acompanhamos essa trajetória sem muito rumo ou sentido mesmo. Apenas uma história de descoberta em uma fase-chave da vida. 

Bem amigo leitor e o Blu-ray de Vidas sem Rumo, é o que posso dizer um item de colecionador. Diferente da versão que vi no cinema a Universal fez uma belíssima restauração e você pode curtir as cores da belíssima fotografia nesta na versão em Blu-ray. Outro ponto forte é o som e a imagem, que foram remasterizados, têm qualidade infinitamente superior à projeção das salas dos anos 80. Segundo: Coppola, em 2005, decidiu acrescentar 23 minutos ao filme original, dando à trama um ganho emocional e familiar que havia sido extraído do corte final. Esta é versão que saiu em Blu-ray denominada Edição do Colecionador, que, além da nitidez impressionante por causa da alta definição, traz de volta a luz da belíssima fotografia.

Os extras também são muito bacanas, embora não tenha nenhum material inédito para o Blu-ray. Mas é delicioso ver como os atores C. Thomas Howell, Ralph Macchio, Patrick Swayze e Diane Lane reagiram ao ver a nova versão de Vidas sem Rumo, mais de vinte anos depois das filmagens – e num projetor numa sala da mansão de Coppola.




sábado, 30 de novembro de 2013

Contagio em Blu-Ray

Creio que Contagio deve ser visto como uma forma de alerta à sociedade, e assim ele funciona perfeitamente. Steven Soderbergh apresenta algumas cenas que são chocantes e impressionam de verdade, embora algumas vezes semelhanças e referências nos remetam a Ensaio sobre a cegueira sejam mais do que óbvias. A forma semi-documentarial que o cineasta escolheu para apresentar trechos de sua história contribui em muito para tornar o filme mais interessante. Contágio é um filme que consegue chocar, mas não é pesado demais para o grande público.

A grande pergunta do filme é "Quanto tempo dura um apocalipse?" Ja tivemos no cinema diversas visões de pós-apocalipse, o caos instalado, o panico e a luta dos sobreviventes, mas em Contagio  acompanhamos o processo que leva à desordem. Às vezes nem os heróis do fim do mundo, como o Rick Grimes de Walking Dead ou Cillian Murphy em Extermínio, sabem o que aconteceu - o apocalipse transcorre sem resistência, inercialmente, como um grande coma induzido.

Vamos usar por exemplo "a gripe suína", ela parecia uma doença que ameaçava o mundo de uma forma indescritível. Passado o pânico, percebeu-se que a mortalidade dessa doença era igual a das outras gripes comuns. É este cenário paranóico, que  é muito bem retratado em  Contágio, de uma forma bem mais avassaladora, mas não menos realista. A ideia de Contágio é contar não apenas como o apocalipse se aproxima e se estabelece, mas acompanhar a reação do cidadão comum e das principais instâncias de poder do mundo diante do fim iminente Ao mesmo tempo, Steven Soderbergh injeta inúmeras teorias de conspiração sobre a origem do vírus, tanto o lado bom e lado ruim de uma possível vacina e o que é mentira e o que é verdade sobre o assunto quando é posto na internet.

 O filme consegue equilibrar diversas tramas, numa verdadeira montanha russa de acontecimentos, nas quais, o diretor jamais deixa sair dos trilhos. Isso graças se deve também a um elenco estelar, em que cada um, interpreta um personagem que acaba desencadeando inúmeros acontecimentos colocados na tela, para então, ambos as personagens com os seus dramas pessoas em meio ao caos, se entrelacem um com os outros. De certo modo, é como se Soderbergh refizesse a pirâmide de hierarquias e responsabilidades que o diretor fez (e muito bem) em um dos seus  filmes clássicos, Traffic, mas numa chave muito mais alarmista.

O roteiro de Scott Z. Burns, autor de Ultimato Bourne que trabalhara com Soderbergh em O Desinformante, dá conta de vários personagens de forma bem satisfatória. Não há cenas descartáveis, todos os momentos com esses protagonistas têm algo a acrescentar, e ao mesmo tempo o roteiro não é expositivo em excesso. Mas  principal força de Contágio não está, porém, no roteiro, e sim na encenação. Soderbergh filma com enquadramentos "duros", de movimentos econômicos, e com a câmera à meia distância dos atores - um jeito aparentemente desapaixonado de encarar um tema tão dramático, mas esse estilo ajuda a dar ao filme um tom mais clínico. O distanciamento é uma boa forma, também, de valorizar os close-ups quando eles acontecem.

Steven Soderbergh encara o apocalipse com um misto de olho clínico e alarmismo

Por fim, Contagio é uma incrível aula de montagem onde o diretor passa em cada cena as inúmeras formas da pessoa pegar o vírus. O prólogo e o epilogo são um belo exemplo disso, onde faz também uma referencia explicita a teoria do caos ou simplesmente o efeito borboleta.

A edição nacional em Blu-Ray Disc, pela Warner Home Enterteinment, traz o filme no formato Widescreen 16:9,com áudio DTS-HD Master 5.1 (em inglês) e Dolby Digital 5.1(em espanhol e português). Como extras traz: A Realidade do Contagio; Os Detetives do Contagio e Contagio: Como um Virus Muda o Mundo.105 minutos.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Morre o cinema

Dizer que o cinema morreu com a morte de Herbert Holetz poderá parecer, à
primeira vista, afirmação hiperbólica. Morreu sim, em parte, em Blumenau e em outras cidades. Ele gerenciou cinemas aqui (Busch e Blumenau), em Gaspar e Joinville.
Herbert tomava café, almoçava e jantava cinema, portanto, convivia com ele 24 horas por dia. Já escrevi isto algumas vezes. Da mesma maneira, afirmei que virei cinéfilo já no berçário. Mas ele me superou e quanto!
Doente, mais grave na segunda metade de 2013, preocupava-se com o andar do seu Cinearte, projeto comemorando 10 anos de vida, instalado na Fundação Cultural de Blumenau. Fundou-o com o objetivo maior de levar ao público, gratuitamente, clássicos, filmes raros.

Jorge, seu filho, contou-me que, num domingo à tarde, teria dito: - “Preparem-se que vou embora logo. Ontem, recebi visita de uns amigos que virão buscar-me”. Brincando, imaginamos quem seriam esses amigos. Gary Cooper, John Wayne, Gregory Peck, Errol Flynn, por certo.

Afinal, a vida inteira respirou cinema. Preferia os filmes antigos, dessa turma citada aí em cima. Para os novos, torcia o nariz. Para ele, não se fazia mais cinema como antigamente. Uma e outra exceção: A última sessão de cinema, Cinema Paradiso (cujo protagonista, Alfredo, tinha muito a ver com nosso herói blumenauense)...

Com o aparecimento da televisão, mesmo preocupado, dizia que não temia a concorrência. Naquela época, os filmes eram lançados comercialmente e somente muito tempo depois alcançavam o vídeo. Holetz, num cartaz de um faroeste, acrescentou: “Este filme só será exibido na televisão daqui a 3 anos!”. Hoje, tal expediente seria inútil. A produção estreia na tela grande, e, quase de imediato, sai em DVD e pra telinha é um já.

Entendia que a sétima arte oferece muito mais do que a tela pequena: “Oferece tudo. Imagem, emoções, sentimentos. Dentro do cinema, você pode viver muitas coisas que na própria vida não poderia nem ver nem viver”. Para ele, o cinema continuava sendo a melhor, a mais instrutiva e a mais barata de todas as diversões.

A jornalista Magali Moser, no livro A vida pelo cinema – Herbert Holetz entre a realidade e a ficção, acha que após uma trajetória de lutas, conquistas e decepções, Holetz só iria sossegar quando o Museu Histórico de Cinema se tornasse realidade.


Coluna Prosa e Verso para o dia 16 de novembro

Gervásio Tessaleno Luz

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fausto (1926) – Coleção Folha Grandes Livros no Cinema

Hoje vou falar sobre outro lançamento da parceria Folha de São Paulo/ Versátil Home Vídeo, o fascículo de nro.15, que nos traz o filme de 1926 – Fausto (Faust - Eine Deutsche Volkssage) baseado na obra de Goethe.

O filme com Mefistófeles fazendo uma aposta com um Anjo, dizendo-se capaz de corromper a alma de Fausto, afim de dominar o Mundo. Mefisto então lança uma praga sobre a terra, e Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistófeles, e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana.

Este foi o ultimo filme dirigido por Friedrich Wilhelm  Murnau (1888 – 1931), ou simplesmente F. W. Murnau, em sua terra natal a Alemanha, quando emigrou para Hollywood.

Fausto por não ser tão conhecido como outras obras do diretor, como, Nosferatu, Uma Sinfonia de Horrores (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), de 1922, ou o aclamado Aurora (Sunrise) de 1927, mas é uma importante obra do cinema mudo e expressionista alemão, bem como do movimento Kammerspiel,  cujas principais características são: - Filmes com estética mais realista. - Roteiros com poucos diálogos. - Ao contrário do caligarismo, privilegia cenários mais realistas, mas sem abandonar aspectos subjetivos em sua concepção. - Iluminação sofisticada e movimentação de câmera mais rebuscada.

Fausto situa sua ação no final da Idade Média e Murnau concebe uma atmosfera mística a partir dos contrastes de iluminação, que remetem à pinturas de Rembrandt, ou seja o que vemos na tela são imagens de espantosa beleza. Murnau “imprime a cada uma dessas imagens, armando ao longo de cada cena uma sinfonia em que luz e sombras compõem um campo de batalha.” (Inácio Araujo, na Folha, 17/10/1993), caro leitor, devemos levar em conta que o filme foi feito em 1926.

O filme conta com nomes como Emil Jannings (Mefistófeles), o grande ator suíço, muito lembrado pelo clássico O Anjo Azul (Der Blaue Engel).onde trabalhou com Marlene Dietrich, que aqui mostra sua origem teatral e teve uma carreira promissora também em Hollywood terminada quando os filmes sonoros fizeram de seu forte sotaque alemão difícil de entender. Outro nome que se tornou famoso é o ator e posterior diretor William Dieterle, que se destacou em Hollywood na direção de filmes como A História de Louis Pasteur, Emile Zola e O Retrato de Jennie, que aqui vive o papel do jovem Valentin.

Bom, vamos falar do DVD. Esta edição esta infinitamente superior a do DVD lançado pela Continental que tinha uma qualidade de imagem ruim e como extra trazia de forma estática a Biografia de Emil Jannings e F.W. Murnau e uma coleção de fotos “ditas” raras. Já o DVD Folha/Versátil traz uma versão restaurada pela Friedrich Wilhelm  Murnau Stiftung . Quanto ao áudio, uma vez que este é um filme mudo, temos duas opções de trilha de fundo  sendo uma  a nova trilha sonora de Mont Alto em dolby digital 5.1 ou Perez de Azpeitia(piano) baseado na trilha de 1926, esta em dolby digital 2.0.


Como extra temos um ótimo documentário intitulado “Fausto, a linguagem das Sombras” de 52 min. que fala sobre o diretor e sua saga para produzir Fausto.

Romantismo no Natal

O Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau exibiu no correr do ano expressivas mostras de bom cinema. Os espectadores puderam curtir: filmes brasileiros, Carlitos, Marilyn Monroe, Errol Flynn, Alfred Hitchcock, enfim, dramas, comédias, suspense, bangue-bangues e aventuras clássicas. No próximo mês, encerrando suas atividades de 2013, teremos apenas três produções, todas norte-americanas, considerando os festejos natalinos.

Carta de uma desconhecida (1948), dia 2 – No século XIX, em Viena, adolescente tímida (Joan Fontaine, irmã de Olívia de Havilland, de... E o vento levou) apaixona-se perdidamente por pianista famoso e mulherengo. Os dois se reencontram anos depois, mas ele não a reconhece. Fontaine (de Rebecca, a mulher inesquecível) está soberba na criação deste personagem – símbolo das mulheres românticas. A história, baseada em romance de Stefan Zweig, austríaco que viveu no Brasil, onde se suicidou, talvez pareça superada pela mudança dos costumes e pode até soar boboca, mas os espectadores românticos serão excitados até os limites de suas emoções. A copiagem em vídeo, disponível nas locadoras, não mostra toda a beleza da fotografia em preto-e-branco original. A versão do Cinearte não foi colorizada.

A canção da vitória (1942), dia 9 – Narra a biografia de George M. Cohan, que foi um
grande ator e autor de “vaudevilles”, empresário e compositor famoso nos Estados Unidos. Mostra episódios da vida do grande artista que, ocupando com suas peças – grandiosas revistas musicais – vários teatros, reinou durante muitos anos na Broadway. Filho de um casal de artistas de origem irlandesa, em companhia de seus pais e de sua irmã, trabalhou desde menino no palco, constituindo “Os quatro Cohans”. Entretanto, já adulto e sonhando com glórias maiores, George M. Cohan dispôs-se a trabalhar sozinho, compondo e montando revistas musicais e canções que se tornaram populares em todo o território estadunidense. James Cagney, famoso em papéis de gângster, surpreende neste musical, arrebatando o Oscar de melhor ator, dirigido por Michael Curtiz, de Casablanca.




Por quem os sinos dobram (1943), dia 16 – Adaptação romântica da novela de Ernest Hemingway sobre a Guerra Civil espanhola. Gary Cooper, em grande forma, é um agente britânico que se alia a um grupo de ciganos, liderados por Katina Paxinou (grega, Oscar de atriz coadjuvante), para explodir uma ponte fortemente protegida pelo exército franquista. Ingrid Bergman vive uma refugiada. E está belíssima como sempre.

Prosa e Verso                   Gervásio Tessaleno Luz

domingo, 13 de outubro de 2013

Pioneiros do cinema catarinense II


Alfredo Baumgarten nasceu em Blumenau a 06 de junho de 1883. Filho de Hermann Baumgarten, vindo da Alemanha, foi o fundador do primeiro jornal da cidade, o “Blumenauer Zeitung” (que iniciou a ser publicado em 1881), na língua alemã. Hermann Baumgarten tinha como grande amigo o Visconde de Taunay, que foi escolhido para ser padrinho de Alfredo.

Como primogênito da Família Baumgarten, Alfredo foi preparado para seguir a profissão do pai, tipógrafo e jornalista. Assim em 1901, Alfredo parte para a Alemanha, a fim de estudar no Liceu de Artes Gráficas de Leipzig, onde permaneceu até 1906. Lá teve seu contato com a fotografia, na qual acabou se especializando, dando início à carreira profissional. Voltou para Blumenau em 1908 e como o fotógrafo da cidade, não havia acontecimento sem a sua presença. Em 1908, Alfredo perde o pai, Hermann Baumgarten. Com a morte do pai, Alfredo viu-se obrigado a assumir o cargo de editor-chefe do “Blumenauer Zeitung” até seu fechamento em 1938, quando o jornal foi fechado em função da 2ª Guerra Mundial, que provocou hostilidades e perseguição aos alemães que viviam no Brasil.

Alfredo foi membro ativo da Ação Integralista Brasileira, partido pelo qual foi eleito vereador em 1934. Baumgartem teve alguns desacordos com pessoas da comunidade, sendo preso em duas ocasiões. Uma em 1920, por não revelar o autor de inflamado artigo em defesa dos padres franciscanos publicados em seu jornal. A segunda prisão ocorreu em função de sua participação na tentativa da tomada de poder pelos integralistas em 1938.

Abaixo um pedido de desculpas em função de uma publicação no Blumenauer Zeitung:

“Chamada Alfredo Baumgarten, em declaração a população
Descrição O Blumenauer Zeitung, de 25 de outubro, publica a seguinte declaração: “Eu, Alfredo Baumgarten, diretor do Jornal “Blumenauer Zeitung”, declaro de minha livre e espontânea vontade, que são absolutamente destituídas de fundamento as acusações feitas em o meu jornal contra o Dr. Luiz de Freitas Melro, delegado da 3ª Região Policial, especialmente ao que se refere aos seus atos de autoridade. Declaro mais que essas acusações não foram de minha autoria, tendo eu nelas consentido em virtude de me achar iludido por elementos outros que, ilaqueando a minha boa fé, pretendiam fazer-me de vil instrumento para vinganças mesquinhas, bem como para consecução de fins subalternos e de baixa política, No que se refere também à expulsão dos anarquistas Koch e Sterneck, me acho plenamente convencido de que são absolutamente aleivosas as imputações feitas ao Sr. Dr. Luiz de Freitas Melro, como autoridade policial, certo como estou de que seus atos foram praticados com o máximo escrúpulo e ditados pelos mais sãos princípios de moralidade. Nestas condições não hesito em trazer de público a minha retratação e o meu protesto contra aqueles que, pretextando falsa amizade, colocaram-me na contingência de confessar em público a minha leviandade na direção de um órgão da imprensa desta cidade. Blumenau, 20 de outubro de 1920, Alfredo Baumgarten, (Firma reconhecida no tabelião interino, Otto Abry)”.

Na descrição do historiador Zeca Pires – “ Foi com seu olhar sensível e seu espírito perfeccionista que Alfredo Baumgarten registrou, através de uma câmera, fosse ela de cinema ou fotográfica, a cidade de Blumenau e seus arredores, sua população e seus personagens, deixando efetivamente, nesta área, sua grande obra “

Assim como Julianelli, Baumgarten registrava o dia-a-dia da cidade , registrou arredores de Blumenau, sua população, seus personagens, deixando uma grande obra, seja através da fotografia ou cinema. Parte do seu acervo que remontam 40 anos, foi perdida devido à má conservação e das grandes enchentes que abalaram Blumenau ao longo dos anos. Existem poucos registros cinematográficos do autor. Zeca Pires relata que algumas fontes pesquisadas sobre Baumgarten dão como início da sua atividade o ano de 1932, porém, foram encontrados quatro filmes revelando registros anteriores que são: Inauguração de ́uma ponte em cimento armado em Indayal (1926), Enchente em Blumenau, novembro de 1927, O Rei da Saxônia em Blumenau, junho de 1928 e Imponentes Comemorações do Centenário da Colonização Alemã em São Pedro de Alcântara no dia 15 de novembro de 1929. 

Alfredo aposentou-se em 1943 e faleceu de morte natural aos 84 anos de idade no dia 17 de novembro de 1967.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Pioneiros do cinema catarinense I

José Julianelli nasceu em São Constantino di Rivoli, na Itália, em 19 de março de 1883, filho de Francisco e de Angela Julianelli. No começo do século chegou ao Rio de Janeiro como mascate em companhia do pai, que retornou pouco tempo depois para a Itália, deixando-o só no Brasil. Julianelli teve que lutar e cedo aprendeu a se virar sozinho e fez de tudo um pouco em sua vida. Iniciou seus empreendimentos comprando um tigre, expondo-o para as multidões que pagavam para ver o animal. Mais tarde com o avanço do negocio Julianelli montou um circo, o “Pavilhão Recreativo”.

Era 1909, visando ampliar seu negócio, o imigrante italiano entrou em contato com a Pathé Frères de Paris e mandou vir um cinematógrafo que passou a funcionar como mais uma atração do Pavilhão, que foi o primeiro no Rio de Janeiro.  Um dos filmes exibidos com frequência por Julianelli foi "A Paixão de Cristo". A fita despertava grande interesse e seu enredo facilitava a compreensão do público através de uma linguagem que estava dando seus primeiros resultados. Tratava-se da projeção de quadros que descreviam os diferentes momentos da vida de Cristo, dividida em sete partes. Alguns anos mais tarde, a Pathé lançou o “Vitaphone”, que já permitia exibir filmes falados, que na verdade era a sincronização do projetor com um gramofone.

Agora o “Pavilhão Recreativo” já era chamado de “Circo de Variedades”, e era iluminada com gás carbureto, uma sensacional novidade para as cidades em que ainda não existia a luz elétrica! Com a aquisição do novo cinematografo, Julianelli resolveu melhorar o sistema de iluminação. Comprou então um motor Aster movido a querosene, com um dínamo de 110 v. Este equipamento era utilizado para iluminar o circo bem como o arco voltaico do projetor.
Foi em Curitiba que Julianelli conheceu e casou-se com a jovem Anna Briss, que seguiu com o companheiro viajando pelo Brasil. Por fim cansado da vida circense,resolveu indenizar os artistas que trabalhavam com ele, entregando-lhes o circo quando se apresentavam em Corupá e partiu para exibições ambulantes nos salões da região.

Com seu espírito empreendedor escolheu para exibir seus filmes o salão da Casa São José, localizado no centro de Blumenau onde hoje está a Loja Havan, mais conhecido como o Castelinho da antiga Loja Moellmann. No início do século, a “Casa São José” (Josephshaus) era um “misto” de salão de baile, bar e hotel.

Com Uma propaganda bem sensacionalista para a época – o convite formulado em português e alemão exibia “Todos ao Teatro São Jose! Ver para crer!”. A exibição de estreia da “Empresa Julianelli” aconteceu no dia 28 de agosto de 1909 quando ele além de exibir filmes alugados de outras empresas fez a exibição de sua própria produção, que filmava e revelava em laboratório que montou para esta finalidade. Munido com uma câmara 35 milímetros, ele passou a documentar eventos sociais, e principalmente, políticos da região do Vale do Itajaí e de Joinville.

Além da Casa São José, o roteiro das sessões de cinema incluía os Salões Hardt de Indaial, Hahn de Timbó, Doell de Passo Manso, Salão Koehler, de Encano e Salão Hoffsess, de Warnow.

As apresentações de Julianelli duraram por muitas décadas, e no dia 11 de dezembro de 1926, ele apresentou em Indaial, o filme de sua autoria onde registrou a inauguração da ponte daquela cidade.
Pena que grande parte da filmografia de Julianelli foi destruída pela má conservação, por fenômenos naturais, como enchentes, ou por questões de natureza política, como deve ter sido a razão da destruição da maioria dos filmes integralistas, queimados na década de 70 pela Polícia Militar de Santa Catarina.

Como cineasta, ele, filmou e deixou para a posteridade memoráveis momentos da história de Blumenau e de Santa Catarina. Fixando residência em Blumenau, cobria os acontecimentos importantes em todo o território catarinense e assim restaram fragmentos em celuloide da inauguração da Ponte dos Arcos em Indaial; os festejos dos 75 anos da fundação de Blumenau, em 1925; de Brusque e Joinville; a inauguração da Ponte Hercílio Luz em Florianópolis; a visita do deputado federal Adolpho Konder a Blumenau, arrolados entre os filmes (cinejornais) mais importantes que ele realizou e que, felizmente, estão preservados. Na época, primeiro quarto do século XX, ninguém mais fazia este tipo de cobertura em Santa Catarina.

Julianelli ficou muito conhecido do Vale do Itajaí, principalmente como cinegrafista ambulante, realizou diversos filmes sonoros na década de 30. Ao que se sabe estes foram vendidos para um paulista, cujo nome se desconhece. Já os filmes mudos foram adquiridos por Marcondes Marchetti, que também adquiriu cartazes, anúncios, fotos e outros objetos da época através dos familiares de Julianelli e conhecidos.

A Cinemateca do Rio de Janeiro possui cópias dos filmes de alguns filmes de Julianelli, que foram restaurados por Valêncio Xavier da Cinemateca de Curitiba, que recuperou filmes originais e os transportou para 16 mm.

Com seu sempre espírito empreendedor  Julianelli transformou a Casa São José na primeira estação rodoviária de Blumenau e montou uma linha de ônibus para transportar passageiros entre Blumenau-Jaraguá e Blumenau-Florianópolis. Adquiriu um caminhão-ônibus Ford D, sem portas e quando havia algum imprevisto ou excesso de passageiros e carga entrava em funcionamento também um Ford-bigode. Às vezes Julianelli fazia uso da garagem do Hotel Holetz para estacionar sua frota.

José Julianelli foi circense, cinegrafista, artista, dono de olaria, dono de fabrica de bebidas e fabricante de remédios a base de ervas, que vendia durante suas andanças como cinegrafista. Mais informações sobre o  empreendedor Jose Julianelli podem ser encontrados em livros da historiadora Edite Kormann e também no livro “Cinema e História” do cineasta catarinense Zeca Pires.


O mascate italiano, naturalizado brasileiro, faleceu em Blumenau aos 88 anos, no dia 18 de maio de 1971, no Hospital Santa Isabel.

filme do julianelli | blumenau 75 anos | 1925

sábado, 21 de setembro de 2013

Herbert Holetz e as Taras de Helena

Morreu o Herbert Holetz, o sujeito mais apaixonado por cinema que conheci.

Aliás, vamos dizer que seja um dos dois: também conheci e conversei com o Walter Mogk, que criou o Cine Mogk e fez ele mesmo, prensando, uma a uma, uma a cada dia, todas as cadeiras do cine que criou.

Conheci o Herbert ainda quando era repórter policial do Santa, há uns 30 anos. Ele era gerente do Cine Bush.

Holetz era um sujeito sério, como todo bom alemão da época, mas eu fazia piadas com ele sobre as pornochanchadas que o Cine Bush passava nos horários tardios. “Ô Holetz, fui levar minha mãe no cinema à meia noite de sábado e estava passando As Freiras Devassas. Isso é uma afronta à moral e aos bons costumes”.

Holetz sempre vinha me cumprimentar e eu aproveitava para brincar com ele: “Holetz, a gente podia produzir um filme eu e tu. Coisa de altíssimo nível, melhor que os filmes do Ingmar Bergman. Vai se chamar As taras de Helena”.


Acabamos ficando amigos.
Alguns jornalistas da época pediam cortesia para o cinema, ou furavam a fila e entravam com a carteira de imprensa.

Ressalte-se de que isso era como fumar, era algo aceito, visto com naturalidade. Era uma espécie de direito adquirido da imprensa.

Mas eu era burro, meio turrão. Me recusava a fazer isso. Ficava na fila e pagava como todo mundo.

Holetz me dava ingressos de vez em quando. Nunca pedi e acabava passando-os a alguém.
Quando ia ao Cine Bush, eu ficava na fila.

Uma ou duas vezes o próprio Holetz veio me pegar pelo braço no meio da fila: “Já falei que tu não precisa pagar”.

Bem, aí eu entrava, mas a culpa era dele…

Grande Holetz, um sujeito pacato, com grande conhecimento de cinema, mas sem ser esnobe nem chato.


Se eu o reencontrar um dia, o Holetz que se prepare: ainda não desisti de filmar com ele “As Taras de Helena”.

Autor: Carlos Tonet

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Familiares e amigos se despedem do cinéfilo Herbet Holetz, que morreu na madrugada desta quinta, em Blumenau

Familiares e amigos se despedem do cinéfilo Herbet Holetz, que morreu na madrugada desta quinta, em Blumenau. O Corpo está sendo velado na capela mortuária da Paróquia Luterana, no Centro, e o enterro será às 16h
Familiares, amigos, colegas de profissão, artistas e figuras da cultura blumenauense prestam uma última homenagem a Herbert Holetz, que morreu na madrugada desta quinta-feira, em Blumenau, aos 78 anos. Na capela mortuária da Paróquia Luterana, no Centro da cidade, as lágrimas se misturam aos sorrisos quando as lembranças do cinéfilo vêm à tona.

_ Ele tomava café, almoçava e jantava cinema. Era um apaixonado. Quando dormia, Holetz sonhava com os personagens dos seus filmes favoritos _ diz o escritor e jornalista Gervásio Luz, amigo de Holetz.

O enterro será às 16h30min, no cemitério da paróquia. Holetz estava internado há 15 dias no Hospital Santa Catarina, depois de sofrer um AVC durante uma cirurgia para reparar a quebra do fêmur. Ele deixa a esposa, Lori, com quem era casado há mais de 50 anos, três filhos e quatro netos.


Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA

Foto:  Gilmar de Souza  /  Agência RBS