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sábado, 7 de dezembro de 2013

Este Mundo é um Hospício em DVD da Versátil

Eleito pelo American Film Institute como uma das 100 melhores comédias de todos os tempos “Este Mundo é um Hospício” (Arsenic and Old Lace) é ainda uma das melhores comédias de humor negro. Baseada no romance homônimo de Kesselring e realizado pelo grande mestre, Frank Capra.

A trama se passa no Brooklyn, Nova York, 1941. Em uma pequena casa próxima a um cemitério vivem duas gentis e doces senhoras, Martha (Jean Adair) e Abby Brewster (Josephine Hull), que desenvolveram um péssimo hábito: matar velhos solitários. Elas acreditam que isto seja um ato de caridade com suas vítimas. O sobrinho delas, Mortimer (Cary Grant), um crítico dramático e ferrenho opositor da instituição do casamento que, de uma hora
para outra, se vê casado com uma bela loura Elaine Harper (Priscilla Lane), não tem a menor ideia dos "atos humanitários" de suas tias. Para sumir com os corpos dos velhinhos, Martha e Abby resolveram o problema iludindo um sobrinho pirado, Teddy (John Alexander), que pensa que é Teddy Roosevelt, pois dizem para ele que vai para o Panamá cavar outra "comporta" para o canal. Esta "comporta" fica no porão e lá os corpos são enterrados. Após Mortimer descobrir as artimanhas de suas delicadas e bondosas tias, vemos desfilar na tela situações cada vez mais engraçadas.

“Este Mundo é um Hospício” é a comédia mais amalucada das comédias do grande Frank Capra. Uma absoluta screwball comedy, para usar o termo que definia o tipo de filme que dava mais importância ao riso, à gargalhada, que à racionalidade, à lógica, à verossimilhança.

O filme foi filmado em apenas quatro semanas, em um único cenário – uma casa ampla no Brooklyn. A obra já era uma consagrada peça da Broadway, em Nova York. Capra realizou mais um grande trabalho de sua vitoriosa carreira, contando ainda com a bela fotografia de Sol Polito e a magnífica trilha sonora do genial Max Steiner.

O elenco, como um todo, está soberbo. Mas Cary Grant é o maior nome a ser destacado, muito embora, ele esteja exagerado em algumas cenas, fazendo caras e bocas. O próprio Cary considerava a sua atuação nesse filme uma das piores de sua carreira, e muitas vezes chamou este de o menos favorito de seus filmes.

Capra o homem dos filmes idealistas, declarou em sua autobiografia “Nada de grande documento social para salvar o mundo, nada de discussão sobre o destino trágico de John Doe. Nada a não ser o velho e bom teatro – uma comédia louca, desopilante, em torno de uma série de assassinatos. Deixei as rédeas com meus atores, e eles se entregaram de coração à alegria – era uma disputa para ver quem eclipsava o outro em verve e fantasia.”.

Outra grande piada do filme, é a dupla vivida por Jonathan Brewster (Raymond Massey) e o Dr.. Einstein (Peter Lorre), um assassino serial e seu cirurgião plástico sempre de plantão, que irrompem na sala das serenas, doces, suaves irmãs Brewster, tias do doidão. O Dr.. Einstein muda o rosto de Jonathan a cada mês, para que ele possa escapar da polícia – mas como o Dr. Einstein bebe um pouco acima da conta, assim os remendos que fez no rosto do pobre Jonathan o deixam igualzinho ao Frankenstein dos filmes de terror da Universal dos anos 30. E então todo mundo que vê Jonathan o acha parecido com Boris Karloff – o que é uma piada absolutamente deliciosa, mesmo que seja repetida algumas vezes.

Fiz esta critica em cima do DVD lançado pela Versátil Home Video, que apresenta o filme com uma belíssima imagem em preto e branco no formato 1.33:1 Fullscreen e com áudio 2.0 em inglês e legendas em nosso idioma. Como extras temos o trailer de cinema e um resumo de Capra intitulado “Vida e obra de Capra”.

Livraria Catarinense


quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Fausto (1926) – Coleção Folha Grandes Livros no Cinema

Hoje vou falar sobre outro lançamento da parceria Folha de São Paulo/ Versátil Home Vídeo, o fascículo de nro.15, que nos traz o filme de 1926 – Fausto (Faust - Eine Deutsche Volkssage) baseado na obra de Goethe.

O filme com Mefistófeles fazendo uma aposta com um Anjo, dizendo-se capaz de corromper a alma de Fausto, afim de dominar o Mundo. Mefisto então lança uma praga sobre a terra, e Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistófeles, e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana.

Este foi o ultimo filme dirigido por Friedrich Wilhelm  Murnau (1888 – 1931), ou simplesmente F. W. Murnau, em sua terra natal a Alemanha, quando emigrou para Hollywood.

Fausto por não ser tão conhecido como outras obras do diretor, como, Nosferatu, Uma Sinfonia de Horrores (Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens), de 1922, ou o aclamado Aurora (Sunrise) de 1927, mas é uma importante obra do cinema mudo e expressionista alemão, bem como do movimento Kammerspiel,  cujas principais características são: - Filmes com estética mais realista. - Roteiros com poucos diálogos. - Ao contrário do caligarismo, privilegia cenários mais realistas, mas sem abandonar aspectos subjetivos em sua concepção. - Iluminação sofisticada e movimentação de câmera mais rebuscada.

Fausto situa sua ação no final da Idade Média e Murnau concebe uma atmosfera mística a partir dos contrastes de iluminação, que remetem à pinturas de Rembrandt, ou seja o que vemos na tela são imagens de espantosa beleza. Murnau “imprime a cada uma dessas imagens, armando ao longo de cada cena uma sinfonia em que luz e sombras compõem um campo de batalha.” (Inácio Araujo, na Folha, 17/10/1993), caro leitor, devemos levar em conta que o filme foi feito em 1926.

O filme conta com nomes como Emil Jannings (Mefistófeles), o grande ator suíço, muito lembrado pelo clássico O Anjo Azul (Der Blaue Engel).onde trabalhou com Marlene Dietrich, que aqui mostra sua origem teatral e teve uma carreira promissora também em Hollywood terminada quando os filmes sonoros fizeram de seu forte sotaque alemão difícil de entender. Outro nome que se tornou famoso é o ator e posterior diretor William Dieterle, que se destacou em Hollywood na direção de filmes como A História de Louis Pasteur, Emile Zola e O Retrato de Jennie, que aqui vive o papel do jovem Valentin.

Bom, vamos falar do DVD. Esta edição esta infinitamente superior a do DVD lançado pela Continental que tinha uma qualidade de imagem ruim e como extra trazia de forma estática a Biografia de Emil Jannings e F.W. Murnau e uma coleção de fotos “ditas” raras. Já o DVD Folha/Versátil traz uma versão restaurada pela Friedrich Wilhelm  Murnau Stiftung . Quanto ao áudio, uma vez que este é um filme mudo, temos duas opções de trilha de fundo  sendo uma  a nova trilha sonora de Mont Alto em dolby digital 5.1 ou Perez de Azpeitia(piano) baseado na trilha de 1926, esta em dolby digital 2.0.


Como extra temos um ótimo documentário intitulado “Fausto, a linguagem das Sombras” de 52 min. que fala sobre o diretor e sua saga para produzir Fausto.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

A Queda da Casa de Usher - Coleção Folha Grandes Livros no Cinema

Hoje vou falar sobre um dos fascículos da bela coleção lançada pela Folha de São Paulo em parceria com a sempre excelente Versátil Home Vídeo, intitulada Coleção Folha Grandes Livros no Cinema composta de 25 livros DVDs com filmes adaptados de obras literárias dos mais importantes escritores.

O Fascículo em questão é o de nro. 13 que nos trás o filme de 1960 “A Queda da Casa de Usher” ou “Solar Maldito” como ficou conhecido no Brasil na época do seu lançamento.
“A Queda da Casa de Usher” é o primeiro dos muitos filmes da parceria bem sucedidas entre o diretor Roger Corman e o ator Vincent Price, nas adaptações das obras do escritor americano Edgar Allan Poe para as telas de cinema. E o conto escolhido para esse debute foi A Queda da Casa de Usher.

Produzido pela American International Pictures companhia cinematográfica fundada por James H. Nicholson, Samuel Z. Arkoff.O objetivo inicial desta era produzir filmes independentes, de baixo orçamento e geralmente destinados ao público adolescente. Mas no início da década de 1960, AIP investiu na combinação Roger Corman, Vincent Price e os contos de Edgar Allan Poe o que resultou numa série de filmes horror de marcante visual. A produção teve como parceira da AIP o estúdio britânico Hammer, especializado no gênero horror e que tornara conhecidos os atores Peter Cushing e Christopher Lee.

A primeira ideia, geralmente atribuída a Corman, era pegar o conto de Poe "A Queda da Casa de Usher", que tinha um título conhecido e os direitos autorais em domínio público e expandi-lo para um filme. Corman convenceu o Estúdio a lhe dar o orçamento suficiente para produzir o filme colorido, em Cinemascope (uma novidade para a época) e com cenários requintados. O sucesso deste primeiro filme fez com que a AIP aprovasse financiamentos para outras adaptações cinematográficas das histórias de Poe, e desta dobradinha Corman/ Price foram produzidas as melhores adaptações de Poe para o cinema. Além “A Queda da Casa de Usher”, os dois também foram responsáveis por “A Mansão do Terror”, “Muralhas do Pavor”, “O Castelo Assombrado”, “O Corvo”, “A Orgia da Morte” e “O Túmulo Sinistro”.

Este foi o filme que estabeleceu a fórmula básica que seria utilizada por Corman nos próximos filmes de Poe: a filmagem em Cinemascope, a preocupação com a construção cenográfica de época, a indumentária, o apelo teatral e a utilização do Technicolor para dar vivacidade às cenas.  E tratando-se de roteiro, os contos de Poe são usados como pano de fundo com uma liberdade maior criativa na construção de subtramas maniqueístas, sempre colocando um personagem puro e bem intencionado, vindo de fora, dentro em um ambiente vil e sinistro comandado pelo monstro do gênero do horror que é Price, que nos da mais uma extraordinária atuação  de Price, gerando um conflito iminente entre o bem e o mal.

O filme inicia com a chegada de um jovem a Mansão Usher em busca de sua noiva, o que desperta o ódio de seu enigmático proprietário, que guarda a irmã como prisioneira do passado. Aos poucos somos envolvidos em uma trama onde se misturam maldição familiar e delírios mórbidos que tomam conta do ambiente e que leva seus personagens a perderem a razão.

O filme conta com roteiro escrito por uma das mais geniais mentes de Hollywood, Richard Matheson, o mesmo de Eu Sou A Lenda, O Incrível Homem que Encolheu, Ecos do Além e Em Algum Lugar do Passado, entre outros.

O DVD, ou melhor, dvdbook lançado pela Folha/Versátil é uma joia para colecionadores como eu, além de trazer o filme na versão Widescreen Anamórfico 2.35:1 e em belíssima copia que conserva toda a beleza do Technicolor. E mais, para minha surpresa descobri nos extras uma versão de 1928 do mesmo filme, obra-prima da vanguarda francesa, dirigido pelo visionário Jean Epstein e tendo como assistente de direção Luis Buñuel.

Imperdível.

domingo, 25 de agosto de 2013

Fanny e Alexander - Edição de Colecionador em Blu-ray

A Versátil Home Vídeo trouxe mais uma joia para os cinéfilos ao lançar Fanny e Alexander  em

Blu-ray numa belíssima edição de colecionador.  Bergman tinha 74 anos quando fez este seu último grande filme e Fanny e Alexander foi concebido como um testamento, um resumo de toda sua obra (onde ele aborda temas falando de infância, família, religião, teatro e até Deus), estranhamente é um filme leve e otimista, podemos dizer que Bergman estava de bem com o mundo.

Fanny e Alexander foi lançado em 1982 e pensado para ser uma espécie de despedida uma vez que quando o fez ,Ingmar Bergman, estava então com 64 anos. De fato, apesar de ter morrido apenas em 2008, ele não voltaria a dirigir longas metragens para o cinema – apenas peças teatrais e filmes para a televisão – o filme é, ao mesmo tempo, uma síntese de sua obra monumental e um mergulho na subjetividade do artista.
Vencedor de quatro Oscars em 1983 – melhor filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino e indicado ainda como direção e roteiro –, Fanny e Alexander tem a peculiaridade de ser uma superprodução requintada, suntuosa, mas também uma obra intimista, muito pessoal quase autobiográfica.

A História se passa na Suécia, no inicio do século XX onde somos apresentados ao menino Alexander (Bertil Guve) que seria um alter ego de Bergman: descendente de uma família de artistas de teatro, alegre, barulhenta e muito expressiva, ele vê sua vida se transformar, de uma hora para outra, com a morte do pai.
Desolada e perdida com a perda, a mãe do garoto e de sua irmã mais nova, a doce Fanny, se casa um tanto às pressas com um rígido e opressivo pastor luterano, que acaba servindo às crianças como algoz. Um contraponto em forma de padrasto ao ambiente idílico, criativo e livre em que eles viviam antes.

A historia se desenrola pelos olhos e o ponto de vista de um garoto de dez anos, Alexander e sua irmã, Fanny, de oito. São obsessões, ódios, erros e arrependimentos, hipocrisia que marcam a vida deles. Não é um filme fácil nem de analisar, nem de resumir. É um compêndio de diversos temas que Bergman abordou em sua obra, de suas neuroses, alegrias, exuberância, dor e tormento.

Esta edição vem com  vários extras:

- Diário de uma Filmagem – imperdível que retrata em detalhes os bastidores da produção (110 min.)
- Bergman Dá Adeus ao Cinema (59 min.)
- Uma Tapeçaria Bergmaniana (39 min.)

Link para compra: http://www.livrariascuritiba.com.br/blu-ray-fanny-e-alexander-edicao-definitiva-2-bds,product,AV089648,2777.aspx

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lola Montès em versão restaurada

A Versátil lançou no mercado uma magnífica versão restaurada do mestre Max Ophüls, seu canto do cisne – Lola Montès (1955).

O filme acompanha a história de Lola Montès (1821-1861), uma dançarina e cortesã do século XIX. Lola Montès, interpretada por Martine Carol conta a história de seus numerosos romances escandalosos, principalmente com o compositor Franz Liszt e com o Rei Ludwig I da Baviera.



Ophüls nos conta a história de Lola através do cenário do circo onde ela passa o fim de sua vida como performer e através de vários flashbacks.
Ophüls foi duramente criticado pelo uso de flashbacks o que fez o filme ir mal nas bilheterias. Em resposta, os produtores suprimirão varias tomadas do filme e chegaram  a remonta-lo em favor de um enredo em ordem mais cronológica, contra a vontade do diretor.
De acordo com o critico Roger Ebert, uma "versão barbaramente massacrado estava em circulação há alguns anos", após a morte de Ophüls.

Versões restauradas do filme foram exibidas no New York Film Festival em 1963 e 1968, mas ainda tinha-se a certeza que ainda não se tinha a obra como planejada por Ophüls, uma vez  que certos elementos continuavam desaparecidos e acreditava-se que estavam perdidos.

Mas após descoberta das filmagens perdidas, consegui-se montar uma nova versão editado de acordo com as intenções originais de Ophul. O filme foi reparado por Martina Müller e Werner Dutsch.Ele foi exibido no Festival de Cinema de Nova Iorque, na versão restaurada em 26 de setembro de 2008.

Esta nova versão de Lola Montes lançada pela Rialto Pictures nos traz o filme completamente  restaurado, em versão widescreen e com cinco minutos de cenas adicionais nunca antes mostrados em qualquer lançamento nos EUA.

Assista e entenda porque este melodrama de impressionante beleza visual foi considerado uma obra- prima absoluta entre críticos e cineastas de todo o mundo, como Roberto Rossellini, Stanley Kubrick e François Truffaut.

A Versátil nos traz esta versão belamente restaurada e com vários extras: O making of de Lola Montès (70 min.), Trailer da versão restaurada, Featurette com a atriz Martine Carol, Vida e Obra de Max Ophüls.


Peça que deve estar na estante de todo colecionador amante da sétima 
arte.




domingo, 18 de agosto de 2013

Lançada em DVD pela Versátil os seis filmes do clássico japonês "Lobo Solitário"

Publicado originalmente nos anos 70 ( entre 1970 e 1976), o mangá Lobo Solitário  é uma criação do roteirista Kazuo Koike (um dos mais famosos escritores de HQs japonês, autor de sucessos como Crying Freeman) e do veterano ilustrador Goseki Kojima desta que é uma das mais importantes obras de histórias em quadrinhos de toda a história dessa mídia.No Brasil a Editora Panini Comics foi responsavel pela publicação dos 28 volumes da HQ.

A historia se passa no Japão do século XVII, isto é, no chamado período Edo e conta a saga de Itto Ogami que tem o cargo de kaishakunin, que quer dizer “o executor do imperador”, uma figura temida e odiada por quase todos os senhores feudais. Por meio de uma falsa denúncia de traição do clã Yagyu faz com que ele caia em desgraça. Assim, toda a sua família, inclusive a esposa é executada e, por isso, ele vagueia pelo país com seu filhinho recém-nascido, Daigoro, em busca de vingança. Este é o inicio da saga de um ronin, ou seja, um samurai sem mestre que se tornou assassino: um kozuri, e que envolve traições, honra, família e filosofia samurai. 

Todos os 6 filmes são protagonizados por Tomisaburo Wakayama,e foram  produzidos entre 1972 e 1974 é e clara sua influencia em muita gente de cinema como Quentin Tarantino, Frank Miller, John Carpenter ¸ além de ter inspirado outros filmes, como Estrada para Perdição e o recente Wolverine Imortal do diretor James Mangold.

Em Lobo Solitário temos todos os elementos que Kurosawa condensou em Os sete samurais para criar a ação do filme - câmera-lenta, zoom, cortes rebuscados - são transpostos com muito êxito para o papel. Analisando os filmes em mais profundidade podemos identificar uma notável influência de Sergio Leone e Sam Peckinpah nos frequentes duelos e massacres, só que com muito mais sangue, o que nos remete a Tarantino. Não poderia ser diferente, uma vez que para ser fiel ao roteiro das revistas implica em realizar um filme tão absurdamente violento, que muitas vezes chega a beirar o cômico. Mesmo tratando o material com seriedade, é impossível manter o tom do gibi e, vez ou outra, o realismo descamba para o ridículo. Ainda assim, a saga é boa e faz jus a uma das HQs mais importantes de todos os tempos.

Nos seis filmes que compõem a serie, vamos encontrar dos os trejeitos de cinema B, o que se justifica levando em conta que os mesmos foram realizados no pequeno espaço de apenas três anos, ou seja, vapt-vupt. Isso significa resumir mais de oito mil páginas e cento e quarenta capítulos, dando coerência a eventos que são desenvolvidos vagarosamente nas revistas. Mas o grosso da história do samurai Itto Ogami está lá.




Agora graças a uma caprichada edição de colecionador é lançada em DVD pela Versátil a série completa e inédita com os seis filmes do “Lobo Solitário” numa caixa com 3 discos, esta disponível para ser vista e revista, buscando a influencia da mesma em diretores e filmes do mercado ocidental.






Para comprar: http://www.livrariascuritiba.com.br/dvd-lobo-solitario-tomisaburo-wakayama-3-dvds,product,AV093003,2763.aspx