Mostrando postagens com marcador James Mangold.. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador James Mangold.. Mostrar todas as postagens

domingo, 18 de agosto de 2013

Lançada em DVD pela Versátil os seis filmes do clássico japonês "Lobo Solitário"

Publicado originalmente nos anos 70 ( entre 1970 e 1976), o mangá Lobo Solitário  é uma criação do roteirista Kazuo Koike (um dos mais famosos escritores de HQs japonês, autor de sucessos como Crying Freeman) e do veterano ilustrador Goseki Kojima desta que é uma das mais importantes obras de histórias em quadrinhos de toda a história dessa mídia.No Brasil a Editora Panini Comics foi responsavel pela publicação dos 28 volumes da HQ.

A historia se passa no Japão do século XVII, isto é, no chamado período Edo e conta a saga de Itto Ogami que tem o cargo de kaishakunin, que quer dizer “o executor do imperador”, uma figura temida e odiada por quase todos os senhores feudais. Por meio de uma falsa denúncia de traição do clã Yagyu faz com que ele caia em desgraça. Assim, toda a sua família, inclusive a esposa é executada e, por isso, ele vagueia pelo país com seu filhinho recém-nascido, Daigoro, em busca de vingança. Este é o inicio da saga de um ronin, ou seja, um samurai sem mestre que se tornou assassino: um kozuri, e que envolve traições, honra, família e filosofia samurai. 

Todos os 6 filmes são protagonizados por Tomisaburo Wakayama,e foram  produzidos entre 1972 e 1974 é e clara sua influencia em muita gente de cinema como Quentin Tarantino, Frank Miller, John Carpenter ¸ além de ter inspirado outros filmes, como Estrada para Perdição e o recente Wolverine Imortal do diretor James Mangold.

Em Lobo Solitário temos todos os elementos que Kurosawa condensou em Os sete samurais para criar a ação do filme - câmera-lenta, zoom, cortes rebuscados - são transpostos com muito êxito para o papel. Analisando os filmes em mais profundidade podemos identificar uma notável influência de Sergio Leone e Sam Peckinpah nos frequentes duelos e massacres, só que com muito mais sangue, o que nos remete a Tarantino. Não poderia ser diferente, uma vez que para ser fiel ao roteiro das revistas implica em realizar um filme tão absurdamente violento, que muitas vezes chega a beirar o cômico. Mesmo tratando o material com seriedade, é impossível manter o tom do gibi e, vez ou outra, o realismo descamba para o ridículo. Ainda assim, a saga é boa e faz jus a uma das HQs mais importantes de todos os tempos.

Nos seis filmes que compõem a serie, vamos encontrar dos os trejeitos de cinema B, o que se justifica levando em conta que os mesmos foram realizados no pequeno espaço de apenas três anos, ou seja, vapt-vupt. Isso significa resumir mais de oito mil páginas e cento e quarenta capítulos, dando coerência a eventos que são desenvolvidos vagarosamente nas revistas. Mas o grosso da história do samurai Itto Ogami está lá.




Agora graças a uma caprichada edição de colecionador é lançada em DVD pela Versátil a série completa e inédita com os seis filmes do “Lobo Solitário” numa caixa com 3 discos, esta disponível para ser vista e revista, buscando a influencia da mesma em diretores e filmes do mercado ocidental.






Para comprar: http://www.livrariascuritiba.com.br/dvd-lobo-solitario-tomisaburo-wakayama-3-dvds,product,AV093003,2763.aspx