sexta-feira, 20 de setembro de 2013

HERBERT HOLETZ - O CINEMA PERDEU UM ENTUSIASTA!

"É com grande pesar que comunico o falecimento de meu pai, Herbert Holetz. O corpo está sendo velado na Igreja Luterana Centro e o sepultamento será às 16h30min".
 A mensagem objetiva chegou coberta de dor a esta página, assinada por Jorge Holetz e Família. Eram 4h15min desta quinta-feira, 19 de setembro de 2013, marcando o fim da trajetória terrena de um grande entusiasta da arte cinematográfica. Ele vivia em Blumenau, Santa Catarina, onde começou como lanterninha em 1953 e chegou à gerência de salas de exibição, e permaneceu nesta função por mais de quatro décadas. Gerenciou cinemas em Blumenau, Joinville e Gaspar. Foi divulgador do cinema brasileiro, como destacou Tessaleno: "O seu Cinearte, 10 anos de existência, fincado na Fundação Cultural de Blumenau, principia todo ano com produções nacionais". Sua vida inspirou a jornalista Magali Moser a escrever a biografia "A Vida Pelo Cinema – Herbert Holetz entre a realidade e a ficção" (Blumenau: Nova Letra, 2006), ponto de partida para o documentário "A história do cinema em Blumenau". Segundo Tessaleno: "Vale a pena. É um registro (sério) provando que também, nós do Vale, fomos pioneiros na Sétima Arte" (Jornal Metas, Gaspar, 23/09/2006).Tive o privilégio de conhecer Herbert Holetz há alguns anos, na Fundação Cultural de Blumenau, levado por meu amigo professor e jornalista Gervásio Tessaleno Luz. Alma generosa, Holetz nos atendeu com simpatia, trocamos experiências e materiais que hoje fazem parte do meu acervo sobre as séries de cinema e TV "O Planeta dos Macacos", e para o Museu do Cinema de Blumenau, que ele estava organizando, levei algumas preciosidades sobre o cinema produzido em Santa Catarina. Vai com Deus, Holetz! Muito obrigado!

Saulo Adami
Escritor

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

HOMENAGEM A HERBERT HOLETZ, DEFENSOR DO CINEMA BLUMENAUENSE

Faleceu nesta madrugada o cinéfilo blumenauense Herbert Holetz. Apaixonado pela sétima arte, foi um dos maiores defensores do cinema em Blumenau, atuando durante toda a sua vida para nutrir e divulgar a paixão da cidade pela cultura. Holetz faleceu esta madrugada, dia 19 de setembro, aos 78 anos.

Ainda criança, descobriu sua paixão ao assistir, acompanhado de sua mãe e seus irmãos, sessões de “O Gordo e o Magro”, “Tarzan” e os desenhos animados de Walt Disney. Já na adolescência, conheceu Reynaldo Olegário, gerente do Cine Garcia, que lhe ensinou os segredos da sétima arte. Para poder assistir ao máximo de filmes possível, fez uma parceria com o cinema: auxiliava o púbico para situá-los em suas poltronas e, em troca, assistia ao longa-metragem.

Esta paixão cresceu se desenvolveu, e se refletiu diretamente em sua vida profissional. De lanterninha, Holetz passou à gerência do Cine Busch, onde atuou por mais de 40 anos. Após o fechamento do cinema, passou a colaborar como voluntário na Fundação Cultural de Blumenau. Doou filmes em película, cartazes, filmadoras e projetores. Para organizá-los, trabalhou voluntariamente no arquivo histórico durante sete anos, até que passou a ser contratado para iniciar o projeto Cine Arte da Fundação Cultural. O projeto segue firme há 10 anos, ainda mantendo a programação idealizada por Herbert Holetz.


Em sua despedida, a Prefeitura de Blumenau e a Fundação Cultural relembram a bela trajetória do querido senhor Holetz, cuja vida foi permeada pelas histórias da grande tela. Fica a lembrança e o agradecimento a este homem que sempre colocou a generosidade e a gentileza em cada pequeno gesto, deixando sua marca na história de Blumenau e compartilhando seu patrimônio mais precioso: a cultura.

Autor: Fábio Ricardo

Familiares e amigos se despedem do cinéfilo Herbet Holetz, que morreu na madrugada desta quinta, em Blumenau

Familiares e amigos se despedem do cinéfilo Herbet Holetz, que morreu na madrugada desta quinta, em Blumenau. O Corpo está sendo velado na capela mortuária da Paróquia Luterana, no Centro, e o enterro será às 16h
Familiares, amigos, colegas de profissão, artistas e figuras da cultura blumenauense prestam uma última homenagem a Herbert Holetz, que morreu na madrugada desta quinta-feira, em Blumenau, aos 78 anos. Na capela mortuária da Paróquia Luterana, no Centro da cidade, as lágrimas se misturam aos sorrisos quando as lembranças do cinéfilo vêm à tona.

_ Ele tomava café, almoçava e jantava cinema. Era um apaixonado. Quando dormia, Holetz sonhava com os personagens dos seus filmes favoritos _ diz o escritor e jornalista Gervásio Luz, amigo de Holetz.

O enterro será às 16h30min, no cemitério da paróquia. Holetz estava internado há 15 dias no Hospital Santa Catarina, depois de sofrer um AVC durante uma cirurgia para reparar a quebra do fêmur. Ele deixa a esposa, Lori, com quem era casado há mais de 50 anos, três filhos e quatro netos.


Fonte: JORNAL DE SANTA CATARINA

Foto:  Gilmar de Souza  /  Agência RBS

Morre Herbert Holetz, defensor da sétima arte em Blumenau

Morreu nesta madrugada, à 1h10min, em Blumenau, Herbert Holetz, aos 78 anos. Defensor da sétima arte na cidade, o corpo está sendo velado na Paróquia Luterana, ao lado do Hospital Santa Catarina, no Centro. O enterro será no mesmo local, às 16h30min.


O cinéfilo blumenauense se dedicava ao Cinearte, na Fundação Cultural de Blumenau, mas estava afastado desde 2012, após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC), que o deixou bastante debilitado. Ele estava há 15 dias internado no Hospital Santa Catarina. Deixa a esposa, Lori Holetz, com quem era casado há mais de 50 anos, três filhos e quatro netos.


A relação dele com o cinema começou nos anos 1940, no Cine Busch, em Blumenau. De menino apaixonado pelas imagens, Holetz passou a trabalhar no cinema como lanterninha em 1953. Passou por várias funções até chegar à gerência. Escreveu artigos para jornais da região e foi um dos criadores do Cineclube. Mantinha um arquivo com mais de 2 mil fotos e cartazes e 400 livros.

Fonte:JORNAL DE SANTA CATARINA
Foto:  Jandyr Nascimento  /  Agencia RBS

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Brasil no Cinearte da Fundação Cultural de Blumenau

Coluna Prosa e Verso para o dia 24 de agosto

Gervásio Tessaleno Luz


Como gerente de cinemas em Blumenau, Joinville e Gaspar, Herbert Holetz sempre divulgou o cinema brasileiro. O seu Cinearte, 10 anos de existência, fincado na Fundação Cultural de Blumenau, principia todo ano com produções nacionais. Agora, em setembro, teríamos 5 filmes. Ninguém se lembrou de que na segunda-feira, dia 2, comemoram-se 136 anos de fundação de Blumenau. É feriado e, portanto foi cancelada a exibição de Memórias póstumas. Ficam então:

O Estômago (2008, coprodução com a Itália), dia 9 – Raimundo Nonato acaba de chegar a São Paulo, vindo do Nordeste. Ele não tem onde ficar. Sem dinheiro algum, vai trabalhar num boteco. Começa a revelar sua verdadeira aptidão: a culinária. Num restaurante italiano, reconhecidos seus dotes de cozinha, vê seu espaço crescer cada vez mais. Esta produção, colorida, abiscoitou 14 prêmios internacionais.

Deus é Brasileiro (2002), dia 16 – Cansado de tantos erros cometidos pela humanidade, decepcionado com essa sua criação tão cheia de defeitos, Deus resolve tirar umas férias dela, retirando-se por uns tempos para as estrelas distantes, a fim de descansar de seus aborrecimentos com o ser humano. Para isso, ele precisa de um santo que se ocupe com suas obrigações para com a humanidade, enquanto sai de férias. Seu guia no Brasil será Taoca (Wagner Moura), um esperto borracheiro e pescador que vê nesse encontro com Deus uma oportunidade para resolver seus problemas materiais. Antônio Fagundes acerta como um Deus velho e impaciente. Em cores.

O Pagador de Promessas (1962), dia 23 – Para que seu burrico de estimação se recupere de acidente, camponês tenta cumprir promessa de carregar cruz até o altar de Santa Bárbara, em Salvador. Enfrenta, porém, a oposição do vigário e de outras autoridades. Crítica aos políticos, à Igreja Católica. à polícia e à imprensa, a peça de Dias Gomes recebe um tratamento dramático que mantém vivas a força dos personagens e a discussão sobre a influência da religião na sociedade. Palma de Ouro em Cannes. Direção de Anselmo Duarte, com Glória Menezes, Leonardo Villar e Norma Bengell, no papel da prostituta Marli. Depois deste filme, Norminha participou de produções francesas, italianas e norte-americanas.

Tico-tico no Fubá (1952), dia 30 - Biografia romanceada do compositor paulista Zequinha de Abreu (Anselmo Duarte). O diretor, o italiano Adolfo Celi tornou-se ator internacional. Viveu o vilão que incomodou James Bond (Sean Connery) em 007 contra a chantagem atômica (1965). Em preto-e-branco, como o filme anterior.


domingo, 25 de agosto de 2013

Fanny e Alexander - Edição de Colecionador em Blu-ray

A Versátil Home Vídeo trouxe mais uma joia para os cinéfilos ao lançar Fanny e Alexander  em

Blu-ray numa belíssima edição de colecionador.  Bergman tinha 74 anos quando fez este seu último grande filme e Fanny e Alexander foi concebido como um testamento, um resumo de toda sua obra (onde ele aborda temas falando de infância, família, religião, teatro e até Deus), estranhamente é um filme leve e otimista, podemos dizer que Bergman estava de bem com o mundo.

Fanny e Alexander foi lançado em 1982 e pensado para ser uma espécie de despedida uma vez que quando o fez ,Ingmar Bergman, estava então com 64 anos. De fato, apesar de ter morrido apenas em 2008, ele não voltaria a dirigir longas metragens para o cinema – apenas peças teatrais e filmes para a televisão – o filme é, ao mesmo tempo, uma síntese de sua obra monumental e um mergulho na subjetividade do artista.
Vencedor de quatro Oscars em 1983 – melhor filme estrangeiro, fotografia, direção de arte e figurino e indicado ainda como direção e roteiro –, Fanny e Alexander tem a peculiaridade de ser uma superprodução requintada, suntuosa, mas também uma obra intimista, muito pessoal quase autobiográfica.

A História se passa na Suécia, no inicio do século XX onde somos apresentados ao menino Alexander (Bertil Guve) que seria um alter ego de Bergman: descendente de uma família de artistas de teatro, alegre, barulhenta e muito expressiva, ele vê sua vida se transformar, de uma hora para outra, com a morte do pai.
Desolada e perdida com a perda, a mãe do garoto e de sua irmã mais nova, a doce Fanny, se casa um tanto às pressas com um rígido e opressivo pastor luterano, que acaba servindo às crianças como algoz. Um contraponto em forma de padrasto ao ambiente idílico, criativo e livre em que eles viviam antes.

A historia se desenrola pelos olhos e o ponto de vista de um garoto de dez anos, Alexander e sua irmã, Fanny, de oito. São obsessões, ódios, erros e arrependimentos, hipocrisia que marcam a vida deles. Não é um filme fácil nem de analisar, nem de resumir. É um compêndio de diversos temas que Bergman abordou em sua obra, de suas neuroses, alegrias, exuberância, dor e tormento.

Esta edição vem com  vários extras:

- Diário de uma Filmagem – imperdível que retrata em detalhes os bastidores da produção (110 min.)
- Bergman Dá Adeus ao Cinema (59 min.)
- Uma Tapeçaria Bergmaniana (39 min.)

Link para compra: http://www.livrariascuritiba.com.br/blu-ray-fanny-e-alexander-edicao-definitiva-2-bds,product,AV089648,2777.aspx

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Lola Montès em versão restaurada

A Versátil lançou no mercado uma magnífica versão restaurada do mestre Max Ophüls, seu canto do cisne – Lola Montès (1955).

O filme acompanha a história de Lola Montès (1821-1861), uma dançarina e cortesã do século XIX. Lola Montès, interpretada por Martine Carol conta a história de seus numerosos romances escandalosos, principalmente com o compositor Franz Liszt e com o Rei Ludwig I da Baviera.



Ophüls nos conta a história de Lola através do cenário do circo onde ela passa o fim de sua vida como performer e através de vários flashbacks.
Ophüls foi duramente criticado pelo uso de flashbacks o que fez o filme ir mal nas bilheterias. Em resposta, os produtores suprimirão varias tomadas do filme e chegaram  a remonta-lo em favor de um enredo em ordem mais cronológica, contra a vontade do diretor.
De acordo com o critico Roger Ebert, uma "versão barbaramente massacrado estava em circulação há alguns anos", após a morte de Ophüls.

Versões restauradas do filme foram exibidas no New York Film Festival em 1963 e 1968, mas ainda tinha-se a certeza que ainda não se tinha a obra como planejada por Ophüls, uma vez  que certos elementos continuavam desaparecidos e acreditava-se que estavam perdidos.

Mas após descoberta das filmagens perdidas, consegui-se montar uma nova versão editado de acordo com as intenções originais de Ophul. O filme foi reparado por Martina Müller e Werner Dutsch.Ele foi exibido no Festival de Cinema de Nova Iorque, na versão restaurada em 26 de setembro de 2008.

Esta nova versão de Lola Montes lançada pela Rialto Pictures nos traz o filme completamente  restaurado, em versão widescreen e com cinco minutos de cenas adicionais nunca antes mostrados em qualquer lançamento nos EUA.

Assista e entenda porque este melodrama de impressionante beleza visual foi considerado uma obra- prima absoluta entre críticos e cineastas de todo o mundo, como Roberto Rossellini, Stanley Kubrick e François Truffaut.

A Versátil nos traz esta versão belamente restaurada e com vários extras: O making of de Lola Montès (70 min.), Trailer da versão restaurada, Featurette com a atriz Martine Carol, Vida e Obra de Max Ophüls.


Peça que deve estar na estante de todo colecionador amante da sétima 
arte.