sábado, 31 de março de 2012

Sentidos do Amor (2011)

 Apesar do titulo absurdo dado ao filme no Brasil, não deixe de ver esta perola. O filme é o encontro perfeito entre o poético e o trágico. Este também é um filme que fala de uma epidemia, mas com uma abordagem poética.

O diretor David Mackenzie , nos conta a historia de um vírus que vai dominando a humanidade aos poucos e de forma apocalíptica vai acabando com nossos sentidos. Pare e pense, se aos poucos você não tivesse mais o sentido de cheirar os aromas, depois perdesse o paladar e não tivesse mais o poder de saborear uma boa comida. O filme consegue expor de forma fantástica a reação das pessoas frente a esta tragédia. E a cada novo sentido que se vai a humanidade precisa se adaptar a nova realidade, e buscar novas formas de sobreviver e de se relacionar. Mackenzie encontra saídas dramáticas, regadas de poesia e faz uma obra profunda e sensorial.

Este é um filme de rara beleza, mas que infelizmente passou em branco no circuito nacional.
Não deixe de ver!

Tudo Pelo Poder (2011)

 George Clooney, além de galã é um ótimo ator e já provou ser um diretor competente. Em “Tudo Pelo Poder” ele ataca em 3 posições ator, roteirista e diretor e prova mais uma vez sua competência, vivendo o papel de um governador, Mike Morris, candidato às eleições primarias do Partido Democrata. É visível que Clooney se sente a vontade para discorrer sobre a política norte americana. Através de Stephen Meyers ( Ryan Gosling, que também vem mostrando grande versatilidade) vamos acompanhar as sujeiras, alianças, interesses que permeiam uma campanha desta grandeza.

“Tudo Pelo Poder” tem um elenco de apoio composto de grandes nomes, como Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti e Marisa Tomei.

O filme apesar de não ser uma obra prima, é uma boa aula de política e de realidade.
Veja!

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Um Sonho de Amor (2011)

Emma (Tilda Swinton) é uma imigrante russa, de passado nebuloso, que se casou com um milionário italiano, e que num luxuoso universo familiar assumiu o papel de mãe de família. Mas este universo é divido em três micros universos – da família, ambientada em Milão, nos ambientes escuros e carregados da casa onde vive; do amor, vivido nas belas e encantadoras imagens de San Remo; do trabalho, em clima de tensão na cinza Londres.

Este requintado drama italiano, as vezes nos leva a um filme de Visconti quando vivenciamos a elegância dos detalhes da elite italiana, retratada com primor nos jantares oferecidos na casa dos Recchi. Por outras a quebra e dissolução das aparências burguesas nos leva a Pasolini.
 Mas debaixo de todo o verniz da burguesia italiano imposto a esta mãe de família, a uma mulher diferente, oprimida e sufocada, que aflora quando se envolve com o chef, amigo do filho.
Este é um filme sobre escolhas, sobre o fim de um mundo e o inicio de outro. Sobre sentimentos incontroláveis e os seus desdobramentos. A descoberta de prazeres e grandes momentos, mesmo que o saldo não seja a resolução idílica que todos esperamos.

Swinton da um show de performance, onde sua personagem vive de forma tão intensa as transformações que ela muda fisicamente para buscar a liberdade. Tilda Swinton participou de todo o processo de produção de “Um Sonho de Amor”, e isto pode ser visto em cada cena e principalmente nos figurinos, indicados ao Oscar.
Este não é somente um filme que discorre sobre a dissolução de uma família, mas a finitude de um modelo de família.

Veja!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Meia-Noite Em Paris (2011)

Já faz algum tempo que Woody Allen, trocou seu país natal pela Europa e lá rodou ótimos filmes como – “Vicky Cristina Barcelona” na Espanha ou “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” na Inglaterra, agora ele viaja para Paris.

Assim como fez com “Manhattan”, Allen aqui não busca um significado para sua historia, mas faz uma homenagem a Cidade Luz, como nenhum outro cineasta fez. Uma homenagem a cidade  que nos idos de 1920, foi o reduto dos grandes artistas do mundo, dos escritores americanos F. Scott Fitzgerald e Ernest Hemingway aos pintores Pablo Picasso e Salvador Dali, passando pelo cineasta Luis Buñuel entre outros.
Allen faz uma fabula onde somos levados pelo protagonista, Gil (Owen Wilson), que tem uma visão romântica da época e gostaria de ter vivido na mesma, a uma viagem fantástica no tempo-espaço, para vivenciar os modos e costumes da maravilhosa Paris de outrora.

Voce não tem como não sair tocado desta saborasa viagem, onde Paris é filmada em seus ângulos mais encantadores e a trilha traz o melhor do jazz, como nos velhos filmes de Woody Allen.
P.S: O filme fica muito mais divertido a medida que se conheça a historia dos artistas que desfilam pela tela, do rude Hemingway ao doido Dalí.

Não deixe de ver!

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Precisamos falar Sobre Kevin (2011)

Na primeira cena de “Precisamos falar Sobre Kevin” somos mergulhados em uma tela que se enche de vermelho, vermelho este que será uma constante em todo o filme seja ostensivamente num pára-brisa coberto da cor ou num pequeno cinzeiro em outra cena. Esta cena inicial que representa a felicidade expressa na festa espanhola da “Tomatina”, onde a diversão e jogar tomates  ou mergulhar os participantes em molho do fruto logo nos fará ver que tudo não passa de uma analogia ao drama o qual seremos apresentados. “Precisamos falar Sobre Kevin” é algo que ao longo do filme nunca é posto em discussão. O que iremos acompanhar é o drama de uma mãe (Tilda Swinton, num desempenho surpreendente) e a perturbadora meditação da mesma sobre os fatos que levaram seu filho a cometer uma chacina.

O romance de Lionel Shriver foi adaptado de forma onde fatos são apresentados cronologicamente fragmentados, onde as imagens, as situações e os silêncios nos levam a sensações de intenso desconforto num filme claustrofóbico e deprimente.

O filme nos leva a refleti sobre vários questionamentos: Será que a mãe que tanto se culpa, em função da dificuldade que sentia de amar seu filho desde bebe, tem realmente culpa do ocorrido? Pode uma mãe amar incondicionalmente seu filho desde o seu nascimento? E seu você não o amar? E se ele não amar você? Kevin é um bebe difícil que desde pequeno parece preferir o pai, um verdadeiro banana, teria nascido com uma índole malévola? E se este bebê crescer e vier a se tornar algo ameaçador e aterrorizante?

Um filme com desempenhos majestosos de Tilda Swinton e Ezra Miller (Kevin adolescente) onde as questões abordadas demonstram a mais dura realidade, especialmente em um mundo onde o termo “inocência infantil” está perdendo todo o significado.

Não deixe de Ver!

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Festival de Cinema (Bom Dia SC - 24/01/2012)

Blumenau se prepara para receber Festival de Cinema (Bom Dia SC - 24/01/2012)

Materia exibida na data de hoje onde é feita uma homenagem ao meu pai  - Herbert Holetz.

O Festival de Cinema de Blumenau receberá inscrições para a Mostra HERBERT HOLETZ, Mostra JORNALISTA FERNANDO ARTECHE HAMILTON, Mostra de VIDEOCLIPES CATARINENSES e para 2ª Mostra de Cinema Infantojuvenil de Blumenau* até o dia 24 de fevereiro. Poderão participar da Mostra Competitiva HERBERT HOLETZ (Júri Oficial) filmes de ficção, documentários e animação brasileiros de curta e longa-metragem, concluídos a partir de janeiro de 2007. Serão aceitas na Mostra JORNALISTA FERNANDO ARTECHE (Júri Universitário), produções universitárias e filmes independentes, concluídos a partir de janeiro de 2007. Na Mostra de VIDEOCLIPES CATARINENSES (Júri Jovem), poderão participar produções concluídas a partir de janeiro de 2007.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Amor À Toda Prova (2011)

Apesar de não ter gostado de “O Golpista do Ano”, não posso negar que a dupla de cineastas Glenn Ficarra e John  Requa sabem arrancar boas performances do seu elenco. O mesmo ocorre aqui principalmente com Ryan Gosling que mostra que tem talento também para a comedia ainda mais contracenando com Steve Carell.

Ryan Gosling em uma declaração disse – “ Eu andava meio estressado depois de fazer tantos filmes pesados, fui ao médico e  ele me deu uma receita que dizia: faça uma comedia. Eu fiz e me sinto muito melhor”.
O filme conta basicamente a historia de um homem recém-divorciado que se aventura na vida de solteiro, após ser devidamente treinado por um conquistador ultra tarimbado. O filme é uma colcha de retalhos de relações amorosas que como pode se concluir irão se resolver ao final do filme, mas o roteiro de Dan Fogelman , consegue dar o timing certo para cada relacionamento, com um humor refinado e com alguns bons momentos principalmente envolvendo coadjuvantes principalmente os de Marisa Tomei que vive o papel de uma professora.

O que estraga o filme é o moralismo que permeia o filme e as vezes escorrega em cenas um tanto açucaradas. Mas é uma comedia acima da media.