Este filme de produção relativamente modesta me trouxe lembranças da série de TV “Túnel do Tempo” que eu adorava assistir quando era pequeno, e levante a mão os quarentões que não viram também. A natural do ser humano empolgar e se emocionar com histórias sobre viagens no tempo ( Quem não curtiu a trilogia - De Volta para o Futuro). “Alta Freqüência”, não foge a regra e tem o poder de cativar o espectador, e para desfrutar melhor esta brincadeira, é melhor não questionar seu ponto de partida e aceita-lo como um thriller, como filme de suspense, que sabe mexer com a emoção. Assim, o primeiro grande pré-requisito para curtir “Alta Freqüência” em toda a sua essência é: liberte-se do racional; embarque no emocional.
1999. Numa noite rara de tempestade solar, o jovem policial John Sullivan (Caviezel) encontra o aparelho de radioamador de seu falecido pai (Quaid). Ao colocar o aparelho para funcionar, John é contatado por Frank, um radioamador que, pelas conversas, parece estar vivendo no ano de 1969. O mais incrível acontece quando john percebe que aquele Frank é Frank Sullivan, seu pai. Atônito e emocionado, John tenta mudar o passado, avisando seu pai sobre o incidente que o matou. Mas ao burlar as leis da lógica, John muda outros fatos da história. Um deles é a morte de um homicida, que não acontece, deixando-o vivo para fazer mais vítimas. Agora, pai e filho correm contra o tempo para impedir um maníaco de continuar sua carreira de assassinatos.
“Alta Freqüência” é o terceiro longa-metragem para cinema do competente diretor Gregory Hoblit. Após dirigir seriados policiais de TV, Hoblit iniciou uma carreira muito elogiada na tela grande, emplacando dois grandes sucessos em seqüência: “As Duas Faces de um Crime”(com Richard Gere e que revelou Edward Norton) e o excelente “Possuídos” (com Denzel Washington).
O filme é sem dúvida uma idéia intrigante, misturando ação, aventura, policial, romance e ficção científica. A parte final e bastante exagerada e nos tenta fazer acreditar em coisas altamente improváveis, mas nesta altura já estamos tão envolvidos na trama que tudo é aceitável. “Alta Freqüência” é um filme que agrada e emociona.
Este Blog é dedicado ao meu pai,Herbert Holetz. um apaixonado pelo cinema e que deixou-me como herança esta saborosa paixão. "Não me lembro de nada que tenha me dado tanto e tão constante prazer desde a infância quanto o cinema(...)A segunda melhor coisa que você pode fazer no escuro é ver um filme. A primeira é ver um grande filme.Obrigado cinema!" (Luís Fernando Veríssimo)
terça-feira, 31 de agosto de 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Uma Noite Fora de Série (2010)
Duas das séries cômicas mais elogiadas da atualidade, são “The Office” e “30 Rock”e ambas dependem muito de Steve Carell e Tina Fey. Ele já se destacou no cinema estrelando o papel principal de “Agente 86”, ela que já foi roteirista do “Saturday Night Live” e do excepcional "Meninas Malvadas" esta devendo, mas se destaca agora com "Uma Noite Fora de Série (Date Night)", interpretando um casal que já não tem mais surpresas um para o outro e por isso passa por um momento difícil da relação.
Para tentar dar uma revivida na emoções o casal Foster, Phil (Carell) e Claire (Fey) contratam uma babá e deixam a calma de Nova Jersey em direção ao agito de Nova York Porém, um caso de identidade trocada arremessa este casal comum numa aventura extraordinária! Phil e Claire enfrentam policiais corruptos, mafiosos impiedosos e um motorista de táxi completamente doido numa inesquecível noite de encontro a dois, durante a qual eles relembram o que os faz tão especiais um para o outro. Assim começa a ação, com os Foster sendo levados sob a mira de armas até o Central Park, fugindo em um barco a motor, participando de perseguições em alta velocidade em marcha ré, tiroteios, politicagem, prostituição, tiras corruptos e até mesmo espionagem internacional.
Outra grata surpresa do filme é a presença de um ótimo elenco de apoio, que participa de cenas menores, fazendo pontas, onde se destacam os verdadeiros Triplehorn, interpretados por James Franco (o Harry Osborn de Homem-Aranha) e Mila Kunis (a Jackie de That 70's Show), o descamisado Mark Wahlberg , o impagável J.B. Smoove como um motorista de táxi histérico e Ray Liotta no papel de Mafioso.
Mesmo em meio de toda esta confusão, muito bem filmada diga-se de passagem - está o humor dos dois protagonistas. As cenas deletadas que são exibidas junto com os créditos (e após também) mostram um pouco da criatividade de Steve Carell, que tem a língua solta e não aguenta fazer dois takes do mesmo jeito sem começar a "pirar". E Tina Fey, embarca junto, se soltando e mandando ver nos palavrões e tudo mais que lhe der vontade.
"Uma Noite Fora de Série" tem ação, comédia e muita bobagem, mas uma bobagem de primeira, não a casal com filhos que não ira se identificar com os dois no nicio do filme. Pode não ser fora de série como promete o título, mas é certamente uma boa noite fora.
Para tentar dar uma revivida na emoções o casal Foster, Phil (Carell) e Claire (Fey) contratam uma babá e deixam a calma de Nova Jersey em direção ao agito de Nova York Porém, um caso de identidade trocada arremessa este casal comum numa aventura extraordinária! Phil e Claire enfrentam policiais corruptos, mafiosos impiedosos e um motorista de táxi completamente doido numa inesquecível noite de encontro a dois, durante a qual eles relembram o que os faz tão especiais um para o outro. Assim começa a ação, com os Foster sendo levados sob a mira de armas até o Central Park, fugindo em um barco a motor, participando de perseguições em alta velocidade em marcha ré, tiroteios, politicagem, prostituição, tiras corruptos e até mesmo espionagem internacional.
Outra grata surpresa do filme é a presença de um ótimo elenco de apoio, que participa de cenas menores, fazendo pontas, onde se destacam os verdadeiros Triplehorn, interpretados por James Franco (o Harry Osborn de Homem-Aranha) e Mila Kunis (a Jackie de That 70's Show), o descamisado Mark Wahlberg , o impagável J.B. Smoove como um motorista de táxi histérico e Ray Liotta no papel de Mafioso.
Mesmo em meio de toda esta confusão, muito bem filmada diga-se de passagem - está o humor dos dois protagonistas. As cenas deletadas que são exibidas junto com os créditos (e após também) mostram um pouco da criatividade de Steve Carell, que tem a língua solta e não aguenta fazer dois takes do mesmo jeito sem começar a "pirar". E Tina Fey, embarca junto, se soltando e mandando ver nos palavrões e tudo mais que lhe der vontade.
"Uma Noite Fora de Série" tem ação, comédia e muita bobagem, mas uma bobagem de primeira, não a casal com filhos que não ira se identificar com os dois no nicio do filme. Pode não ser fora de série como promete o título, mas é certamente uma boa noite fora.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Os Boas-Vidas (1953)
Os boas vidas (I vitelloni; 1953) foi o terceiro longa-metragem do italiano Federico Fellini e é considerado o primeiro grande filme dirigido por Fellini.
Em Os boas vidas, Fellini busca as memórias de sua adolescência, as madrugadas, as pequenas e cortantes mesquinharias de um grupo de cinco jovens amigos, que vivem como vadios ou inúteis como diz o titulo original "vitelloni" , numa pequena cidade no interior da Itália.Eles vivem uma vida boêmia repleta de bebidas e mulheres. Sem perspectivas, cada um deles encontra um modo de escapar da monotonia da vida provinciana.
Fellini estruturou seu filme de uma forma simples e singela; o roteiro tem o formato de um caderno de notas, retirado do diário de um rapaz de interior que observa as banalidades que o rodeiam. O ritmo narrativo se dispersa se torna leve; ainda que existam momentos de grande dramaticidade como a tumultuada relação conjugal entre o sedutor Fausto e a ingênua Sandra, que será o clímax do filme. Este modo sentimental de ver a vida das primeiras obras de Fellini. O tratamento de Fellini à imagem, o olhar da câmara, permanece despojado, crítico, quase documental. Mas se formos mais fundo há por trás desse olhar que aparece mais evidentemente, um outro olhar: o olhar dos sonhos, expresso principalmente na seqüência do carnaval e na filmagem da madrugada em que, enquanto o sedutor da turma vai para o quarto com mais uma mulher, o intelectual se embeiça pela lábia dum ator e assusta-se quando descobre neste ator desejos homossexuais.
Se em momentos o filme nos parece um registro semi-documental das aventuras, frustrações, desejos e inquietudes destes cinco amigos numa cidade de interior. Em outro vivenciamos um hino de amor à vida mergulhando nas madrugadas insones e costurado pela história sentimental de Fausto e Sandra que, à boa maneira das antigas novelas globais, que após a tempestade, abre-se para o sol e termina bem. Um retrato de província. Uma crônica de costumes. Enfim, um ponto de parada obrigatório quando nos debruçamos sobre a obra cinematográfica de Federico Fellini.
Com belíssima música de Nino Rota parceiro inseparável de Fellini, Os Boas-Vidas conta com ótimo elenco, com destaque para o inesquecível Alberto Sordi (Abismo de Um Sonho), Franco Interlenghi (Vítimas da Tormenta) e Riccardo Fellini, irmão do cineasta.
Em Os boas vidas, Fellini busca as memórias de sua adolescência, as madrugadas, as pequenas e cortantes mesquinharias de um grupo de cinco jovens amigos, que vivem como vadios ou inúteis como diz o titulo original "vitelloni" , numa pequena cidade no interior da Itália.Eles vivem uma vida boêmia repleta de bebidas e mulheres. Sem perspectivas, cada um deles encontra um modo de escapar da monotonia da vida provinciana. Fellini estruturou seu filme de uma forma simples e singela; o roteiro tem o formato de um caderno de notas, retirado do diário de um rapaz de interior que observa as banalidades que o rodeiam. O ritmo narrativo se dispersa se torna leve; ainda que existam momentos de grande dramaticidade como a tumultuada relação conjugal entre o sedutor Fausto e a ingênua Sandra, que será o clímax do filme. Este modo sentimental de ver a vida das primeiras obras de Fellini. O tratamento de Fellini à imagem, o olhar da câmara, permanece despojado, crítico, quase documental. Mas se formos mais fundo há por trás desse olhar que aparece mais evidentemente, um outro olhar: o olhar dos sonhos, expresso principalmente na seqüência do carnaval e na filmagem da madrugada em que, enquanto o sedutor da turma vai para o quarto com mais uma mulher, o intelectual se embeiça pela lábia dum ator e assusta-se quando descobre neste ator desejos homossexuais.
Se em momentos o filme nos parece um registro semi-documental das aventuras, frustrações, desejos e inquietudes destes cinco amigos numa cidade de interior. Em outro vivenciamos um hino de amor à vida mergulhando nas madrugadas insones e costurado pela história sentimental de Fausto e Sandra que, à boa maneira das antigas novelas globais, que após a tempestade, abre-se para o sol e termina bem. Um retrato de província. Uma crônica de costumes. Enfim, um ponto de parada obrigatório quando nos debruçamos sobre a obra cinematográfica de Federico Fellini.
Com belíssima música de Nino Rota parceiro inseparável de Fellini, Os Boas-Vidas conta com ótimo elenco, com destaque para o inesquecível Alberto Sordi (Abismo de Um Sonho), Franco Interlenghi (Vítimas da Tormenta) e Riccardo Fellini, irmão do cineasta.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
Dupla Implacável (2010)
Luc Besson já nos deu obras memoráveis como (O Profissional, Imensidão Azul e O Quinto Elemento),mas como roteirista e produtor de Dupla Implacável este que pode ser considerado o mais hollywoodiano dos cineastas franceses, nos deu um filme de ação continua onde o visual prevalece sobre a história.
O diretor Pierre Morel, que fez inesperado sucesso com Busca Implacável (Taken), tentou aqui duplicar este sucesso. Enquanto o filme de Neeson, também um absurdo, mantinha os pés um pouco mais no chão aqui temos um Travolta como um superagente e bota super nisso.
Travolta esta ótimo, e devora o filme, fazendo piadas de outros filmes seus, e aparenta se divertir mais que o espectador.
A fórmula de Besson é essa ação vertiginosa, abusando da adrenalina para deixar o público tonto enquanto a trama vagarosamente é deixada de lado.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Sunshine - O Despertar de Um Século (1999)
Após três anos longe das telas, o consagrado cineasta húngaro István Szabó (vencedor de quatro prêmios em Cannes, dois em Berlim e um Oscar de filme estrangeiro por Mephisto) retornou em grande estilo neste drama o épico que inicia com a história de Ivan Sonnenschein e narra a saga de três gerações de sua família judia-húngara, de 1828 até os dias de hoje, misturando ficção com cenas de documentários históricos. O tataravô produzia um tônico revigorante cuja receita é um segredo de família. Seu filho mais velho, Ignatz, apaixona-se pela própria irmã adotiva e provoca sérias discussões em família. Na ânsia de subir na carreira de advogado, ele troca o sobrenome. Fiel defensor do império austro-húngaro acaba tendo problemas com o irmão Gustave, um revolucionário comunista. Adam, filho de Ignatz, não liga para a política. Ainda muito jovem, descobre seu talento para a esgrima e torna-se um atleta olímpico. Torna-se amante da esposa de seu irmão. Com a proximidade da II Guerra, os irmãos se convertem ao catolicismo. Adam ganha medalha de ouro nas Olimpíadas, mas quando a Alemanha invade a Hungria, nem mesmo sua reputação olímpica consegue evitar que ele e sua amante escapem dos horrores do Holocausto. Filho de Adam, Ivan, decepcionado com as promessas políticas dos comunistas de um mundo melhor, decide se arriscar e enfrenta o passado, tendo a coragem de descobrir algumas verdades sobre si mesmo. Ao contar a história a saga da fictícia família Sonnenschein, Szabó nos da um quadro das radicais transformações políticas e sociais que abalaram a Hungria nas últimas décadas, como a divisão do império Austro-Húngaro, as duas guerras mundiais, o terror do nazismo, o domínio comunista e a derrocada da União Soviética. Todo este pano de fundo histórico é retratado com arte e precisão no filme de Szabó, seja por meio de uma excelente reconstituição de época, seja por meio da eficiente utilização de imagens de arquivo. Acima de tudo, trata-se de um trabalho de fôlego, já que o roteiro (também assinado por Szabó) se propõe a contar quase 200 anos de história em três horas de projeção nesta co-produção entre Áustria, Alemanha, Canadá e Hungria.
Sunshine recebeu várias premiações importantes, entre elas, as de Melhor Filme, Melhor Ator (Ralph Fiennes), Melhor Roteiro (Israel Horovitz e István Szabó) e Melhor Fotografia no Grande Prêmio de Cinema Europeu.
Como citou o critico Celso Sabadin – “São exatamente três horas de projeção, mas cada minuto vale a pena”.
domingo, 22 de agosto de 2010
Faces da Verdade (2008)
O diretor, roteirista e produtor Rod Lurie gosta de política. Dirigiu sete dos 18 episódios de Commander-in-Chief, série feita para a TV entre 2005 e 2006, em que a vice-presidente dos Estados Unidos, interpretada por Geena Davis, assume a presidência com a morte do titular.
Dirigiu também, em 2000, "A Conspiração/The Contender" , outro excelente filme político. Agora, assiti a este excelente “Faces da Verdade”, que discute política, valores morais e familiares, ética da justiça, liberdade de imprensa e dos graves perigos de um Poder Executivo forte demais - temas sérios, importantes, pesados, densos – em uma belíssima história, com um ritmo que parece de um thriller.
O filme pode ser visto até como uma critica ao governo Bush, tanto que quando foi lançado, nos dois últimos anos do mandato do mesmo, pairavam sobre o governo várias acusações sobre provas forjadas para, por exemplo, realizar a invasão no Iraque. Um documento governamental afirmou que o país de Saddam Hussein escondia “armas de destruição em massa”, nunca descobertas.
“Faces da Verdade” que passou em branco em nossos cinemas e foi direto para o DVD merece ser descoberto. Num dos momentos de clímax do filme o advogado vivido pelo veterano Alan Alda pergunta “Qual a natureza de um governo que não tem medo de não ter de prestar contas?”. A indagação resume muito bem as intenções deste thriller político que se diz baseado em fatos reais (Iraque?) para questionar o abuso de poder do governo norte-americano, usando sempre como desculpa a defesa da “segurança nacional”.
A história é montada em cima de uma situação semelhante, após o presidente ser alvo de um atentado e culparem a Venezuela (não por acaso, um dos inimigos declarados dos Estados Unidos), o que provoca um ataque a este país sul-americano. A jornalista Rachel Armstrong (Kate Beckinsale, de “Terror na Antártida”) provará o contrário, apropriando-se de um relatório da agente da CIA (a sempre ótima Vera Farmiga de "Amor Sem Escalas") que teria isentado o país sul-americano.
Armstrong é uma repórter politica e “faminta” por histórias de grande repercussão. Em sua ansia acaba revelando a identidade da agente que trabalha encoberta. Os louros colhidos pelo furo jornalístico, que, em outros tempos, tomariam a proporção de um Watergate, são menores do que a dor de cabeça provocada pela implacável perseguição do governo para descobrir como ocorreu o vazamento da informação, comandada pelo juiz especial interpretado por Matt Dillon (o qual não gosto como ator) que esta muito bem no papel de um “pau-mandado” perverso e cínico.
O filme desconstrói a figura romântica do jornalista, como outrora visto em filmes como “ Todos os Homens do Presidente” e mostra uma nova realidade causada pelo 11 de setembro em que “a imprensa deixou de ser o cavaleiro branco para ser o dragão que todos odeiam”, como é citado a certa altura do filme.
O chamado quarto poder desaparece em meio às articulações de um governo de feições totalitárias para obrigar Rachel a revelar a sua fonte. Ela perde quase tudo, da família à liberdade, ao ser presa em função de seus princípios éticos.
“Faces da Verdade” é estruturado em longas cenas com muitos diálogos. Apesar de abundantes, não cansam por conta do excelente trabalho de um elenco notável e do bom ritmo de suspense empregado pelo diretor Rod Lurie, que não deixa a peteca cair, transformando o filme num dos melhores trabalhos políticos da década.
Um filme inesquecivel. Virei fã de Rod Lurie e vou esperar pelo seu próximo trabalho com o titulo inglês "Straw Dogs" que esta em fase de pós-produção.
Dirigiu também, em 2000, "A Conspiração/The Contender" , outro excelente filme político. Agora, assiti a este excelente “Faces da Verdade”, que discute política, valores morais e familiares, ética da justiça, liberdade de imprensa e dos graves perigos de um Poder Executivo forte demais - temas sérios, importantes, pesados, densos – em uma belíssima história, com um ritmo que parece de um thriller.
O filme pode ser visto até como uma critica ao governo Bush, tanto que quando foi lançado, nos dois últimos anos do mandato do mesmo, pairavam sobre o governo várias acusações sobre provas forjadas para, por exemplo, realizar a invasão no Iraque. Um documento governamental afirmou que o país de Saddam Hussein escondia “armas de destruição em massa”, nunca descobertas.
“Faces da Verdade” que passou em branco em nossos cinemas e foi direto para o DVD merece ser descoberto. Num dos momentos de clímax do filme o advogado vivido pelo veterano Alan Alda pergunta “Qual a natureza de um governo que não tem medo de não ter de prestar contas?”. A indagação resume muito bem as intenções deste thriller político que se diz baseado em fatos reais (Iraque?) para questionar o abuso de poder do governo norte-americano, usando sempre como desculpa a defesa da “segurança nacional”.
A história é montada em cima de uma situação semelhante, após o presidente ser alvo de um atentado e culparem a Venezuela (não por acaso, um dos inimigos declarados dos Estados Unidos), o que provoca um ataque a este país sul-americano. A jornalista Rachel Armstrong (Kate Beckinsale, de “Terror na Antártida”) provará o contrário, apropriando-se de um relatório da agente da CIA (a sempre ótima Vera Farmiga de "Amor Sem Escalas") que teria isentado o país sul-americano.
Armstrong é uma repórter politica e “faminta” por histórias de grande repercussão. Em sua ansia acaba revelando a identidade da agente que trabalha encoberta. Os louros colhidos pelo furo jornalístico, que, em outros tempos, tomariam a proporção de um Watergate, são menores do que a dor de cabeça provocada pela implacável perseguição do governo para descobrir como ocorreu o vazamento da informação, comandada pelo juiz especial interpretado por Matt Dillon (o qual não gosto como ator) que esta muito bem no papel de um “pau-mandado” perverso e cínico.
O filme desconstrói a figura romântica do jornalista, como outrora visto em filmes como “ Todos os Homens do Presidente” e mostra uma nova realidade causada pelo 11 de setembro em que “a imprensa deixou de ser o cavaleiro branco para ser o dragão que todos odeiam”, como é citado a certa altura do filme.
O chamado quarto poder desaparece em meio às articulações de um governo de feições totalitárias para obrigar Rachel a revelar a sua fonte. Ela perde quase tudo, da família à liberdade, ao ser presa em função de seus princípios éticos.
“Faces da Verdade” é estruturado em longas cenas com muitos diálogos. Apesar de abundantes, não cansam por conta do excelente trabalho de um elenco notável e do bom ritmo de suspense empregado pelo diretor Rod Lurie, que não deixa a peteca cair, transformando o filme num dos melhores trabalhos políticos da década.
Um filme inesquecivel. Virei fã de Rod Lurie e vou esperar pelo seu próximo trabalho com o titulo inglês "Straw Dogs" que esta em fase de pós-produção.
Woo quer Liam Neeson para fazer o papel título em Flying Tigers
Segundo John Woo , Neeson é o ator perfeito para estrelar seu novo épico que se passa em 1940 e retrata as batalhas aéreas no filme "Flying Tigers".
Woo está juntando todas as peças com o objetivo de iniciar a pré-produção do filme no próximo mês na China. Enquanto ele está à caça de algum financiamento de algum estúdio americano e buscando o elenco certo, ele tem Neeson firme em sua mira: "Tem que ser uma estrela, mas é difícil encontrar o caminho certo, porque naquele tempo Chennault tinha quase 50 anos de idade. Idealmente, eu estive pensando Liam Neeson como o ator do título ", disse Woo ao Hollywood Reporter.
Então, quem é este Chennault? Ele serviu no exército americano como aviador. O Tenente-General Claire Le Chennault foi o homem que comandou os Flying Tigers, o esquadrão que treinou os pilotos de caça chineses, que lutaram contra os japoneses na Segunda Guerra Mundial. "Chennault realmente fez um grande trabalho para a China", diz Woo. "Ele realmente amou a China. Os chineses mais idosos realmente se lembram dele,e aprenderam a respeitá-lo e amá-lo. Não importa que tipo de partido estava no poder, todos gostavam dele. Chennault trabalhou com todos eles muito bem. "
E Woo também quer filmar a coisa em IMAX para conseguir o máximo impacto. Aposto que alguém vai tentar convencê-lo a filmar também em 3D,já que está é a onda do momento.
Woo está juntando todas as peças com o objetivo de iniciar a pré-produção do filme no próximo mês na China. Enquanto ele está à caça de algum financiamento de algum estúdio americano e buscando o elenco certo, ele tem Neeson firme em sua mira: "Tem que ser uma estrela, mas é difícil encontrar o caminho certo, porque naquele tempo Chennault tinha quase 50 anos de idade. Idealmente, eu estive pensando Liam Neeson como o ator do título ", disse Woo ao Hollywood Reporter.Então, quem é este Chennault? Ele serviu no exército americano como aviador. O Tenente-General Claire Le Chennault foi o homem que comandou os Flying Tigers, o esquadrão que treinou os pilotos de caça chineses, que lutaram contra os japoneses na Segunda Guerra Mundial. "Chennault realmente fez um grande trabalho para a China", diz Woo. "Ele realmente amou a China. Os chineses mais idosos realmente se lembram dele,e aprenderam a respeitá-lo e amá-lo. Não importa que tipo de partido estava no poder, todos gostavam dele. Chennault trabalhou com todos eles muito bem. "
E Woo também quer filmar a coisa em IMAX para conseguir o máximo impacto. Aposto que alguém vai tentar convencê-lo a filmar também em 3D,já que está é a onda do momento.
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