quinta-feira, 30 de maio de 2013

Curtas

Separei aqui alguns curtas que valem ser assistidos. Espero que vocês curtam.

Bolero de Ravel em animação
http://www.youtube.com/embed/rvYHYUkwBe4

Invention of Love (2010)

Life A short love story

What is love?

One Life - Amazing Animation by Corey Hayes

The Dangers of Fame - Amazing Aniboom Animation

Bad Eggs Short Animation

"Heavenly Appeals" a short film by David Lisbe

domingo, 5 de maio de 2013

Cinerama resgata o charme dos cinemas de rua em Balneário Camboriú


Festival que reúne filme de diversos países termina neste domingo


Materia publicada no Jornal A Hora de Santa Catarina

O burburinho dos cinéfilos em frente ao Cine Itália resgatou, nos últimos dias, a aura dos antigos cinemas de rua em Balneário Camboriú. Durante o festival Cinerama.BC, que termina neste domingo, o espaço de 700 lugares - remanescente da sétima arte na Avenida Central, uma das principais vias de Balneário Camboriú - voltou a receber o público e a se encher com o barulho dos projetores. Uma saudosa lembrança para quem viveu os tempos áureos do cinema, quando as sessões eram mais do que diversão.

http://www.clicrbs.com.br/rbs/image/3235399.gifVídeo conta um pouco da história do cinema em Balneário Camboriú


- O cinema de rua tinha glamour. Todo mundo colocava a melhor roupa, era um acontecimento social - diz Fernando Delatorre, administrador do Cine Itália e filho de Eduardo Delatorre, pioneiro das salas de cinema na cidade.

Contador por formação, Eduardo encontrou na sétima arte sua maior paixão. Tanto que fez apenas duas grandes viagens na vida: uma para conhecer os estúdios de Hollywood, nos Estados Unidos, e outra para a Europa, para passear pelos locais onde foram filmados os grandes clássicos do faroeste.

Em 1967, três anos após a emancipação de Balneário, Eduardo inaugurou o primeiro cinema do município - o Cinerama, em plena Avenida Brasil. Dotada de alta tecnologia para a época, com capacidade para transmitir películas em 70 milímetros, a sala era ponto de encontro para políticos de todo o Estado e também para beldades como Vera Fischer, que frequentava o Cinerama aos fins de semana. Foi ali, também, que Balneário recebeu a primeira visita oficial de um presidente, João Batista Figueiredo.

Empolgado com o sucesso, Eduardo construiria ainda dois outros cinemas em Balneário, o Cine Itália, aberto em 1984, e o Auto Cine, de 1973 -  um dos únicos cinemas drive-in do país, na Avenida do Estado.

Decadência

Os negócios foram bem até que a popularização das TVs e dos aparelhos de videocassete, além da chegada das primeiras salas de cinema aos shoppings, passaram a inviabilizar os cinemas de rua. Em Balneário, o primeiro a fechar foi o Cinerama, por falta de público. O prédio deu lugar a um centro de compras, que mantém o nome do antigo cinema.

Três anos depois, o Auto Cine transmitiu sua última sessão. Sobrou apenas a gigantesca tela, que tinha a altura de um prédio de seis andares e acabou demolida no ano passado.

O Cine Itália permaneceu aberto em homenagem a Eduardo Delatorre, que morreu em 2003. Hoje, funciona a maior parte do tempo como centro de eventos. Mesmo sem esperanças de ver o cinema de rua funcionando outra vez, devido à chegada de novas mídias para transmissão da sétima arte, vez ou outra Fernando faz uma sessão exclusiva, para matar a saudade.

- Como os equipamentos não podem ficar parados, reunimos de vez em quando alguns amigos e exibimos filmes, como Cinema Paradiso. Acho que a ideia de trazer o Cinerama.BC para o Cine Itália foi uma iniciativa feliz porque é uma forma de resgate disso tudo. Quando se assiste a um filme no cinema, a emoção é outra.

Museu

Para eternizar as memórias do cinema em Balneário, Fernando Delatorre pretende inaugurar, em 2014, um Museu da Imagem e do Som. O prédio, na Rua 700, está sendo construído com recursos do empresário, e vai abrigar as cerca de 400 peças que ele mantém - entre projetores de cinema, câmeras fotográficas e equipamentos de som.

Delatorre revela pelo menos uma das surpresas que o museu trará ao público: uma réplica do carro protagonista de Se Meu Fusca Falasse, de 1968. O carro está pronto, aguardando a abertura do museu.

"Tinha esperança de que ia voltar"


Aos 70 anos, Almiro Pereira, o Bilo, lembra como se fosse hoje a última sessão do Auto Cine, em Balneário Camboriú. Era ela quem cuidava das máquinas e projetava na tela os filmes, que embalaram moradores e turistas por mais de 20 anos. Naquele sábado à noite, em 1998, Bilo foi tomado pela tristeza. Durante meses, continuou voltando para trocar o óleo das máquinas de projeção - até que se convenceu de que era o fim.

- Minha esperança era que voltasse a funcionar - diz.

A história dele com o cinema começou na adolescência, quando trabalhou na distribuição de cartazes do Cine Rio Sul, em Rio do Sul. Um dia, pediu para ver de onde saíam as imagens que apareciam na tela e começou a aprender a projeção.

Bilo chegou a Balneário em 1978, quando começou a trabalhar no Auto Cine. Após o fechamento, ajudou nas projeções do Cine Itália, temporariamente, e trabalhou como motorista para Eduardo Delatorre, pioneiro das salas de cinema em Balneário, por mais 10 anos.

- Ainda vou no cinema às vezes, mas não é mais a mesma coisa. 

sábado, 20 de abril de 2013

Um ser humano admirável

Não é apenas a paixão ilimitada pelo cinema que faz Herbert Holetz ser admirável. Apesar do vasto conhecimento nesse mundo da ilusão, não gosta de holofotes e insiste em dizer que sabe pouco. Prefere o anonimato e esforça-se por passar despercebido. Mas este homem esguio de cabelos brancos, que desfila pela Rua XV de Novembro sempre impecavelmente vestido com calças de prega e camisa social, não consegue esconder a popularidade no vai e vem em busca de novos filmes ou cartazes para o acervo. Recebe manifestações de carinho e afeto por onde passa. Sempre solícito, não nega o empréstimo de materiais raros da coleção, para quem o pedir – para o desespero da historiadora responsável pelo Arquivo Histórico de Blumenau, Sueli Petry, que defende um controle mais rígido da coleção.

O motivo das conversas com ele sempre é o mesmo. Respira cinema por todos os poros e tem na arte o oxigênio da própria vida. Nos nossos encontros, Holetz repete uma frase com frequência: “quero ter um milhão de amigos”. Desde que o conheci, numa sessão de cinema do Programa Cine Arte, da Fundação Cultural de Blumenau, em 2004, tive a certeza de estar diante de uma rara pessoa, cujo amor pelo que faz, a torna difícil de ser compreendida aos olhos da multidão. Deixa uma lição de amor e entusiasmo de quem nunca desistiu da paixão que o faz se sentir vivo.

O poder público pode investir mais do que faz para manter uma programação rica e diferenciada fora dos grandes complexos de cinema, em Blumenau. Não dá lucro, não leva multidões, mas é necessário manter uma programação alternativa, com filmes que fogem do apelo comercial. Holetz prova que coordenar um cinema hoje, fora do circuito das grandes redes, é coisa para quem é realmente fascinado pela atividade e não se rende diante das dificuldades.

Holetz entende que o cinema não é apenas entretenimento. Na sala reservada à coleção particular, que mantém na casa onde mora, no Bairro Ribeirão Fresco, uma frase resume o pensamento que cultiva: “Cinema... o instrumento de expressão e de cultura mais perfeito de todos os tempos”. Quem conhece sua trajetória, sabe que o cinema para Holetz é uma forma de libertação. Quando tinha cinco anos, foi vítima de malária. A mãe, que já tinha perdido o primogênito, Alfredo, num acidente doméstico, superprotegeu Holetz. Isso fez com que tivesse uma infância diferente dos colegas, passando a maior parte dela em casa, aos cuidados excessivos da matriarca.

Talvez seja difícil para aqueles que não o conhecem compreender os motivos que fizeram Holetz dedicar a própria vida ao cinema. No Cinema Paradiso, o projecionista Alfredo compara o trabalho a uma escravidão. “Você fica sozinho, vê 100 vezes o mesmo filme. Só faz isso. Conversa com Garbo e Tyrone Power como louco. Trabalha como um jegue”. Holetz perdeu a conta dos feriados que passou no Cine Busch nos mais de 40 anos de trabalho. Mas, como Alfredo, a recompensa da dedicação era a alegria de ver a plateia se divertir com a exibição. Fazê-la esquecer por alguns minutos das desgraças e tragédias da vida.

A exemplo de um filme, a trajetória do cinéfilo teve momentos de ascensão e calmaria. A homenagem que recebe do Festival de Cinema de Blumenau contribui para o reconhecimento da luta que trava em defesa da preservação do patrimônio cultural. “Seo Holetz do Cinema” como passou a ser chamado, não se deixa abalar pelas amarguras da vida ou pela falta de apoio. Viu o próprio sonho desabar quando o Cine Busch fechou e lutou para evitar isso com todas as forças que pôde. Mas a maneira como resistiu às intempéries e perseguiu o sentido que deu para vida faz dele um obstinado, como Alfredo.




Fonte:http://www.clicrbs.com.br/jsc/sc/impressa/4,1124,3735349,19455

Autora: Magali Moser

Uma Breve História do Cinema Parte I


Ano 1896 em frente ao Grand Café, situado no Boulevard des Capucines na cidade Luz – Paris. Ali se ouvia o seguinte chamado:

- Entrem senhoras e senhores! Venham ver a maravilhosa invenção dos Irmãos Lumière.

- Um franco, apenas! Entrem, entrem! Vejam o espetáculo único em todo o mundo – insistia um homem com uma bengala apontando para um letreiro onde se lia Cinématographe Lumière, instalado em cima do Grand Café.

Para iniciar o espetáculo, apagam-se as luzes da sala, e do misterioso aparelho que lembra uma Lanterna Mágica, uma luz começa a exibir imagens sobre um pano branco. E para espanto da audiência as imagens ali projetadas se movem como na vida real. Eles estão assistindo La Sortie de l'usine Lumière à Lyon (A Saída da Fábrica Lumière em Lyon). Logo depois um trem - L'Arrivée d'un train en gare de la Ciotat (Chegada de um Comboio à Estação da Ciotat) aproxima-se como se fosse atingir a plateia, que entra em pânico.Mulheres gritam; homens se atiram para o lado para não serem atigidos pelo trem – ali naquele berço nascia esta maravilha chamada cinema – “A Sétima Arte”.

Louis e Auguste eram filhos e colaboradores do industrial Antoine Lumière, fotógrafo e fabricante de películas fotográficas, proprietário da Fábrica Lumière (Usine Lumière), instalada na cidade francesa de Lyon. Tudo começou quando os irmãos tiveram a ideia de projetar as fotografias de forma animada para uma plateia. Auguste previu antes de Louis tinham em mãos uma oportunidade fantástica com a projeção das imagens. A grande dificuldade era como fazer as imagens correm no aparelho. A solução foi encontrada por Louis em uma noite insone, inspirado pelo dispositivo de encadeamento da maquina de costura. Como Auguste ocupava-se da gerência da fábrica, fundada pelo pai, deixou as pesquisas a cargo do irmão bem como a construção do primeiro aparelho. Louis imaginou a passagem do filme de uma bobina alimentadora para outra receptadora, conduzida por unhas que penetravam sucessivamente nos orifícios que ladeavam o filme. Nascia assim o primeiro projetor cinematográfico.

Os Filmes dos Lumiére - www.youtube.com/watch?v=4nj0vEO4Q6s

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Festival Internacional de Cinema de Balneário Camboriú - Cinerama.BC


O Cinerama.BC, Festival Internacional de Cinema de Balneário Camboriú, anunciou oficialmente os homenageados desta terceira edição. Entre os quatro nomes lembrados, um blumenauense. O cinéfilo, defensor do patrimônio cinematográfico regional e memória viva da sétima arte Herbert Holetz divide a homenagem com a produtora Sara Silveira, o professor e especialista em semiótica Lucio Braga e a atriz Bianca Byington. O festival ocorre a partir do dia 30. 

Saiba mais em www.cineramabc.com.br.

domingo, 30 de dezembro de 2012

O Abrigo (2011)


Curtis LaForche (Michael Shannon), é o tipo cara família,do bem. Ele mora numa pequena cidade de Ohio com a mulher Samantha( a ótima Jessica Chastain) e Hannah, sua filha de seis anos, que é surda. Curtis ganha um salário modesto como chefe de equipe em uma empresa de extração de areia, mas que garante um seguro de saúde fundamental para o tratamento da filha, deficiente auditiva . Samantha trabalha parte do dia em casa como costureira para completar a renda e vende os produtos que confecciona no mercado de artesanato nos fins de semana. O dinheiro da família é curto e é uma luta para conciliar as necessidades especiais de Hanna com suas necessidades em saúde e em educação. Apesar disso, Curtis e Samantha se amam muito e a família é muito feliz. Curtis começa a ter terríveis pesadelos sobre uma tempestade incontrolável e apocalíptica, mas não conta a ninguém e transforma a sua ansiedade em uma obsessão que ele usa para construir um abrigo no quintal. Seu comportamento, aparentemente inexplicado, preocupa e confunde Samantha e provoca intolerância entre seus colegas de trabalho, amigos e vizinhos. Apesar disso tudo, Curtis tem muito mais medo do que pode estar por trás dos pesadelos. Então, ele decide contar a Samantha, pois ambos se amam profundamente e podem lutar juntos contra o que virá a seguir.

“O Abrigo” é um tenso drama psicológico, em que o suspense se concentra na mente do personagem perturbado e interpretado com precisão por Shannon que constrói um personagem com humanidade e realismo.

Escrito e dirigido pelo jovem promissor Jeff Nichols (atentem a "Mud", que está por vir) "O Abrigo" é um desses filmes de baixo orçamento que marcam época pela maneira como conta sua história, não importa se simples ou complexa. No cinema, nada concretiza melhor tramas do que uma firme mão condutora por trás das câmeras, e por mais que Jessica Chastain e Michael Shannon entreguem atuações sólidas e convincentes, é a direção de Nichols que dá o tom pós-apocalíptico e onírico que faz deste um filme especial. A sensação de vivermos os pesadelos do protagonista está na maneira labiríntica que a trilha sonora conduz as cenas e na linearidade simples que os atos se desenvolvem.

Não deixe de ver!

Nada de Novo no Front (1930)


Lançado em blu-ray na comemoração dos 100 anos de aniversario da Universal Studios, este é um dos filmes que qualquer colecionador deve ter, pois a Universal fez um magnífico trabalho de restauração, que inclusive pode ser visto em um dos muitos extras contidos no blu-ray.

Paul Baumer, filho de uma humilde família alemã durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) é convencido de seu dever patriótico por adultos e professores e com mais seis amigos abandona os bancos escolares e apresentam-se como voluntários para o serviço militar em plena Primeira Guerra Mundial. Em pouco tempo, Paul e seus amigos se veem cercados por um ambiente de horror, vê meninos como ele perecerem e percebe que trocou a sua juventude por uma única e cruel certeza - ao da guerra, esteja-se do lado que se estiver, numa guerra não a vencedores mas só perdedores.

Baseado no conto homônimo de Erich Maria Remarque, "Sem Novidade No Front" é um grande filme pacifista, que mostra a loucura e futilidade da guerra. As cenas de guerra nas trincheiras são retratadas de forma brilhante e dolorosa. Mesmo muitos anos após o seu lançamento, continua sendo um tema atual e dominante nos países que sofreram e sofrem com a guerra. Vencedor do Oscar de Melhor Filme e Melhor Diretor (Lewis Milestone), e foi indicado aos de Fotografia e Roteiro. Considerado o maior filme anti-guerra de todos os tempos em 1990 o filme foi selecionado para preservação pela Biblioteca do Congresso.

"Sem Novidades no Front" é um excelente filme, partindo de um magnífico roteiro, assinado por  George Abbott e Del Andrews, Lewis Milestone realiza um trabalho inesquecível.

Quando do lançamento do filme alemão, os nazistas (ainda não no poder) interromperam as exibições, gritando slogans marciais e liberando ratos nos cinemas.

A edição é composta por um disco em Blu-ray e um livreto fantástico com varias informações sobre a produção.

Não deixe de ver!