domingo, 30 de dezembro de 2012

Minha Esperança é Você (1962)


Lançado sob o selo da  Versátil e filme da Metro-Goldwyn-Mayer é um clássico humanista dirigido por John Cassavetes, e que trata de um tema ainda polemico nos dias de hoje, crianças com necessidades especiais.

Em uma escola para crianças excepcionais, uma professora novata e inexperiente (Judy Garland) entra em conflito com o diretor da instituição (Burt Lancaster), por causa de seu modo de educar um menino autista recém-abandonado pela família. Comovente denúncia do preconceito de grande parte da sociedade para com os portadores de deficiência mental.

Com 50 anos nas costas, este filme dirigido por John Cassavetes permanece corajoso, forte, fascinante, impressionante. As interpretações são magníficas, e há uma série de sequencias antológica, assustadora e bela.

Até hoje, não é muito comum se falar no cinema sobre pessoas com deficiência mental, ou com necessidades especiais, a nomenclatura mais politicamente correta nos tempos do politicamente correto. Em 1962, então, era sem dúvida um ato de grande coragem fazer um filme sobre esse tema, que somente foi as telas graças a coragem do produtor Stanley Kramer.
Quem também aparece no filme e Bill Mumy que se tronaria famoso como Will Robinson na TV serie “Perdidos no Espaço”.

O DVD esta com excelente imagem, como é normal da distribuidora Versatil, com o formato correto de Widescreen. Traz como extras a “Vida e Obra de John Cassavetes” e alguns trailers.
Veja!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

3 mil filmes para ver no YouTube

O YouTube disponibilizou um canal com aproximadamente três mil filmes on-line. O projeto, que havia sido descontinuado, voltou ao ar no mês de agosto. A lista traz desde clássicos absolutos, que fizeram a história do cinema na primeira metade do século passado, até filmes recentes que ficaram famosos em festivais independentes. O canal também traz filmes “trash” do cinema indiano, jamaicano e nigeriano. Todos os filmes estão em inglês, mas legendas em 30 idiomas podem ser ativadas no próprio Youtube. Alguns destaques do canal: “O Nascimento de Uma Nação”, filme mudo estadunidense de 1915 co-escrito, coproduzido e dirigido por D. W. Griffith, baseado no romance “The Clansman”, de Thomas Dixon.  “O Gabinete do Doutor Caligari”, a primeira grande obra do expressionismo alemão, dirigido por  Robert Wiene em 1920. “Nosferatu”, de F. W. Murnau, outro clássico do expressionismo alemão, realizado em 1922. “O Encouraçado Potemkin”, de Sergei Eisenstein, filme soviético de 1925 que retrata a revolução russa de 1905. “A General”, a obra-prima de Buster Keaton, realizado em 1927. “M”, o primeiro filme do cineasta alemão Fritz Lang e um dos filmes mais influentes da história do cinema.  “Daqui a Cem Anos”, de Alexander Korda, produzido em 1936 e considerado a primeira superprodução de ficção científica da história; e “O Estranho”, drama noir escrito, dirigido e estrelado por Orson Welles em 1946. O canal também traz clássicos recentes como “Slacker”, de 1991, filme de estreia de Richard Linklater; o premiadíssimo “Pão e Tulipas”', realizado em 2000, pelo diretor italiano Silvio Soldini; e “The Conspirator”, filme independente de Robert Redford, produzido em 2010, que narra o julgamento de Mary Surratt, mãe de um dos homens que ajudou a planejar o assassinato de Abraham Lincoln. Outro destaque do canal é o documentário “Home”, do fotógrafo francês Yann Arthus-Bertrand, que retrata a terra por meio da visão de um pássaro, sobrevoando mais de 50 países e mostrando as fragilidades do planeta.

 Para acessar: http://bit.ly/nacjoa

terça-feira, 10 de julho de 2012

Deus da Carnificina (2011)

http://www.youtube.com/watch?v=GX_JjDBe_QY

Com um elenco de estrelas (Jodie Foster, John C. Reilly, Kate Winslet e Christoph Waltz), tendo como fundo um apartamento em Nova York, o mestre Roman Polanski cria o cenário perfeito para um divertido e vibrante confronto ideológico.

Deus da Carnificina não é para qualquer espectador, pois é puro teatro filmado, mas na mão de Polanski vira uma perola do cinema. O que vamos acompanhar é o embate de dois casais, sobre um problema ocorrido com o filho de um deles. A câmera de Polanski ,os diálogos afiados , os gestos, os olhares e os comportamentos aos pouco vão desnudando os personagens a nossa frente numa narrativa em ritmo crescente, indo de um dialogo de acordo ao êxtase da discussão.

Neste processo cada personagem vai  retirando a sua mascara, intimidades são reveladas e muita roupa suja é lavada. Polanski parte do ocorrido entre os garotos e vai discorrendo sobre casamento, amizade, companheirismo, decepções e frustrações.

O Deus da Carnificina cinema de primeira linha, uma fina crítica a pseudo-civilizada sociedade contemporânea que vive de aparências, não gosta de ser contrariada e nunca conseguiu livrar-se da ânsia descontrolada em devorar o outro. Quando as máscaras sociais caem, percebemos que ainda continuamos bárbaros.

Não deixe de Ver!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

O Exótico Hotel Marigold (2011)


Em um prólogo breve, mas contundente, o diretor John Madden, de Shakespeare Apaixonado, nos apresenta seus personagens e os motivos que levam um grupo de sete idosos aposentados decide fazer uma viagem à Índia, mais especificamente ao hotel do titulo.  
Nesta busca por uma estadia, o grupo é apresentado e se deixa seduzir pelo convidativo e tentador folheto de um hotel que acaba de passar por uma reforma e oferece ótimos preços. O primeiro encontro do grupo é no aeroporto, quando a nova empreitada já se revela mais exótica do que relaxante. Mas é claro que, ao chegar lá, o local não é nada do que se havia imaginado. Embora o ambiente seja pouco luxuoso, permite experiências que vão mudar as vidas de todos para sempre.
Em suas buscas pela redenção vamos acompanhar os personagens vividos por: Muriel (Maggie Smith), uma idosa racista, que vai para o país de Gandhi para ser submetida a uma cirurgia ortopédica; Graham (Tom Wilkinson), um advogado que deixou seu grande amor quando viveu na Índia e não quer morrer sem saber do paradeiro do seu antigo amor; Evelyn (Judi Dench), que enviuvou recentemente e que não aceita de forma alguma ir morar com o filho, já que a situação econômica que ela herdou do falecido não era das mais auspiciosas; Douglas (Bill Nighy) e Jean (Penelope Wilton), um casal cujo casamento vai mal há vários anos, sem que eles se dessem conta; Norman (Ronald Pickup) e Madge (Celia Imrie), que estavam em busca do grande amor, que redimiria suas vidas afetivas.
Para dar um contraponto temos o proprietário do hotel vivido gerenciado por Sonny (Dev Patel, de (Quem Quer Ser um Milionário?), um enrolador por natureza, que se daria muito bem como comerciante no Brasil. A herança que Sonny recebeu do seu pai estava caindo aos pedaços e seu sonho era recuperar o hotel e torná-lo capaz de fazer jus aos sonhos de seu falecido pai.

John Madden agora aposta as fichas numa temática da melhor idade, e principalmente num elenco estelar, capaz de carregar qualquer filme nas costas. As várias formas de reagir à velhice, os sonhos, os medos, os segredos estão contempladas nos personagens, com humor na dose certa. E a mensagem soberba que não se chega a esta idade sem perdas.

Em segundo plano, mas não menos especial temos a Índia e todas as suas grandezas e mazelas, o seu trânsito absurdo, as suas cores vibrantes, a miséria de sua população e o seu lado mais moderno, é um personagem vivo do filme.
Não deixe de ver!


http://www.youtube.com/watch?v=XWG6bGJ4QPw

sábado, 26 de maio de 2012

O Homem do Lado (2009)


Esta comédia dramática argentina tem cenário na única obra idealizada pelo arquiteto suíço Le Corbusier na America, ou seja no endereço 320 do Boulevard 53, na cidade de La Plata.

E nesta residência que mora o designer Leonardo ( Rafael Spregelburd), com sua família, como envolto em uma redoma de segurança. Como podemos constatar seu personagem vive de aparência, com seu visual intelectual, ele desenha e coleciona moveis e objetos de vanguarda. Mas fica claro que no pequeno mundo de Leonardo o problema é a comunicação.

Então para quebra a passividade deste mundo entra em cena Victor (Daniel Aráoz, seu vizinho que resolve fazer uma janela com vista para a sala de Leonardo, que surta e acusa o vizinho de invasão de privacidade.

Victor é um típico troglodita cafona,o que é um choque para Leonardo e só inflama a cizânia.Deste choque cultural o filme tira seu humor de constrangimento, e nos leva a simpatizar com um e antagonizar o outro.

Para Leonardo os problemas são os outros e Victor é a canalização de todos os problemas, e desta rivalidade entre vizinhos que o filme tira o humor do constrangimento.

Victor com seu jeito direto, é sempre filmado frontalmente, já Leonardo se esconde do espectador, em lugares pouco iluminados, no espelho fragmentado do quarto da filha, ou seja, ele tem problema de encarar as dificuldades e os problemas de forma direta.

Mais um belo exemplo do ótimo cinema argentino.

Veja!

domingo, 6 de maio de 2012

Sophia Loren e Grandes Astros Americanos


Achei este video no youtube e resolvi postar para homenagear esta belissima atriz italiana.

Algumas informações:

Sophia Loren, nome artístico de Sofia Villani Scicolone, (Roma, 20 de setembro de 1934) é uma atriz italiana.
Quando ainda era muito pequena, sua família transferiu-se ao município napolitano de Pozzuoli, onde viveu até a adolescência em uma situação econômica muito difícil.
Descoberta em 1952 no set do filme Africa sotto i mari pelo produtor de cinema Carlo Ponti, que posteriormente viria a se tornar seu marido, mesmo sendo 22 anos mais velho. Com seu marido teve dois filhos, Carlo Jr. e Edoardo. Foi também cunhada de Romano Mussolini, filho de Benito Mussolini.
Trabalhou com grandes diretores como Vittorio De Sica, Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman, Lina Wertmüller, entre outros.
Sophia Loren ganhou fama mundial em 1962, quando recebeu o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Duas mulheres, que também lhe rendeu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cannes.



http://www.youtube.com/watch_popup?v=B8w0yMPJzSc&vq=medium

terça-feira, 1 de maio de 2012

Vejo Você no Próximo Verão (2010)

Vencedor do Oscar por seu trabalho em “Capote”, Philip Seymour Hoffman é um dos raros atores a conquistar unanimidade para seu talento tanto em produções independentes ( Felicidade) como assumindo o vilão de superproduções ( Missão Impossivel 3), Aqui ele faz sua estreia na direção.

Em “Vejo Você no Próximo Verão”, Hoffman se baseia na peça off-Broadway de Bob Glaudini, sobre Jack, um motorista de limusine (Hoffman) que gosta de reggae e não sabe nadar nem cozinhar - duas coisas que ele aprende ao longo do filme para vencer sua timidez e conquistar a igualmente complexada Connie (Amy Ryan).Ao acompanhar o aprendizado de Jack, somos levados ao mundo de pessoas simples, sem glamour, que como nos sofrem, tem amam e enfrentam crises.
Este é um filme de detalhes, que ganha um âmbito universal e humano nas entrelinhas dos diálogos, nas pausas, nos closes e nas encenações

Hoffman esta familiarizado com o papel que ele interpretou na Broadway, vivendo um personagem simplório e esquisitão que é fã de rap e usa cabelo rastafári que precisa vencer seus medos e anseios para sair de sua solidão.
Um ponto forte do filme é a trilha sonora.

Veja!