sexta-feira, 24 de junho de 2011

SANTUÁRIO (2010)

“Santuário” mostra uma equipe de mergulhadores em uma expedição perigosa num sistema de cavernas subaquáticas ainda não explorado pelo homem. Tudo vai bem até que uma tempestade tropical os prende nas profundezas e eles têm de achar uma saída enquanto lutam pela sobrevivência em terreno inóspito.

A história é boba e não busca um aprofundamento das situações e dos personagens. Como o roteiro carece de uma trama mais elaborada, temos uma história previsível e cheia de clichês. Temos o líder e pai durão e incessível, o filho rebelde em conflito com o pai, o milionário fanfarrão, citando apenas alguns.

Mais tarde descobri que James Cameron, planejou todo o filme para ser visto em 3D com a mesma tecnologia de “Avatar”, o que faz muita diferença, não na historia que continua boboca nas na experiência, deste modo cito abaixo a critica de Roberto Guerra que viu o filme em 3D.

“...a experiência vivida na sala de cinema é única e gratificante. Com a entrada em cena de nossa protagonista - a tecnologia - temos um filme que consegue bem mais do que nos aproximar da ação. Diferente do que foi visto em Avatar, os planos mais fechados de Santuário permitem enfatizar o teor claustrofóbico da história e transformam o espectador num dos mergulhadores presos na caverna. É a experiência 3D levada ao extremo.”

A Montanha dos Sete Abutres (1951)

Na próxima quarta-feira , completam-se 60 anos da estréia de “A montanha dos sete abutres”,onde Wilder fez aqui uma crítica mordaz e impiedosa à chamada imprensa marrom. Como não poderia deixar de acontecer à crítica americana atacou a obra do diretor bem como o público que se viu caricaturado.

O filme acabou virando um clássico do cinema, e não perdeu sua acidez e denuncia da imprensa marrom, uma vez que atualmente alguns profissionais (da informação) não estão preocupados com a notícia, mas, sim, com o sensacionalismo puro e a autopromoção. Transformam notícias em mercadorias, apenas mais um produto para ser colocado no mercado e consumido. Portanto, manipulam-se fatos para tornar a matéria mais atraente para uma população que também está preocupada em apenas consumir e não em se informar, ignorando questões básicas e não questionando a veracidade (ou qualquer coisa que o valha).

Wilder voltou ao assunto em 1974, em ''A Primeira Página'', de 1974, em que o diretor novamente fala da imprensa.

O jornalista Chuck Tatum, magistralmente interpretado por Kirk Douglas, tem algumas frases que exemplificam a estratégia da imprensa : “Notícias ruins vendem bem porque notícias boas não são notícias” ou “Se não houver notícias, vou lá fora e mordo um cachorro”. E esta outra: “Você aprendeu o quê na faculdade de jornalismo? Propaganda?”

Mas ainda é empolgante acompanhar Charles Tatum, um jornalista que, após perder diversos empregos em jornais grandes, consegue se empregar no pequeno jornal de uma cidade interiorana chamada Albuquerque. Contudo, manter-se nesse jornal não é a meta de Tatum, que espera ansiosamente por um furo de reportagem que o recoloque na grande imprensa. Inescrupuloso e capaz de manipular, distorcer ou inventar fatos, Tatum está disposto a tudo para conseguir a grande matéria que o levará de volta para a sua antiga posição.

Não deixe de ver!

quinta-feira, 23 de junho de 2011

O Milagre de Anne Sullivan (1962)


Helen Keller ficou cega e surda, na tenra idade, devido a uma doença diagnosticada na época como "febre cerebral".Tornou-se uma célebre escritora, filósofa e conferencista, uma personagem famosa pelo extenso trabalho que desenvolveu em favor das pessoas portadoras de deficiência. Anne Sullivan foi sua professora, companheira e protetora.
A história do encontro entre as duas é contada na peça The Miracle Worker, de William Gibson, baseado no livro autobiografico de Helen Kellee e que virou o filme “O Milagre de Anne Sullivan”, nas mãos do grande Arthur Penn.
Apesar de ja term se passados 48 anos, o filme não perdeu o em nada o seu impacto, talvez pelas atuações superlativas de Anne Bancroft como Anne Sullivan e Patty Duke no papel de Helen. Sendo que ambas arebataram o Oscar de Atriz e Atriz Coadjuvante respectivamente, naquele ano.

Presa em um assustador e solitário mundo de silêncio e escuridão desde a infância, a garota de sete anos Helen Keller nunca chegou a ver o céu, escutar a voz de sua mãe, ou mesmo expressar seus mais profundos sentimentos. É então que chega Annie Sullivan, uma professora de 20 anos de idade vinda de Boston. Tendo apenas recentemente encontrado um novo caminho para sua vida, Annie consegue entrar em contato com Helen pelo poder do toque - a única ferramenta que elas têm em comum - e guia a sua corajosa pupila numa milagrosa jornada de medo e isolação para a felicidade e a luz.

Penn podia ter feito um dramalhão, onde toda a carga fica em cima da doença do personagem, mas diferente da grande maioria dos diretores atuais, fugiu do comum e nos deu um filme onde temos um exemplo de perseverança, coragem, da força de vontade e na crença inabalável nas próprias convicções, uma vez que Annie, uma ex-cega, já havia sofrido muito nas instituições por onde passou.

Uma das cenas mais marcantes do filme se passa todo dentro de uma sala de jantar, onde as duas personagens travam uma luta de para impor as suas vontades, que se torna até física, sem cair no ridículo ou no grotesco.

Este foi o segundo filme de Penn e hoje é um clássico, havia assistido o mesmo a muitos anos atrás na TV , agora adquiri o DVD e vejo que o mesmo não envelheceu e faz emocionar.

Não deixe de ver!

- “possivelmente será a mais comovente desempenho em dupla já gravada em filme" (Time)
- "Enobrecedor e estimulante" (Variety)
- "um dos melhores trabalhos de arte na história do cinema" (Boxoffice). 

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Contra o Tempo (2011)

Duncan Jones cineasta britânico, filho do roqueiro David Bowie em 2009 conquistou os fãs de ficção cientifica com o filme “Lunar”, o filme relata a historia de um astronauta que experimenta uma crise pessoal enquanto ele se aproxima do final de uma missão de três anos para minerar hélio na Lua. “Lunar” era uma historia simples mas muito original, que mesmo calçada em poucos recursos tecnológicos, onde o que se destacava eram as emoções e as ideias.
Neste novo filme, ele volta com uma mistura de ação com ficção cientifica, onde soldado Colter Stevens (Jake Gyllenhaal) que acorda no corpo de um homem desconhecido e descobre que ele faz parte de um programa experimental do governo para investigar um atentado terrorista.Assim Colter é obrigado a reviver o atentado diversas vezes durante 8 minutos até descobrir o terrorista.
A idéia do filme é bacana, mas muito inverossímil – e é muito fácil descobrir o culpado bem antes do personagem principal, mas o filme reserva algumas surpresas. O filme até pode levantar algumas discussões como segunda chance, destino e ética cientifica, mas deixa a desejar. Vale apenas como diversão.

domingo, 19 de junho de 2011

Desconhecido (2011)

Este é o que podemos chamar de um filme globalizado. O autor do livro é francês. O diretor, espanhol. O ator principal nasceu na Irlanda, e toda a ação se passa na Alemanha. Mas “Desconhecido” é o típico filme de suspense com jeitão norte-americano.

A ação começa com o Dr. Martin Harris e sua esposa Elizabeth chegando a Berlim para uma importante conferência mundial de Biotecnologia. Um acidente de carro, porém, põe o Dr. Harris em coma durante quatro dias. Ao acordar, toda sua vida está do avesso: é como se ele nunca tivesse existido. E é melhor não dizer mais nada.

O filme lembra os bons filmes do mestre Hitchcock.O homem solitário e indefeso lutando contra tudo e contra todos em busca da própria identidade, tendo uma bela capital européia e uma intriga de espionagem internacional como panos de fundo. “Desconhecido”, não pode ser descrito como um filme memorável, mas não faz feio. Uma ou outra forçada de barra no roteiro, uma ou outra cena de correria e/ou pancadaria desnecessária aqui e ali não são suficientes para tirar os méritos do filme, que tem tudo para agradar tanto aos fãs de uma boa trama, como a quem prefere somente a correria.

Liam Neeson esta convincente no papel, mas os destaques ficam com a marcante presença do grande ator alemão Bruno Ganz (o Hitler de A Queda), no impagável papel de um ex-agente da antiga Alemanha Oriental. É antológica sua fala que classifica os alemães como um povo que “adora esquecer”, que já esqueceu que foi nazista e agora tenta esquecer que foi comunista. Ou sobre um antigo cigarro que, de tão ruim, “matou mais comunistas que Stalin”. Seu embate final com outro veterano de Guerra Fria – vivido por Frank Langella – é um dos pontos altos do filme.

Quem também da as caras é a bela Diane Kruger como uma imigrante ilegal, que resolve ajudar Neeson, o que esta entre as várias incongruências do texto.
“Desconhecido”, não é memorável, mas vai agradar quem gosta de um bom suspense.


Veja!

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A Garota da Capa Vermelha (2011)

Catherine Hardwicke, que dirigiu o primeiro filme da franquia “Crepúsculo”, conseguiu fazer mais uma bobagem que deve conquistar somente os adolescentes mais inocentes em busca de mais uma história de amor infantil. Enfim ela “crepuscalizou” a fábula de Chapeuzinho Vermelho. Fiquei com saudades de “A Companhia dos Lobos “dirigido por Neil Jordan em 1984 e que também faz uma analogia a Chapeuzinho Vermelho.

Desde a primeira cena até a última tudo lembra “Crepúsculo”, uma adolescente insossa e virgem dividida entre o amor de dois rapazes, um lobisomem, até a presença de Billy Burke, o intérprete do pai da Bella. Acrescente cenários com belo visual mais uma trilha sonora jovem, só faltou um vampiro. A grande diferença entre ambos é que os filmes baseados nos livros de Stephenie Meyer ainda eram aceitáveis, mas “A Garota da Capa Vermelha” já é de longe um dos piores do ano.

Fuja!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Biutiful (2010)

Alejandro González Iñárritu foi genial com “Babel”, onde desenvolveu uma formula de quebra-cabeça circular, onde diversas historias vão se encaixando uma nas outras de maneira fatastica.

Em “Biutiful” ele não ousou tanto, mas é um filme tocante e que aborda vários temas como política sócio econômica e global, bem como a imigração ilegal.

Na verdade quem rouba o filme é o grande Javier Bardem, no papel de Uxbal, pai de duas crianças, que descobre estar com câncer terminal. Sensitivo, ele consegue falar com os mortos e cuida sozinho das duas crianças, pois a ex-mulher é bipolar. Vivendo em um apartamento minúsculo em Barcelona,para conseguir sobreviver ele participa de diversas atividades envolvendo imigrantes ilegais como chineses fabricantes de bolsas, operários da construção civil e africanos que revendem produtos como ambulantes. A grande aflição de Uxbal é saber o que vai acontecer aos filhos quando morrer uma vez que não pode confiar na ex-mulher. Assim acompanhamos a jornada deste homem para se redimir e deixar as coisas em ordem para os que o rodeiam, após a sua partida.

Veja!