quarta-feira, 8 de junho de 2011

O Mafioso (2011)

O filme relata a historia de Danny Greene, um descendente de irlandeses que em 1976 transformou Cleveland em uma verdadeira praça de guerra, foram mais de 36 atentados a bomba. Greene e foi capanga do mafioso John Cleveland Nardi. Greene iniciou suas atividades quando conseguiu um posto na Associação internacional dos Estivadores, onde foi eleito presidente no início de 1960. Assim começou sua sede de poder o que acabou resultando em um embate com as famílias locais da máfia italiana.
A escolha do ator irlandes Ray Stevenson, não foi muito boa, apesar da semelhança, Stevenson não tem carisma. Outro que da as caras é Val Kilmer que se voce pintado de verde podia fazer cover do Shreck.
A unica coisa interessante do filme são a inserção de cenas de arquivo do noticiario da época.

domingo, 29 de maio de 2011

O Poder e a Lei (2011)

“O Poder da Lei” é uma adaptação ao cinema do livro Advogado de Porta de Cadeia (publicado pela Editora Record no Brasil), de Michael Connelly. Lançado de forma discreta nos EUA o filme foi uma grata surpresa nas bilheterias americanas arrecadando US$ 56 milhões, o que é uma quantia significante ante os custos da produção. O filme também gerou uma discussão por apontar o que muita gente acredita ser uma reação do público adulto contra a atual produção infantilizada de Hollywood.

Matthew McConaughey não é Paul Newmann, como foi alardeado em 1996, na época do lançamento de “Tempo de Matar”, mas veste à perfeição esse tipo de papel que pede mais carisma e presença de cena do que talento em si.

Ele é Mick Haller, pai de família separado, advogado que circula em Beverly Hills com seu motorista negro em seu escritório móvel, dentro de um Ford Lincoln, daí vem a origem do titulo original “The Lincoln Lawyer” , defendendo causas típicas de porta de cadeia.Mick é levado até o playboy Louis (Ryan Phillippe),filho de uma família rica do ramo imobiliário, preso por tentativa de estupro e agressão brutal contra uma prostituta. O advogado aceita o caso, mesmo incerto da inocência do cliente e consegue a soltura do acusado sob fiança e estuda a melhor estratégia de defesa.Mas ao ser defrontado com diversos fatos paralelos aos poucos Mick começa a ser envolvido em um jogo de gato e rato, o que exige que Mick reavalie seus valores.

O diretor Brad Furman nos da um filme com boa dose de suspense, bem como um bom filme policial com muitas reviravoltas.

Água Para Elefantes (2011)

O diretor Francis Lawrence acertou a mão ao levar as telas os quadrinhos de “Constantine” e a terceira adaptação do livro homônimo de Richard Matheson, em “Eu Sou a Lenda”, Mas aqui Lawrence se perde no drama mais realista e romântico, que se passa na grande depressão de 1930.

Lawrence tinha o cenário ideal para fazer um drama pungente e cativante mas se perde em seus personagens, o que resulta em um filme agradável de ver, com uma mensagem otimista, mas sem grande profundidade. O tipo filme para elevar o espírito com água e açúcar.

A historia se desenrola no início dos anos 1930, plena depressão nos Estados Unidos. O jovem Jacob Jankowski (Robert Pattinson) se encaminha para a prova final da faculdade que Dara o seu tão sonhado diploma de veterinário, na hora da prova final, uma tragédia acaba por deixá-lo sozinho no mundo. Jacob então sai andando sem rumo, até avistar um trem. Mal sabia ele que ao pegar carona clandestinamente estaria entrando em um mundo novo e mudando de vez sua vida.

Bem numa daquelas conjunções astrais tão freqüentes na ficção, a história escrita originalmente no livro homônimo de Sara Gruen e adaptada no roteiro de Richard LaGravenese, o jovem veterinário cai justamente no meio de um circo cheio de animais, que vão de cavalos e leões até ao elefante que da titulo a historia, como diz Jacob a certa altura "Não sei se eu escolhi aquele circo ou foi ele que me escolheu". Jacob acaba criando uma paixão pelo circo bem como o seu interesse por Marlena (Reese Witherspoon), a estrela do espetáculo e, não por acaso, esposa do dono do circo. E é neste triângulo amoroso, tão iminente quanto perigoso, que vamos conhecendo seus personagens, principalmente August (o ótimo Waltz), esposo de Marlena, que tem uma persona extremamente volátil, trocando a cordialidade pelo brutalismo em questão de segundos. O desfecho de tudo isso é tão previsível e pesado quanto os passos do elefante do título, que, aliás, é secundário à história em si.

O quadro geral do filme tinha todos os elementos para ficar ótimo, mas o problema é que não conseguimos criar uma empatia pelos personagens, e sem conseguir se envolver com os personagens fica difícil também se influenciar pelo seu drama romântico.

No final nem as lágrimas, tão esperadas nas típicas produções gênero aparecem para aplaudir o final.

Vampiros da Alma (1956)

Digo que “Vampiros de Almas” é um filme que tem seu lugar na historia da sétima arte, por ter se tornado uma forte influência no gênero da ficção científica.
A trama inicia com o relato do Dr. Miles em flashback, contando os fatos que se sucederam após seu retorno de um congresso médico, à Santa Mira, uma pequena cidade na Califórnia, e estranha os relatos de vários pacientes que insistem que seus familiares são impostores, apesar de manterem a aparência física. A princípio encara o fato com ceticismo, mas alguns dias depois é testemunha de um estranho caso envolvendo seus amigos e acaba descobrindo que tudo faz parte de uma invasão alienígena, que assume a forma das pessoas para conquistar seu objetivo.

Com direção de Don Siegel , que soube utilizar a trilha sonora de forma inteligente, para enfatizar o desespero dos protagonistas,o filme apesar de curto ( oitenta minutos) e muito bem construído e tenso do inicio ao fim, apesar de sua formula ser mais do que copiada, inclusive rendendo três outras versões que não chegam aos pés do original.

Outro ponto a ser citado é o fato do filme ser rodado em uma época em que os americanos tinham acabado de viver a caça as bruxas ou melhor o McCarthysmo (denominação dada ao período em que o senador Joseph McCarthy provocou uma verdadeira caça às bruxas nos EUA, com o objetivo de encontrar comunistas infiltrados nos mais diversos setores da sociedade americana), e outro ponto a ameça comunista que se iniciava com a Guerra Fria onde o grande inimigo eram os comunistas ou melhor os “comedores de criancinhas”, dando assim a obra uma mensagem indiretamente política sobre a invasão que acontece no filme.

Outro comentário deve ser feito a respeito do final da produção. Na verdade, duas análises são possíveis, uma apolítica e outra política. Nesta primeira, a conclusão pode decepcionar alguns, uma vez que deixa muito em aberto. Mas o último plano concebido por Don Siegel justifica qualquer possível reclamação, deixando bem claro que Vampiros de Almas é mais sobre o papel desempenhado pelo dr. Bennell em toda a história do que sobre a invasão propriamente dita.

Com importância histórica e cinematográfica, "Vampiros de Almas" é um filme obrigatório para qualquer cinéfilo. Não é perfeito, mas não deixa de ser um marco para o gênero de ficção cientifica e uma perfeita analogia política a sua época.

sábado, 28 de maio de 2011

SEM LIMITES (2011)

A ciência constatou que o ser humano só faz uso de 10 a 20% da capacidade de seu cérebro. Seria possível de alguma maneira aumentar este uso para 100%? Qual seriam as conseqüências, estaria o corpo humano preparado para tal, esta é a premissa de ótimo “Sem Limites”

Em “Sem Limites” O aspirante a escritor Eddie Morra (Bradley Cooper) esta se afundando em uma depressão e por isso perde a namorada (Abbie Cornish) e está prestes também a ver escorrer pelos esgotos de Nova York o contrato que tem com uma editora e seu imundo apartamento em Chinatown. Andando sem destino pelas ruas da cidade, ele encontra o irmão de sua ex-esposa, que lhe oferece a solução para os seus problemas em formato de pílula. Trata-se de uma droga em fase de testes chamada NZT, que permite ao seu usuário ter acesso total ao seu cérebro e não apenas aos 20% que utilizamos normalmente.

Sem perspectivas, Eddie acaba experimentando a novidade. E quando "bate" o efeito do NZT ele muda. O filme muda. Eddie tem primeiro uma experiência fora de seu próprio corpo. A luz azulada e fria que predominava até então fica avermelhada, mais quente, refletindo o próprio aumento de confiança do personagem, que começa a ter acesso a informações que estavam perdidas nas quinas escuras da sua mente. Surge junto um sorriso largo, e em questão de minutos ele está tagarelando sobre direito, flutuações do mercado financeiro, ganhando dinheiro em mesas de pôquer, dormindo com as mais belas mulheres de Nova York e, no melhor estilo Bruce Wayne de briga, enfrentando brutamontes usando as memórias dos filmes do Bruce Lee e lutas de Muhammad Ali. O problema, porém, é que esta “turbinada cerebral” pode lhe trazer mais problemas que benefícios.

O diretor Neil Burguer (de O Ilusionista),mistura aventura e ficção científica, num entretenimento atrativo e eficiente. O filme tem agilidade, charme, prende a atenção e – cá pra nós – é impossível não morrer de inveja do protagonista quando ele se torna praticamente um super-homem com seu “novo” cérebro. É a realização do mito do sucesso imediato, sem esforço, absoluto, e sem prejudicar ninguém. O grande problema do filme é a mania dos produtores americanos que sempre acreditam que o público “pode não entender a mensagem” e teimam em deixar tudo explicadinho, nos mínimos detalhes. Assim Burguer inseriu ao filme uma narração em off redundante, desnecessária e, em determinados momentos, até irritante.

Mas “Sem Limites” é um filme competente,bem costurado, com efeitos na medida certa e uma idéia inteligente.

PS: Bradley Cooper mostra cada vez mais versatilidade e Robert de Niro para infelicidade dos fãs continua em piloto automatico.

Veja!

Rio (2011)

O brasileiro Carlos Saldanha chamou a atenção como co-diretor de “A Era do Gelo” em 2002 e acabou sendo o diretor das duas continuações que se desenrolam na Era Glacial. Com “Rio” Saldanha faz uma homenagem a sua cidade natal e entra na onda de preservação da fauna com a aventura de Blu, uma arara azul.


“Rio” é de uma beleza fenomenal,lindamente animado, muito colorido, mas peca por ainda apresentar uma visão feita para agradar o mercado externo, o seja “O Brasil que gringo quer ver”.

Blu (Jesse Eisenberg) é uma arara azul brasileira, que foi capturada e levada quando filhote para um lugar frio e longínquo divertidamente identificado como “não é o Rio”. Ele é então criado por Linda (Leslie Mann), uma nerd americana dona de livraria, um tanto super protetora, mas com bom coração (e nenhum talento para sambar). Tudo muda quando Tulio (Santoro) convence Linda a levar Blu para o Rio de Janeiro, com o objetivo de procriar e salvar sua espécie. A história se desenvolve então numa espécie de road movie, onde Blu vai lidar com suas duas grandes inabilidades: socializar e voar.

Como animação “Rio” cumpre o seu papel,mas não surpreende, é um filme simpático, com cenas divertidas, mas falta algo de criativo, o algo a mais, tão constante nas produções da Pixar.

Veja!

domingo, 15 de maio de 2011

CACHÉ (2005)

Este é um filme para ser visto confortavelmente. Sente-se na poltrona , desligue os telefones. relaxe, esqueça o mundo lá fora, fixe os olhos na tela e prepare-se para uma experiência cinematográfica diferente do convencional. Esqueça as montagens MTV, o feitos sonoros, as soundtracks, os "grandes momentos" e os "grand finales" típicos das produções comerciais e entregue-se ao estranho mundo do cineasta alemão Michael Haneke, o mesmo de “Fita Branca” e “A Professora de Piano”. Enfim, concentre-se para ver "Caché"

A primeira cena de “Caché” ilustra bem o aspecto do arrojado de Haneke. Trata-se de um longo plano estático de uma residência de classe alta, mostrada à distância, durante cinco minutos, sem cortes. Na metade da tomada, a imagem é congelada, rebobinada e depois avançada em alta velocidade, enquanto ouvimos duas pessoas que não aparecem na tela discutindo sobre ela. Só então descobrimos que não estamos vendo o filme em si, mas sim o filme dentro do filme – uma fita de vídeo que o casal de protagonistas de “Caché” assiste, na sua TV de plasma de alta definição.


Assim Haneke  inicia seu estudo sobre a imagem e seu efeito no homem contemporâneo. A princípio, esta parece uma definição simplista, mas o filme deixa latente o poder desestruturador da vigilância, mostrando o pânico crescente de uma família assustada pela misteriosa remessa de estranhas e anônimas fitas de vídeo. Mas Haneke vai mais longe ao questionar a natureza e o sentido das mídias audiovisuais, assim como o processo de criação delas. E como um bom artista que utiliza seu ofício para confrontar a realidade, Haneke não perde a oportunidade de estampar as relações ambíguas entres as classes socias, sempre partindo do ponto de vista do passado e da culpa. Em um ritmo lento ele vai envolvendo o espectador com longos planos parados e intrigantes que vão aos pouco nos  jogando num universo de torpor, angustiam, para depois pregar sustos intensos.

Atenção, preste bastante atenção à última tomada do filme, mais um daqueles planos estáticos de meia distância que pode ser, ou não, uma fita. É possível que ele ajude se bem observado, a esclarecer algumas perguntas que ficaram no ar.


Caché é um filme fascinante pelas coisas que diz, mas é ainda mais intrigante pelas que não diz, pelo que deixa no ar, para o espectador pensar em casa. Sóbrio e misterioso, o filme coleciona vários prêmios internacionais, entre eles Melhor Direção, Prêmio do Júri e Prêmio da Crítica Internacional em Cannes, e Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Ator (Daniel Auteil) no European Film Award.