sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dia de Treinamento (2001)

Este filme aborda um tema bastante conhecido em nosso país, a corrupção policial, sendo que a ação transcorre em um único dia como adianta o titulo e relata a história de Jake Hoyt (Ethan Hawke), um jovem policial de Los Angeles, que tem como sonho entrar na equipe de narcóticos da polícia local. Mas quando ele finalmente consegue este posto recebe como oficial de treinamento e parceiro Alonzo Harris (Denzel Washington), um policial veterano e corrupto. Com o passar do dia o jovem policial é exposto a todo tipo de corrupção existente, é obrigado a usar crack e é ainda acusado de assassinato. Assim o treinamento será feito não numa sala de aula nem numa repartição policial, mas sim diretamente nas violentas ruas de Los Angeles. Em poucas horas, o jovem Jake vai perceber que ele está nas mãos de uma personalidade perigosa, perturbada e polêmica. Todos estes acontecimentos são orquestrados por Alonzo a fim de encobrir um engano cometido por ele junto à máfia russa, que pode fazer com que ele seja morto se não conseguir uma grande quantia de dinheiro até a meia-noite.

Com “Dia de treinamento” vemos que a realidade norte americana não foge a nossa, apesar de sutis diferenças, como equipamentos. Se nas favelas cariocas a presença da polícia é anunciada por fogos de artifício, nos bairros barra-pesada de Los Angeles os criminosos soltam pombos para alertar seus colegas. E a realidade fica mais próxima quando Alonzo profere seus lemas “Somos a polícia: nós podemos tudo” ou “Para proteger o carneiro é necessário vigiar o lobo. E para isso é preciso ser igual ao próprio lobo”,

Com as devidas ressalvas moralistas – afinal, é um filme hollywoodiano –,o diretor Antoine Fuqua, especializado em videoclipes, utiliza grandes closes e muita câmera na mão para dar um tom mais realista ao seu filme. Quase documental. O estilo de Fuqua praticamente coloca o espectador no banco traseiro do carro de Alonzo e Jake, fazendo-o participar vividamente da ação. Suja e escura, a fotografia é coerente com o tema. O resultado é envolvente.

Denzel Washington e Ethan Hawke concorrem respectivamente aos prêmios Oscar de Ator e Ator Coadjuvante por este filme.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

O Profeta (2009)

Esta era minha aposta para o Oscar de Melhor filme Estrangeiro, que perdeu para o argentino “O Segredo dos Seus Olhos”, que merecidamente levou o premio. Mas isto não tira o mérito de “O Profeta” que levou o “Grande Premio do Júri” em Cannes, além de ser eleito o filme do ano pelos críticos londrinos e arrebatar 8 estatuetas César o Oscar francês.


Este novo trabalho do diretor Jacques Audiard, que ficou conhecido no circuito de arte Brasileiro pelo filme “De Tanto Bater Meu Coração Parou” nos traz um filme arrebatador. Em uma entrevista à Folha de São Paulo o diretor disse que de alguma maneira, “Carandiru” e “Pixote – A Lei do Mais Fraco”, serviram de inspiração para sua história, acho que ele quis ser modesto, não desmerecendo os filmes mas os brasileiros devem ver “O Profeta” para aprenderem como se faz um filme de prisão.

O Filme mostra a dura trajetória de Malik, de dezenove anos (interpretado por Tahar Rahim, ganhador do prêmio de melhor ator do cinema europeu em 2009), dentro do sistema carcerário. Ao chegar à prisão, ele é encurralado pelo líder da gangue dominante dos corsos (interpretado por Niels Arestrup, ganhador do prêmio César de melhor ator coadjuvante em 2010) e forçado a executar várias tarefas perigosas, inclusive tráfico de drogas a assassinatos brutais. Com o tempo, Malik ganha a confiança do líder da gangue e conquista posições privilegiadas dentro da prisão. Enquanto isso, ele traça secretamente os seus próprios planos e o filme revela então a história de um aprendizado e retrata, sem nunca cair na obviedade, a origem de um poderoso chefão. Acompanhar a ascensão de Malik na prisão é quase como acompanhar a origem de Tony Montana ou de Don Corleone com sotaque francês.

“O Profeta” tem uma trama arrebatadora, que dispensa efeitos especiais, sua força provem da interpretação de um elenco desconhecido e em uma narrativa tradicional, que guarda surpresas para quando menos se espera.Um dos grandes filmes de máfia realizado nesta década.

Não deixe de ver!

Momento de Decisão (1997)

Para a grande maioria dos cinéfilos se você falar sobre balé, logo virá a mente o clássico filme dos anos 40 “Sapatinhos Vermelhos”, estrelado pela bailarina Moira Shearer. Mas em 1997, Herbert Ross, casado com a bailarina Nora Kaye, executou um projeto pessoal que deu origem a “Momento de Decisão”. Lembro que na época de seu lançamento o filme encantou uma geração de bailarinas, inclusive minha irmã Letícia.


O filme relata a história de duas bailarinas, amigas e rivais que em um determinado momento de suas vidas fizeram uma escolha, e agora se perguntam se esta foi a mais acertada.

Em “Momento de Decisão” Emma, interpretada por Anne Bancroft, é uma bailarina que está envelhecendo e cuja carreira já atingiu seu ápice. Deedee, interpretada por Shirley MacLaine, é a amiga que abandonou a carreira há muitos anos para casar e ser mãe. As duas se reencontram após diversos anos quando a filha de Deedee demonstra talento e vontade de ser bailarina. Uma explosão de conflitos novos e antigos se segue, levando as amigas a analisarem as escolhas que fizeram na vida e como viver com tais escolhas. Uma história honesta e comovente, que dá uma visão romântica, mas também apaixonada, sincera e emocionante do que é o mundo do balé.

O filme tem a participação de vários bailarinos e bailarinas famosos inclusive do russo Mikhail Baryshnikov.

O filme tem o recorde de ser o que teve maior numero de indicações ao Oscar sem ganhar nada junto com “A Cor Púrpura”. Outra curiosidade é que o personagem do coreografo é inspirado no grande Jerome Robbins, diretor de “Amor Sublime Amor” junto com Robert Wise.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Façam suas apostas: Listas dos indicados 2011

"O Discurso do Rei" lidera indicações ao Oscar. Esta produção britânica lidera a competição, com indicações em 12 categorias, incluindo melhor filme, diretor e ator. Também saíram como favoritos "Bravura indômita", com dez indicações, "A rede social" e "A Origem", ambos com oito indicações. Em seguida vêm "O vencedor", que disputa o prêmio em sete categorias, "127 horas", em seis, e "Cisne negro" e "Toy story 3", em cinco.

A principal ausência sentida foi Christopher Nolan (A Origem), preterido na categoria de melhor diretor. Já as surpresas ficaram por conta da indicação de Javier Bardem como melhor ator por “Biutiful” e a boa presença de “Inverno da Alma”, com quatro indicações incluindo melhor filme.

O Brasil ficou de fora na categoria de melhor filme estrangeiro, mas está presente na de documentário.” Lixo Extraordinário”, co-produção com o Reino Unido, conquistou uma indicação na categoria.

Na disputa da estatueta de melhor ator, a surpresa ficou por conta do espanhol Javier Bardem, por sua participação em "Biutiful", também indicado a melhor filme de língua estrangeira. Ainda concorrem ao Oscar de melhor ator Jesse Eisenberg, de "A rede social", Colin Firth, de "O discurso do rei", Jeff Bridges, de "Bravura indômita", e James Franco, de "127 horas".

Entre as atrizes, a veterana Annette Bening, de “Minhas mães e meu pai”, disputa a estatueta com Natalie Portman, ganhadora do Globo de Ouro por “Cisne negro”, além de Nicole Kidman, de “Rabbit hole”, Michelle Williams, de “Blue valentine”, e Jennifer Lawrence, de “Inverno da alma”.

Confira a lista completa dos indicados ao Oscar 2011:



Melhor filme:

- “A rede social”

- “O discurso do rei”

- “Cisne negro”

- “O vencedor”

- “A origem”

- “Toy Story 3”

- “Bravura indômita”

- “Minhas mães e meu pai”

- “127 horas”

- “Inverno da alma”

Melhor diretor:

- David Fincher – “A rede social”

- Tom Hooper – “O discurso do rei”

- Darren Aronofsky – “Cisne negro”

- Joel e Ethan Coen – “Bravura indômita”

- David O. Russell – “O vencedor”

Melhor ator:

- Jesse Eisenberg – “A rede social”

- Colin Firth – “O discurso do rei”

- James Franco – “127 horas”

- Jeff Bridges – “Bravura indômita”

- Javier Bardem – “Biutiful”

Melhor atriz:

- Annette Bening – “Minhas mães e meu pai”

- Natalie Portman – “Cisne negro”

- Nicole Kidman - “Rabbit hole”

- Michelle Williams - “Blue valentine”

- Jennifer Lawrence - “Inverno da alma”

Melhor ator coadjuvante:

- Mark Ruffalo – “Minhas mães e meu pai”

- Geoffrey Rush – “O discurso do rei”

- Christian Bale – “O vencedor”

- Jeremy Renner – “Atração perigosa”

- John Hawkes – "Inverno da alma"

Melhor atriz coadjuvante:

- Helena Bonham Carter – “O discurso do rei”

- Melissa Leo – “O vencedor”

- Amy Adams – “O vencedor”

- Hailee Steinfeld – “Bravura indômita”

- Jacki Weaver - “Reino animal”

Melhor roteiro original:

- “Minhas mães e meu pai”

- “O vencedor”

- “A origem”

- “O discurso do rei”

- "Another year"

Melhor roteiro adaptado:

- “A rede social”

- “127 horas”

- “Bravura indômita”

- “Toy Story 3”

- "Inverno da alma"

Melhor longa-metragem de animação:

- "Como treinar o seu dragão"

- "O mágico"

- "Toy Story 3"

Melhor direção de arte:

- "Alice no País das Maravilhas"

- "Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"

- "A origem"

- "O discurso do rei"

- "Bravura indômita"

Melhor fotografia:

- "Cisne negro"

- "A origem"

- "O discurso do rei"

- "A rede social"

- "Bravura indômita"

Melhor figurino:

- "Alice no País das Maravilhas"

- "I am love"

- "O discurso do rei"

- "Bravura indômita"

- "The tempest"

Melhor documentário (longa-metragem)

- "Exit through the gift shop"

- "Gasland"

- "Inside job"

- "Restrepo"

- "Lixo extraordinário"



Melhor documentário (curta-metragem)

- "Killing in the name"

- "Poster girl"

- "Strangers no more"

- "Sun come up"

- "The warriors of Qiugang"

Melhor edição

- "Cisne negro"

- "O vencedor"

- "O discurso do rei"

- "127 horas"

- "A rede social"



Melhor filme de língua estrangeira

- "Biutiful"(México)

- "Dogtooth" (Grécia)

- "In a better world" (Dinamarca)

- "Incendies" (Canadá)

- "Outside the law" (Argélia)



Melhor trilha sonora original

- "Como treinar seu dragão" - John Powell

- "A origem" - Hans Zimmer

- "O discurso do rei" - Alexandre Desplat

- "127 horas" - A.R. Rahman

- "A rede social" - Trent Reznor e Atticus Ross

Melhor canção original

- "Coming home", de "Country Strong"

- "I see the light", de "Enrolados"

- "If I rise", de "127 horas"

- "We belong together", de "Toy Story 3"

Melhor curta-metragem

- "The confession"

- "The crush"

- "God of love"

- "Na wewe"

- "Wish 143"

Melhor curta-metragem de animação

- "Day & night"

- "The gruffalo"

- "Let's pollute"

- "The lost thing"

- "Madagascar, carnet de voyage"

Melhor edição de som

- "A origem"

- "Toy Story 3"

- "Tron: o legado"

- "Bravura indômita"

- "Incontrolável"

Melhor mixagem de som

- "A origem"

- "O discurso do rei"

- "Salt"

- "A rede social"

- "Bravura indômita"

Melhores efeitos visuais

- "Alice no País das Maravilhas"

- Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1"

- "Além da vida"

- "A origem"

- "O Homem de Ferro 2"

Melhor maquiagem

- "Minha versão para o amor"

- "Caminho da liberdade"

- "O lobisomem"

Amor à Flor da Pele (2000)

Quem não teve na vida um desejo amoroso não realizado, neste caso pela repressão? Esta é a premissa deste filme dirigido com maestria pelo renomado diretor chinês Wong Kar-Wai (Felizes Juntos).

“Amor à Flor da Pele” é uma obra-prima de visual arrebatador. Não é um filme para todos os públicos, até porque tem um ritmo lento, e é necessário que o espectador se torne receptivo para se envolver em uma historia de amor nada convencional. Wong busca efeitos narrativos nada convencionais.

Esta é uma historia muito simples e tocante que se passa em Hong Kong, 1962. Um jornalista muda-se, com a esposa, para um novo apartamento. No local, conhece uma linda mulher casada. Aos poucos, eles se tornam amigos e descobrem que seus respectivos companheiros estão tendo um caso. Em sua narrativa temos um filme reprimido, sobre um amor fadado ao insucesso, pela sociedade repreensiva da época, pela covardia e pelo medo. O espectador tem a sensação de ser um voyeur, pois temos a sensação de estarmos observando os protagonistas às escondidas, através de frestas, nos becos, na chuva.

Vencedor do Prêmio Técnico e de Melhor Ator no Festival de Cannes, "Amor à Flor da Pele" é uma inesquecível história de amor, com figurinos, direção de arte, trilha sonora e fotografia de grande beleza plástica. Obrigatório para cinéfilos de bom gosto.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Tron: O Legado (2011)

"Tron: Uma Odisséia Eletrônica" é um clássico da ficção científica dos anos 80, e na época foi uma sensação que arrebatou uma serie de fãs, principalmente a turma da informática, pois o filme usava termos que para muitos ainda eram novidade na época. Agora passados quase 30 anos o filme "Tron" ganha uma seqüência.quase 30 anos depois. Mas a Disney foi muito esperta e quem não assistiu ao primeiro longa, não ficará perdido. Isso porque "Tron: O Legado" conta a história de Sam Flynn (Garrett Hedlund), um jovem de 27 anos, especialista em tecnologia, que reencontra o pai, Kevin Flynn (Jeff Bridges), criador de Tron e que desapareceu sem deixar vestígios, depois de 20 anos.

Preso no universo digital criado por ele próprio - chamado de “a grade” (Grade), no primeiro longa -, Kevin está nas mãos de Clu (também interpretado por Jeff Bridges), seu clone digital. Na investigação sobre o desaparecimento do pai, Sam vai até a antiga loja de pai, onde descobre o laboratório secreto e acaba sendo digitalizado para o ambiente virtual.

Ao lado da fiel amiga de Kevin, Quorra (Olívia Wilde), pai e filho embarcam numa viagem de vida ou morte, num mundo perigoso e cheio de armadilhas.

Assinado pelo estreante em longas, Joseph Kosinski, a aventura de alta tecnologia também ganha uma versão em 3D. Jeff Bridges, que participou da versão da história de 1982, se tornou o primeiro ator da história do cinema a contracenar com uma versão mais nova dele mesmo nos papéis de Kevin e Clu.

O filme tem um visual fantástico, que deve ficar melhor em 3D, não tive esta oportunidade. Recomendo para fãs do filme de 80 e da ficção cientifica. Bom divertimento.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vencedores: Globo de Ouro 2011

MELHOR FILME DRAMA

A Rede Social (The Social Network)

MELHOR FILME – COMÉDIA OU MUSICAL

Minhas Mães e Meu Pai (The Kids Are All Right)

MELHOR DIRETOR

David Fincher (A Rede Social)

MELHOR ATOR – DRAMA

Colin Forth (O Discurso do Rei)

MELHOR ATRIZ – DRAMA

Natalie Portman (Cisne Negro)

MELHOR ATOR – COMÉDIA OU MUSICAL

Paul Giammati (Minha Versão Para o Amor)

MELHOR ATRIZ – COMÉDIA OU MUSICAL

Annette Bening (Minhas Mães e Meu Pai)

MELHOR ATOR COADJUVANTE

Christian Bale (O Vencedor)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE

Melissa Leo (O Vencedor)

MELHOR ROTEIRO

Aaron Sorkin (A Rede Social)

MELHOR FILME ESTRANGEIRO

Em Um Mundo Melhor (Dinamarca)

MELHOR ANIMAÇÃO

Toy Story 3
MELHOR TRILHA SONORA

A Rede Social (Trent Reznor e Atticus Ross)

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL

Burlesque (“You Haven’t Seen The Last of Me”)

Televisão:

MELHOR SÉRIE TV – DRAMA

Boardwalk Empire

MELHOR SÉRIE TV – COMÉDIA OU MUSICAL

Glee

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE – DRAMA

Katey Sagal (Sons of Anarchy)

MELHOR ATOR EM SÉRIE – DRAMA

Steve Buscemi (Boardwalk Empire)

MELHOR ATRIZ EM SÉRIE – COMÉDIA OU MUSICAL

Laura Linney (The Big C)

MELHOR ATOR EM SÉRIE – COMÉDIA OU MUSICAL

Jim Parsons (The Big Bang Theory)
MELHOR MINISSÉRIE OU TELEFILME

Carlos

MELHOR ATRIZ EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Claire Danes (Temple Grandin)

MELHOR ATOR EM MINISSÉRIE OU TELEFILME

Al Pacino (You Don’t Know Jack)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Jane Lynch (Glee)

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM SÉRIE, MINISSÉRIE OU FILME PARA TV

Chris Colfer (Glee)