quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Jeff Bridges volta a trabalhar com os diretores no remake de Bravura Indômita

A refilmagem do western “Bravura Indômita” (True Grit), que os irmãos Joel e Ethan Coen realizam para a Paramount traz Jeff Bridges no papel que foi de John Wayne no classico de 1969.


O roteiro deve ser mais fiel ao livro de Charles Portis do que o clássico de 1969 dirigido por Henry Hathaway, pois os irmãos Coen se debruçaram longamente sobre o romance de Portis para personalizar o original com suas marcas: diálogos espertos, humor negro, violência e o homem revelado em suas virtudes e zonas sombrias, o que promete grandes atuações, principalmente de Bridges.. A história acompanha uma garota de 14 anos, Mattie Ross (Hailee Steinfeld), que, ao lado de um velho xerife (Jeff Bridges), parte em hostil terreno indígena atrás de Tom Chaney (Josh Brolin), o assassino do pai da menina. Quem também esta presente nesta caçada é um patrulheiro texano – gorducho e bigodudo, papel de Matt Damon.

Barry Pepper também esta no elenco. Como de costume, o roteiro foi adaptado pelos próprios Coen e a produção é de Scott Rudin, o mesmo de "Onde os Fracos não Têm Vez".

A estreia está marcada para amanha no Brasil. Acho que vale a pena conferir.

Malick de volta após 6 anos

A ÁRVORE DA VIDA


O imprevisível diretor e roteirista Terrence Malick que foi indicado ao Oscar de 1998, em duas categorias, pela produção Além da Linha Vermelha, volta agora após 6 anos de ausência desde “O Novo Mundo”.

No elenco estão Brad Pitt e Sean Penn como pai e filho num relacionamento bastante tumultuado. Boa parte do filme se passa nos anos 50. A trama gira em torno do casal O'Brien e seus três filhos. Jack (Sean Penn) é o irmão mais velho e, no começo da trama, está vivendo uma feliz e inocente infância com seus 11 anos. Tudo muda quando um dos irmãos morre e a família entra em desespero. A história passa então a mostrar a transformação do garoto Jack em um adulto perdido no mundo moderno e em constante busca pelo sentido da vida.

Num primeiro momento podemos deduzir, que a coisa vai enveredar para o existencialismo, o que é bom sinal, pois Malick é sensível no trato com o ser humano. A produção está mantida em sigilo, mas parece que o cineasta radicalizou no visual.

Data prevista de estréia: 01 de Julho de 2011

A nova animação de Carlos Saldanha

RIO (2011)


Rio é uma das próximas animações em 3-D da 20th Century Fox e Blue Sky Studios. É dirigido pelo brasileiro Carlos Saldanha que esteve a frente de “Era do Gelo 2” e “Era do Gelo 3” (que no Brasil, ultrapassou a bilheteria de TITANIC) e escrito por Don Rhymer.

Em desenvolvimento há anos, Rio é considerado "o projeto dos sonhos do brasileiro Carlos Saldanha", que anunciou que o filme será mais musical que os filmes da série Era do Gelo, e ele não podia ter tido ideia melhor para prestigiar sua terra Natal.

Blu (Jesse Eisenberg) é uma rara espécie de arara-azul residente num zoo em Minnesota que acredita que é o último de sua espécie. Quando ele descobre que uma arara fêmea (Anne Hathaway) foi descoberta na América do Sul, ele voa até o Rio, para encontrá-la onde se mete em muitas confusões na cidade maravilhosa. A som de fundo de um sambinha, o ritmo do trailer ja é cativante.

Estão ainda no elenco Rodrigo Santoro, George Lopez, Jake T. Austin, Carlos Ponce, Kate Del Castillo e Bernardo De Paula. Sua data de lançamento estimada é 8 de abril de 2011.

Tintin vem aí com Spielberg e Jackson

As Aventuras de Tintin – O Segredo do Unicórnio


Nos anos 80, pelas mãos de meu amigo Georges Rul, tive acesso aos quadrinhos criados pelo belga Gerges Prosper Remi, mais conhecido como Hergé, que havia criado As Aventuras de Tintin em 1929, e imediatamente me apaixonei pelas suas histórias.

Agora mais de 80 anos depoisde sua criação, dois grandes ícones do cinema, unem suas forças, para levar as telas os famosos quadrinhos, que já puderam ser vistos na forma de animação.

Agora sob a direção de Steven Spielberg e com a produção de Peter Jackson, teremos o que promete ser uma superprodução realizada com a mesma tecnologia de captura de movimento de “Avatar”.

Jamie Bell (Billy Elliot) dá vida ao repórter e viajante Tintin, que tem o fiel cachorro Milu como companheiro constante de suas aventuras. A Trama deste, que é o primeiro de uma trilogia, gira em torno da caça a um tesouro que pode estar em um barco naufragado que pertencia a um ancestral do Capitão Haddock, vivido por Andy Serkis (Gollum), já Daniel Graig fará a voz do pirata Red Rackham. Também estão no elenco Simon Pegg e Nick Frost como os detetives Dupond e Dupont, além dos atores Tony Curran e Toby Jones.

O roteiro é baseado nas histórias de O Segredo do Licorne, O Caranguejo das Pinças de Ouro e O Tesouro de Rackham o Terrível.

Este promete!

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

O Último Pistoleiro (1976)

É um encontro de grandes nomes do cinema sob a batuta de Don Siegel, e a despedida de John Wayne das telas, pois ele faleceu 3 anos depois em 11 de junho de 1979.

O filme conta o final da vida de John Bernard (J.B.) Books (Wayne), um veterano pistoleiro, que no passado já havia matado mais de trinta homens. Em 1901, ele sofre de uma doença terminal (câncer ) vai à Carson City, (Nevada), (no livro era El Paso (Texas)). Sua intenção é visitar um médico, seu velho amigo Doc E.W. Hostetler (James Stewart), em busca de uma segunda opinião. Depois de confirmado o diagnóstico, Books aluga um quarto da viúva 'Bond' (apelido que significa "mulher") Rogers (Lauren Bacall), que mora com o filho, Gillom Rogers ( Ron Howard, que mais tarde se tornaria diretor). A presença de Books vira notícia, pois ele é muito famoso. E logo começam a chegar antigos inimigos à cidade. Mesmo debilitado, Books resolve confrontá-los, sabendo que esse será seu último desafio.

O roteiro tem muito a ver com a própria vida do ator, que também lutava com um câncer. O filme é baseado no livro de Glendon Swarthout, e Wayne, esta perfeito em seu último papel e podemos ver o homem que melhor se identificou com os heróis da colonização americana, morreu vítima de câncer nos pulmões, mas entrou para sempre no Olimpo dos deuses da sétima arte. Obra máxima de sua carreira. Imprescindível.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Fantástica Fábrica de Chocolates (2005)

Hoje revi com minha filha “'A Fantástica Fábrica de Chocolates” não a versão de 1971 que assisti na minha infância, e que foi um fracasso em nossos cinemas após ser massacrado pela critica, mas acabou virando Cult, após ser apresentado em versão dublada na televisão,e acabou marcando a infância de milhares de crianças.

Mas com a direção do mestre do gótico, Tim Burton e com o homem das mil faces o talentoso Johnny Depp para o papel do esquizofrênico Willy Wonka, acabamos por vivenciar uma viagem encantada pelo mundo da magia, com situações inusitadas abusando de cores escuras mixadas com extravagantes. Sendo assim, ele consegue transmitir paisagens e situações infantis como adultas, tais como as referências a diversos filmes como "2001, Uma Odisséia no Espaço", a cena do chuveiro de "Psicose", "A Mosca", e aos vários filmes do próprio Burton, que encantam o público.

O filme é é mais fiel ao livro de Dahl (que por sinal, odiava aquela versão de 1971. A viúva dele assina como co-produtora aqui) e conta a historia do excêntrico proprietário de uma fábrica de chocolate, Willy Wonka (JOHNNY DEPP) e Charlie (FREDDIE HIGHMORE), um menino pobre e de bom coração. Há muito tempo afastado de sua família, Wonka promove um concurso internacional para escolher um herdeiro para seu império de doces. Cinco crianças de sorte, entre elas Charlie, encontram os bilhetes dourados em barras do chocolate Wonka e ganham uma visita guiada à lendária fábrica que ninguém nunca visitou em 15 anos. Maravilhado com tudo o que vê, Charlie fica fascinado pelo mundo fantástico de Wonka nesta história extraordinária.

O roteirista John August foi extremamente feliz ao seguir quase ao pé da letra o texto de Dahl (que já era bizarro), apenas explicando certos detalhes:como Wonka encontrou os Oompa-loompas) e principalmente mostrando a complexa relação com o pai dentista que detestava doces, que é interpretado pelo grande Christopher Lee (o melhor Drácula de todos os tempos).

Assim o roteiro responde certas perguntas (por exemplo, por que Charlie não vende o cartão premiado, já que a família é pobre e precisa tanto de dinheiro). E depois, ao final se estende para ter uma conclusão ampliada e mais bem resolvida. Mas em praticamente tudo Burton acertou, inclusive na concepção dos empregados Oompa-Loompas (que é sempre feito por uma mesma pessoa, Deep Roy.

Johnny Depp também dá o melhor de si. Ele está perfeito em seu papel, e dá um show de atuação, mesmo em alguns momentos em que a maquiagem o faz ficar praticamente irreconhecível (uma vez que Burton limpou as rugas e traços de Wonka e das crianças, deixando-as quase como bonecos). Dessa vez também vemos o passado de Wonka, dando profundidade às suas "egocêntricas" e problemas psicológicos, e deixando o filme mais palpável.

Tudo é uma fábula muito clara, que a moral da história enunciada com toda clareza, culpando os pais por mimarem os filhos (deixando-os gordos ou insuportáveis) ou os educarem da maneira errada (para serem por demais competitivos) ou assistirem televisão (com exagero).

Este é um filme com moral. Mas não é fácil nem simples. É complexa como a vida. Com excelente trilha musical de Danny Elfman, fotografia do francês Philipe Rousselot.

"A Fantástica Fábrica de Chocolates" é uma fábula atemporal, mágica, que devolve por algumas horas a criança dentro de nós. Um conto que nos mostra os verdadeiros valores da vida. Enfim um filme que envolve as crianças e os adultos, fãs de Burton e da história.

Vale a pena assistir.

domingo, 9 de janeiro de 2011

VENCER (2009)

"Vencer" (Vincere) é uma obra prima do italiano Marco Bellocchio, que se impõe há algum tempo como o maior cineasta italiano da atualidade, ativo desde a década de 1960 e geralmente se apresentando como dono de uma obra contestadora, ao mesmo tempo reflexiva e auto-interrogativa.

Este é um drama histórico que acompanha a história real de Ida Dalser, supostamente a primeira esposa de Benito Mussolini.

O filme começa na década de 1910, com o futuro líder fascista (vivido por Filippo Timi) falando que Deus não existe para um grupo de católicos de Trento, em nome do grupo socialista do qual se tornaria porta-voz. A ousadia de Mussolini encanta a jovem Ida (Giovanna Mezzogiorno), e os dois logo se tornam amantes às vésperas da Primeira Guerra Mundial. Deste relacionamento nasce Benito Albino Mussolini, mas o que Ida desconhece é que Mussolini é casado com outra mulher, Rachele (Michela Cescon). Nos anos 1920, já conhecido como Il Duce (O Líder), Mussolini abandona Ida que, revoltada, exige seus direitos. Ela acaba sendo separada do filho e internada em um hospício, e passa o resto de sua vida alternando entre clínicas psiquiátricas e mantendo o discurso de ser a primeira esposa do ditador.

"Vencer" foi filmado como uma grande ópera, com músicas dramáticas pontuando as cenas mais densas.Na segunda metade do filme, o diretor Bellocchio optou por usar cenas reais de Benito Mussolini, o que dá mais veracidade ao longa que mostra, acima de tudo, como uma imagem política e o poder de persuasão são construídos.

Mussolini começou enganando Ida para depois enganar meio mundo. Seu discurso manipulador não é muito diferente do que se ouve por aí, nos dias de hoje principalmente do atual governo, sendo que Mussolini começou sua vida como sindicalista. Por isso o filme de Marco Bellochio é muito mais do que um relato histórico; é, também, uma crítica à política.

"Vencer" é um estudo acerca do surgimento e transformação de um homem em mito − numa alteração não apenas psicológica, mas, sobretudo física (o que não se refere a um simples e natural envelhecimento, e sim uma mutação que vai tornando a sua imagem mais ameaçadora e monstruosa), enquanto uma mulher não abre mão de seu Amor e seus direitos.

Não deixe de ver!