segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O Segredo Dos Seus Olhos (2009)

Depois de nos presentear com a obra prima “O Filho da Noiva” , o argentino Juan Jose Campanella, nos traz agora este filme policial e que muito além ao nos envolver em um mundo de relações mal resolvidas, politicagens e suspense.

Após trabalhar a vida toda num Tribunal Penal, Benjamín Espósito (Ricardo Darin) se aposenta. Seu tempo livre o permite escrever um romance baseado num acontecimento que vivera anos antes. Em 1974, foi encarregado de investigar um violento assassinato de Liliana (Carla Quevedo). Ao escavar velhos traumas, Benjamín confronta o intenso romance que teve com sua antiga chefe, assim como decisões e equívocos passados. Com o tempo, as memórias terminam por transformar novamente sua vida.

Campanella aproveita sua obra para nos dar uma visão de seu país, especialmente nas decisões repressivas e corruptas do governo de Isabelita Perón, e deixa isto implícito nos fatos e ações dos personagens. Campanella tem o dom de nos brindar com um filme em que em vários momentos acompanhamos o dialogo dos personagens que nos levam em uma direção enquanto o dialogo dos olhos apontam para outra. O filme tem uma direção excepcional e existe um plano-seqüência digno de ser mencionada onde o diretor começa com uma tomada aérea de um estádio lotado, desce em meio à torcida, e entra pelos corredores apertados na perseguição do suspeito pelo assassinato, seqüência esta que por si só já vale o filme.

Na época do Oscar fiquei extremamente surpreso quando o favorito ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “A Fita Branca” perdeu para “O Segredo Dos Seus Olhos”, hoje vejo que a academia estava com a razão.

“O Segredo Dos Seus Olhos” é um filme para ver e rever e com certeza uma das grandes obras de 2009.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

O Que Vem Por Aí em Adaptações de HQ

Segue abaixo uma lista das adaptações que devem chegar as telas em 2011/2012.

1 – The Dark Knight Rises
Christopher Nolan coloca o fim de sua trilogia nos cinemas em 2012.

2 – Lanterna verde

O guerreiro esmeralda estréia no próximo ano em clima de Star Wars.

3 – X-Men : First Class

Nos anos 60, a nova aventura dos heróis mutantes recomeça a serie.

4 – Superman – The Man of Steel

Christopher Nolan produz o relançamento do Homem de Aço, agora sob a direção de Zack Snyder (300).

5 – Cowboys & Aliens

Jon Favreu dá um pause no Homem de Ferro e conduz esse western com um twist com Daniel Craig e Harrison Ford.

6 – As Aventuras de Tin Tin: O Segredo do Unicórnio 

Steven Spielberg entra na dança das adaptações de HQs filmando, com tecnologia de ponta, o clássico de Hergé.

Fonte: Revista SET

Gente Grande (2010)

O diretor Dennis Dugan, conseguiu duas façanhas. A primeira foi reunir em um filme grandes nomes da comédia americana, tais como: Adam Sandler, Chris Rock, Rob Schneider, David Spade e Kenin James e ainda de lambuja a bela Salma Hayek. A segunda como com um elenco deste ele conseguiu fazer um filme tão idiota.

No filme temos a reunião de um grupo de amigos de infância que ganhou um campeonato de basquete muitos anos atrás e agora se reencontram para o velório do treinador. Assim o grupo acaba reunido em uma casa de campo com suas famílias.

O filme até tenta passar uma mensagem sobre o problema das crianças atuais viverem em um mundo virtual e assim esqueceram-se das brincadeiras junto à natureza, mas a tantas cenas de mau gosto e bobagens que não vale a pena perder seu tempo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A Fita Branca (2009)

Michael Haneke, diretor do misterioso "Caché" (2005) que considero seu melhor filme, sempre buscou uma resposta para uma inconveniência ou melhor um mal estar que paira sobre os europeus, desde seu filme de estréia, "O Sétimo Continente" (1989), mas com maior clareza em "Código Desconhecido" (2000), "Tempos do Lobo" (2003) e "Caché". Esta angustia que em parte provem da maciça imigração do leste Europeu quanto da reação a essa imigração, mas também, e sobretudo, de uma vergonha pelo passado colonizador, o que se sobressai principalmente em seus filmes franceses. Vamos esquecer a desnecessária e desprezivel refilmagem americana de "Violência Gratuita" (1997) feita entre um e outro, dez anos depois do original.
"A Fita Branca" (2009) é uma viajem ao passado, mais precisamente as vésperas da Primeira Guerra Mundial, numa aldeia no interior da Alemanha, onde terríveis acidentes começam a acontecer e colocam toda a pequena população em estado de alerta.

Nada é muito explicado (ainda bem, pois o mistério acentua a dramaturgia) e as mortes que se acumulam não encontram culpados. É como se Haneke dissesse: a culpa é das normas rígidas da sociedade alemã, da educação hipócrita que é passada através das gerações.

Haneke não esta interessado em respostas e sim analisar a essência da maldade, nos pequenos detalhes. São gestos, olhares, pensamentos, ações e intenções.Não se atenha a história pois com certeza você vai se decepcionar. O importante é a psicologia dos personagens, o clima claustrofóbico das cenas, fotografadas em preto e branco soturno, num trabalho de mestre de Christian Berger - colaborador habitual de Haneke desde "O Vídeo de Benny" (1992) -, e as interpretações austeras dos atores.

A vila lembra muito a assustadora vila criada por M. Night Shyamalan.

O filme pode ser visto como um estudo sobre o comportamento contagioso que mais tarde se transformaria nas raízes do Nazismo. Em alguns momentos a austeridade beira ao constrangedor e acaba por incomodar o espectador.

Experimente.

domingo, 5 de dezembro de 2010

O Bebê de Rosemary (1968)

Este pode ser considerado um dos melhores trabalhos do diretor Polanski, que adaptou fielmente um famoso best-seller de Ira Levin (lançado no Brasil com o título de "A Semente do Diabo").


A grande sacada do filme é tornar o terror real, de forma a gerar pensamentos ambíguos em cada espectador.

Tudo se inicia quando o jovem casal Guy (John Cassavetes) e Rosemary (Mia Farrow) se mudam para um prédio antigo e ao chegar lá, se deparam com vizinhos estranhos, porém muito receptivos. Algum tempo depois, Rosemary engravida e passa a ter estranhas visões, ao mesmo tempo em que seu marido, de forma suspeita, começa a se envolver cada vez mais com estes vizinhos, despertando dúvidas assustadoras em Rosemary.

Polanski, um judeu e ateu confesso, também acerta ao não mostrar a bruxaria como curiosidade (há um plano rapidíssimo do diabo que poucos conseguiam ver no cinema). Com um clima e uma fotografia excepcional, para o qual contribui o edifício onde eles moram, que é o mesmo onde John Lennon morava e diante do qual foi assassinado, o filme vai nos envolvendo em um terror claustrofóbico.

Com a excelente interpretação de Mia (que sofre uma transformação física impressionante durante o filme. É um dos melhores filmes de terror psicológico já feito, transcendendo o gênero. Premiado com o Oscar de Atriz Coadjuvante (para a veterana Ruth Gordon,1895-1985), foi indicado também como Roteiro (do próprio Polanski).

Extremamente bem conduzido, “O Bebê de Rosemary” revela-se um excelente filme de terror que não utiliza cenas violentas ou sanguinolentas como forma de assustar o espectador. Polanski cria situações aterrorizantes, e envolve o espectador no pânico. É a situação em que os personagens estão envolvidos que causa temor. A dúvida gerada em torno dos pensamentos e visões de Rosemary e a ambigüidade de sua atitude final elevam ainda mais a qualidade da obra. Por isso, independente de qual seja sua interpretação final, o espectador ficará satisfeito com o que viu.

Zorba, o Grego (1964)

Este é com certeza um dos grandes filmes da década de 60 e foi uma das melhores interpretações do mexicano Anthony Quinn. Baseado em livro de Nikos Kazantazakis ("A Última Tentação de Cristo", "Aquele que Deve Morrer")

A historia se inicia com a chegada de um tímido e reservado escritor inglês (Alan Bates) a Grécia e pega um navio, pois vai até Creta para trabalhar em uma mina que herdou do pai. Logo, ele conhece Alexis Zorba(Quinn), um camponês extrovertido e exuberante com um incrível amor pela vida. Quando Zorba concorda em trabalhar na mina abandonada de Basil, inicia-se um determinante aprendizado para o jovem, pois ele gradualmente passa de observador do mundo a participante.

Anthony Quinn, concorreu ao Oscar naquele ano mas não venceu. Ainda assim, o resto da vida interpretou basicamente variações desse personagem, que ensina a um escritor inglês, Alan Bates, como deve se comportar diante das contradições da sociedade e do ser humano.

O diretor Michael Cacoyannis havia escolhido a musa Simone Signoret, para o papel de Senhora Hortense, mas ela largou as filmagens com medo de parecer velha e foi substituída pela pouco conhecida Lila Kedrova, que pelo filme ganhou o Oscar de Coadjuvante. Zorba ganhou também os Oscars de Fotografia e Direção de Arte, tendo sido indicado ainda como Melhor Direção, Filme e Roteiro.

Marcante também é a maravilhosa trilha sonora de Mikis Theodorakis e pelos magníficos cenários, ajudados pelas belezas das ilhas gregas. A cena em que Quinn dança na praia é antológica. Embora forte, outra grande passagem do filme é aquela em que a bela viúva, interpretada por Irene Papas, é caçada e assassinada.

Finalmente, vale a pena ainda destacar a direção de Cocoyannis, que com este filme fez surgir o cinema grego no mercado internacional.

É um grande filme, que com certeza você vai querer assistir mais de uma vez. Quinn fez também uma versão musical deste filme na Broadway. Curioso: Quinn tinha uma perna quebrada na dança na praia e por isso enganou e improvisou, numa variante da dança que desde então levou o nome do personagem. Quem faz ponta é o futuro diretor George Pan Cosmatos, como o menino que anota os pensamentos do analfabeto Zorba.

"Um filme decididamente absorvente e indiscutivelmente inesquecível." (Hollywood Reporter).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Jonah Hex – O Caçador de Recompensas (2010)

Jonah Hex é um personagem obscuro de HQ da editora DC Comics, talvez por isso seu fracasso nas bilheterias americanas. A Warner gastou US$ 47 milhões e o filme faturou parcos US$ 10 milhões. No Brasil foi lançado direto em DVD e realmente fica difícil você se empolgar com a história, que apesar de contar com bons atores Josh Brolin e John Malkovich não consegue fazer o espectador criar empatia com o personagem.

O filme conta a história do pistoleiro e caçador de recompensas Jonah Hex (Josh Brolin), caracterizado pela metade do rosto desfigurada e pelo uniforme do exército dos Confederados (da Guerra Civil Americana) que durante a Guerra Civil Americana trai o seu comandante (John Malkovich) que como vingança mata a familia de Hex e desfigura o seu rosto. Hex é salvo pelos índios Corvos e adquiri a habilidade de falar com os mortos. Sai então em busca de vingança.

O diretor Jimmy Hayward é um ex-animador da Pixar e foi responsável pelo excelente desenho “ Horton e o Mundo dos Quem” e faz aqui sua estréia com atores. Brolin até se esforça no papel mas Malkovich literalmente empurra o filme com a barriga, o que é uma decepção. Quem se faz presente é a bela Megan Fox que esta mais bela.

Se não tiver opção melhor, arrisque.