segunda-feira, 5 de julho de 2010

Amor Sem Escalas (2009)

Amor Sem Escalas (Up In The Air, 2009) inicia mostrando o dia a dia de Ryan Bingham (George Clooney), um Conselheiro de Transições de Carreira. Resumindo, ele é um executivo especialista em demissões,contratado por empresas em crise financeira que precisam mandar pessoas embora. Ele é o cara que vai chegar sem ser anunciado, se sentar numa sala reservada e começar a chamar as pessoas que serão dispensadas. As reações, claro, vão do desdém ao desespero, passando por choro e ameaças de morte.

Jason Reiman usa a crise financeira americana apenas como pano de fundo para algo completamente atemporal, o comportamento humano. Depois de anos fazendo este trabalho Bingham desenvolveu técnicas eficientes. Em sua mente já há um roteiro do que fazer em cada situação com respostas prontas e bem ensaiadas. Tudo para tornar o processo o mais humano possível, mostrando ao recém-desempregado que ele pode aproveitar aquele momento triste e tirar proveito para mudar sua vida e recomeçar.

Viajando de um lado para outro dos Estados Unidos, revezando check-ins de aeroportos e hotéis, Bingham tornou-se um ser metódico e impessoal (se você viaja muito a negócios, suas dicas de como sobreviver em aeroportos valem ouro!). Seu único hobby é acumular milhas. Aliás, mais do que um hobby, é uma obsessão. Não há uma azeitona que não vire milhagem. Suas experiências na estrada serviram também de inspiração para uma palestra motivacional para outros executivos. Nela, Bingham prega que você deve viver apenas com o que cabe em sua mochila, deixando de lado tudo mais, até mesmo família, amigos e casa. Bingham é um solteiro por natureza, sem laços ou ligações que possam amarrar a sua vida.

Tudo muda quando duas mulheres entram em sua vida. Quem vem primeiro é Alex (Vera Farmiga), uma versão de saias do próprio Bingham, que passa mais tempo viajando do que em sua casa. Igualmente sem comprometimentos, os dois abrem seus notebooks e começam a agendar encontros entre vôos e trocar mensagens pelos seus blackberries. A outra é Natalie (Anna Kendrick), uma jovem arrogante recém-saída da faculdade que desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório, o que deixa o processo ainda mais impessoal, mas muito mais lucrativo já que eliminaria todas as despesas com viagens. Este sistema põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com Anna para mostrar a realidade de seu trabalho.

São estes ingredientes que o diretor Jason Reiman, de “Juno” e do ótimo “Obrigado Por Fumar”, e o roteirista Sheldon Turner se valem para começar a mostrar os sentimentos escondidos do seu protagonista. Na companhia de Alex, Bingham revisita sua infância e acaba em um casamento. Com Natalie, mostra todo o seu profissionalismo que no início se confundia com uma falta de humanidade. Clooney mergulha de cabeça neste filme e mostra que está à vontade no papel.  A cada cena convence o espectador sobre sua opção, além de passar confiança ao funcionário que está demitindo.

Muito mais do que discutir sobre o desapego o filme coloca em xeque os relacionamentos.

O título nacional pode dar a impressão errônea de ser uma comédia romântica. Mas Amor Sem Escalas é mais do que isso. Pode até não ser o filme da sua vida mas é um filme que certamente vai te fazer parar e pensar no que você está fazendo com ela.

O Enigma de Outro Mundo (1982)


Outro dia revi com meu filho, Joshua, a refilmagem de “O Monstro do Ártico”, de 1951, intitulado “O Enigma do Outro Mundo” e dirigido pelo competente mestre do Terror, John Carpenter.


O filme que é uma mistura de ficção científica com terror foi um fracasso na época de seu lançamento, talvez por ser excessivamente violento para os anos 80, mas como os filmes de Carpenter têm o mérito de conquistar fãs com o passar do tempo. Este não foge a regra e se tornou Cult.

O filme se desenrola na remota Estação 4 do Instituto Nacional de Ciências dos Estados Unidos, na Antártida, onde vivem e trabalham 12 homens entre cientistas e operários.Numa manhã eles têm contato com um norueguês que tenta de todas as maneiras matar um cão, tanto que invade a estação e atira até nos americanos,e por esta razão acaba sendo morto. Na busca de respostas um grupo se dirige para a estação norueguesa a fim de esclarecer o porque desta atitude. Chegando lá encontram um cenário de caos e violência absoluta, descobrem que o grupo havia descoberto um ser alienígena submerso na neve há mais de 100 mil anos. Gradativamente concluem que estão diante de um alienígena que pode se transformar em uma cópia exata das suas vítimas. Isto significa que, membros da equipe podem ser mortos e a cópia assumir o lugar deles.

O filme é estrelado por Kurt Russell, especialista em filmes de ação dos anos 70, que estrelou, também de John Carpenter, a “Fuga de Nova York”. Sua frase a certa altura do filme resume o que espera a todos: "Eu sei que sou um ser humano. E se vocês todos forem essas coisas, me atacariam agora, portanto alguns de vocês ainda são humanos. Esta coisa não quer aparecer, quer esconder-se numa imitação. Lutará se for preciso, mas aqui fora é vulnerável. Se nos assimilar não terá mais inimigo, não haverá ninguém para matá-la. Então terá vencido. Vem aí uma tempestade, dentro de seis horas. Veremos quem é quem".

Outro nome forte no elenco, na parte técnica, é do mestre Ennio Morricone, este compôs a trilha sonora do filme dando mais tensão ainda nos momentos chaves. O que mais chama atenção são os efeitos especiais, especificamente, os efeitos de maquiagem, revolucionários para época até, que foram inclusive, acusados por alguns de serem “escatologicamente exagerados”. Os responsáveis pela maquiagem, Bob Bottin e Stan Winston, criaram as formas do vírus visualmente muito fortes: bizarras, deformadas, sangrentas, gosmentas. Para os fãs do cinema fantástico, um espetáculo. Para os de estômago mais fraco, bastante repugnantes. E ele não faz questão de esconder isso, muito pelo contrário, faz vários closes e takes demorados nos monstros.

O filme perdeu um pouco do seu impacto por ter sido muito copiado. A edição em DVD é de colecionador e traz vários extras, sendo, o melhor de todos, um documentário de 80 minutos intitulado “John Carpenter’s The Thing: Terror takes Shape”.

Recomendo para fãs de Terror e sci-fi.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Mississipi em Chamas (1988)

Alan Parker inicia seu filme com uma história verídica, de 1964, quando três jovens ativistas dos direitos humanos são brutalmente assassinados no Mississipi, na pequena cidade de Jessup. Apesar do seu enfoque ficcional, pois a relatos que a verdade foi bem outra, o filme de Parker aborda temas bem instigantes como a KKK, o racismo escrachado por parte da população branca da cidade e até a conivência dos órgãos públicos que fecham seus olhos para as barbáries que acontecem no dia a dia.

Parker coloca em cena dois agentes do FBI para iniciarem a investigação. Um burocrata de Washington interpretado por Willem Dafoe, obstinado a resolver o caso e extremamente metódico em seus procedimentos, é dele a frase que resume o problema em que estão metidos: “ este saco de gatos só abre de dentro para fora”.

Como seu apoio está o soberbo Gene Hackman, um ex-xerife da região, conhecedor do problema e da população ele aparenta ser bastante tolerante. Indiferente aos aparatos e métodos científicos de Dafoe busca informações através de conversas em bares e com o povo local.

Após muitos choques entre os dois personagens cada um descobre o valor do outro e quando Hackman assume a investigação pelos seus métodos o filme se torna um thriller de primeira.

Um dos pontos mais fortes do filme e a Fotografia que levou o Oscar em 1988. Ela é apreciada já na cena inicial do filme que é extremamente marcante, ela resume o que iremos ver dali por diante, uma segregação agressiva e marcante e que em vários momentos choca por mostrar a que ponto o ser humano pode chegar baseado um uma ideologia que prega as diferenças de classes e o separatismo. O Filme deixa nas entrelinhas que a base da doutrina de supremacia branca da Ku Klux Klan remete diretamente ao nazismo de Adolf Hitler que o povo americano tanto exorcizou.

Parker tem uma direção forte e segura, faz uma contundente denúncia das atrocidades racistas, ocorridas no Sul dos EUA, tanto que o filme foi indicado ao Oscar de Melhor Filme e Direção. Mississipi em Chamas "classifica-se como um dos retratos mais poderosos e pungentes sobre conflitos raciais jamais produzidos" (Variety).

Quem realmente rouba o filme é Gene Hakman, que apresenta um personagem com jeito de matuto, mas profundo conhecedor do terreno onde esta pisando e sabe que cada ação por parte do FBI terá uma reação maior contra a população negra da região.

Outro personagem que se destaca, ainda em início de carreira, é a dona de casa interpretada por Frances McDormand, mesmo contrária aos métodos utilizados se vê encurralada na acomodação. É dela uma das frases mais tocantes do filme: “Você não nasce com o ódio. Ele é ensinado. E, aos sete anos de idade, depois de usarem até a Bíblia para justificar, você acredita em tudo que disserem.”

Parker nos dá um belo filme, retrato de uma época de dissimulações, da falta de aceitação e principalmente da segregação racial.

Na Wikipédia existem algumas curiosidades que achei importante publicar. O filme foi criticado por muitos, incluindo o historiador Howard Zinn, pela sua fictionalização da história real. Enquanto os agentes do FBI são apresentados como os heróis do filme, na realidade, o FBI e o Departamento de Justiça mal protegeram os civis ameaçados da pequena cidade e, alegadamente, observaram pessoas sendo espancadas sem intervir.

Em 21 de junho de 2005, 41 anos após os assassinatos, Edgar Ray Killen (na ocasião com 80 anos) foi condenado a sessenta anos de prisão pelo assassinato dos três civis cujas histórias são contadas no filme

Não deixe de ver.

Abaixo algumas indicações e premios recebidos pelo filme:



Oscar 1989 (EUA)

• Venceu na categoria de Melhor Fotografia.

• Indicado nas categorias de Melhor Ator (Gene Hackman), Melhor Atriz Coadjuvante (Frances McDormand), Melhor Direção, Melhor Edição, Melhor Filme do Ano e Melhor Som.

Globo de Ouro 1989 (EUA)

• Indicado nas categorias de Melhor Diretor - Cinema, Melhor Filme - Drama, Melhor Atuação de um Ator em Cinema - Drama (Gene Hackman) e Melhor Roteiro - Cinema.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Como Água para Chocolate (1992)

Baseado em romance do mesmo nome de Laura Esquivel, autora do roteiro e na época esposa do diretor, "Como Água para Chocolate" leva-nos até ás profundezas de um México rural dos princípios do século XX, e relata-nos a história do amor sofrido e profundo entre Pedro e Tita .Tita (Lumi Cavazos) nasceu na cozinha do rancho de sua família, quando sua mãe (Regina Torné) estava cortando cebolas. Mais tarde Pedro e Tita se apaixonam, mas ficam impedidos de concretizar o casamento por um preconceito infundado: Tita é a filha mais nova de três irmãs e não pode casar, porque na família manda a tradição que a filha mais nova se mantenha solteira e cuide da mãe até á hora da morte. A mãe oferece então a mão de Rosaura, a filha mais velha, a Pedro que acaba por se casar com ela para ficar perto do seu amor, Tita. Esta durante o seu infortúnio conta com a criada índia (Nacha) que vai lhe soprando aos ouvidos receitas e conselhos na vida e na morte.Tita passa a expressar seus sentimentos através da comida que prepara.

Podia ser apenas mais uma história de amor, mas trata-se de um dos mais belos filmes do cinema latino-americano em todos os tempos. Foi a produção estrangeira de maior bilheteria nos Estados Unidos em 1993.

Alfonso Arau deu destaque para o cinema mexicano a partir dessa produção, sucesso de público e da crítica. Filme diferenciado, com estética e produção caprichadas. Agrada públicos sensíveis, passíveis de serem conquistados por uma história de amor impossível e aos amantes da mesa.

O DVD tem nos seus extras a receita erótica de codornas com pétalas de rosa.
Esta história é também um brinde ao amor que acredita, que ultrapassa todas as barreiras , que aceita e que sabe o que é importante e verdadeiro.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

HOTEL HOLETZ e o SALÃO HOLETZ

Hoje não vou falar de filmes mas da história do cinema em Blumenau.

O imigrante Moritz Holetz chegou a colônia de Blumenau em 1854. Nas décadas de 1880 e 1890, Moritz Holetz já oferecia hospedagem aos viajantes em sua propriedade, com frente para a atual Alameda Rio Branco e a Rua XV de Novembro e com fundos para o Ribeirão Garcia. O negócio hoteleiro parecia ser a vocação da família Holetz. Anos mais tarde, em 1901, iniciou a construção do Hotel Holetz.

A inauguração do mesmo ocorreu em 1º de Setembro de 1902.  Este empreendimento hoteleiro foi um marco arquitetônico em nossa cidade por quase sessenta anos, muitas vezes denominado “ O Majestoso Hotel Holetz”. Não sem razão foi constantemente citado nas memórias e relatos de viagem de imigrantes recém-chegados e viajantes que nele se hospedaram ou apenas o vislumbraram.

Estrategicamente bem localizado, nas proximidades do porto no qual chegavam os vapores e na entrada da cidade para que se utilizasse o acesso terrestre entre Itajaí e Blumenau, era facilmente visto pelos visitantes. Em março de 1959, começou a demolição daquele hotel que foi durante muitos anos, o principal hotel de Blumenau. Em seu lugar foi edificado dentro dos requisitos modernos o “GRANDE HOTEL BLUMENAU”.

Anexo ao então Hotel Holetz ficava o Salão Holetz, palco de muitas exibições cinematográficas até que em 15 de novembro de 1907 o empresário, Sr. Frederico Guilherme Busch Senior, estabelece-se ali e passa a fazer sessões periódicas. Em 1919, Busch importa equipamentos e filmes da Europa e batiza o local de Busch’s Kino (Cine Busch, em alemão). O local passa a ser ponto de encontro e diversão da sociedade Blumenauense e torna-se um empreendimento de sucesso, o que leva Busch a no fim da década de 30 demolir o salão e erguer o futuro Cine Busch.

Busch transfere então as atividades para o Clube Náutico América, onde hoje esta o prédio inacabado, ao lado do Biergarten. Como no salão do Clube Náutico América o piso era plano e não em declive existia uma recomendação para que as damas não usassem chapéu, senão as pessoas do fundo não veriam nada.

O projeto do novo Cine Busch foi realizado pelo engenheiro Antonio Vitorino Ávila Filho e o arquiteto Francisco Treska Jr. em linhas de Art déco e sua fachada foi baseada no pórtico de Breslau da Alemanha. Mesmo sem estar completamente pronto, no dia 29 de junho de 1940, o Cine Busch era reinaugurado.

O filme exibido na reinauguração foi o alemão “Allianz – Adolescência de Uma Rainha”. Na platéia havia 740 poltronas, a novidade era um balcão com 440 lugares.

Acompanhei com grande tristeza o fim das atividades do Cine Busch, após quase um século divertindo os Blumenauenses, em 1993.  Este pode ser considerado uma das primeiras salas fixas do Brasil. Junto com ele foi o meu mundo de sonhos e aventuras.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Laços de Ternura (1983)

Laços de Ternura tem uma história interessante em minha vida. Em 1983 eu e um grupo de amigos (entre eles Roberto Disse e Georges Rul) não perdíamos uma premiação do Oscar e sempre fazíamos apostas para ver quem acertava o maior número de indicações. Laços de ternura era um dos indicados. Lembro-me que eu e Georges tínhamos apostado em outro filme para vencedor de melhor filme, “ O Fiel Camareiro”. Na noite do Oscar reunidos tivemos uma imensa decepção, Laços de Ternura foi o vencedor. Havíamos criticado muito o filme dizendo que devia ser mais um dramalhão hollywoodiano. Bem, meses depois eu e Georges fomos ver o filme, sim meses, naquela época os filmes chegavam a Blumenau três ou quatro meses depois de lançados no eixo Rio-São Paulo. Fomos ao Cine Busch já com aquela idéia de vamos ver para provar nossa teoria e pasmem, ao final do filme ficamos os dois como dois babacas. O filme superou todas as nossas expectativas e opiniões.


Laços de Ternura, assim como a nós, fascinou o público e a crítica ficando em segundo lugar nas bilheterias dos Estados Unidos e Canadá num ano em que o primeiro lugar foi de ”O Retorno de Jedi”, o terceiro filme da trilogia Guerra nas Estrelas de George Lucas.

Usando um incrível toque de realismo na história de duas mulheres cativantes, mãe e filha, magistralmente interpretadas por Shirley MacLaine e Debra Winger, é uma oportunidade para se ver uma espécie de duelo de interpretações entre duas atrizes das que melhor expressam vulnerabilidade por trás de uma aparência forte. Além disso, a cumplicidade entre dois veteranos, MacLaine e Jack Nicholson. Nicholson traz nesse filme o melhor do seu lado cômico na interpretação de um ex-astronauta beberrão e mulherengo, vizinho de MacLaine.

O filme nos leva de momentos hilariantes ao mais profundo drama. O diretor James L. Brooks habilmente mostra as cenas desse relacionamento ao longo de trinta anos. E, sim, é uma história de gente comum, gente como a gente, relações afetivas, relações familiares, ou seja, o tipo de filme que eu gosto.

Inesquecível também é a musica tema de Michael Gore.

O Filme teve 11 indicações ao Oscar e levou cinco: Melhor Filme, Melhor Atriz - Shirley MacLaine, Melhor Ator Coadjuvante - Jack Nicholson, Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado - James L. Brooks.

Prêmios:

- Oscar® (1983):
Vencedor de Melhor Filme, Atriz (Shirley MacLaine), Ator Coadjuvante (Jack Nicholson), Diretor e Roteiro Adaptado.
Indicado a Melhor Atriz (Debra Winger), Direção de arte, Edição, Trilha sonora e Ator Coadjuvante (John Lithgow)

- Globo de Ouro (1984):
Vencedor de Melhor Filme, Atriz (Shirley MacLaine) e A tor Coadjuvante (Jack Nicholson)

- Associação dos Críticos de Nova York (1983):
Vencedor de Melhor Filme, Atriz (Shirley MacLaine) e Ator Coadjuvante (Jack Nicholson)


Dica: Adquiri o filme na Livraria Catarinense do Shopping Neumarkt.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Balzac e a Costureirinha Chinesa (2002)

Este drama Chinês baseado em fatos reais e no livro do próprio diretor, Sijie Dai, se desenrola durante a Revolução Cultural promovida por Mao-Tse Tung na China dos anos 70.


Luo e Ma, dois jovens universitários de Pequim são enviados para as montanhas para a reeducação cultural. Num verdadeiro paraíso de paisagens deslumbrantes (esplendidamente fotografadas pelo premiado Philippe Rousselot) , eles trabalham a terra, descobrem a amizade, tentam se livrar do perigoso chefe local. Lá também conhecem a costureirinha do povoado, com quem iniciam uma amizade e por quem se apaixonam. Num país onde a leitura era proibida, Luo, Ma e a costureirinha vão desafiar as duras regras escondendo livros ocidentais de grandes autores como Balzac.

Indicado ao Globo de Ouro de Filme em Língua Estrangeira é um filme muito intimista, poético e sensível, que vai nos envolvendo na cultura do pequeno povoado com suas crenças e tradições

Singelo e doce, alegre e comovente, Balzac e a Costureirinha Chinesa é uma pequena obra prima do cinema.